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Política

Vaga deixada por Júlio Pinheiro será de Marcus Fabrício

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O ex-secretário Marcus Fabrício (PTB) será o segundo suplente a se efetivar como vereador na Câmara Municipal de Cuiabá nesta legislatura em decorrência de falecimento do titular. 

marcus fabricioMarcus Fabrício já esteve na administração do prefeito Mauro Mendes (PSB) como secretário de Turismo, aonde teve que assumir e acumular dois cargos, como a de secretário de Cultura durante o período em que o prefeito avaliava a possibilidade de unir as duas pastas. Sobrinho da ex-deputada estadual Chica Nunes (DEM), foi contemplado para fazer parte da equipe do Executivo pela "cota" do PTB.

O petebista assume esta semana a cadeira deixada pelo vereador Júlio Pinheiro (PTB), que morreu na última segunda-feira (20) após sofrer uma parada cardíaca e morreu depois de ter ficado 17 dias internado em um hospital particular de Cuiabá. O então vereador Júlio Pinheiro teve que ser hospitalizado com urgência no dia 3 de junho para tratar uma infecção na aorta, passou por cirurgias e chegou a ficar dez dias em coma.

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O suplente Marcus Fabrício entrou na vida pública no ano de 2000, quando disputou sua primeira eleição para o Legislativo cuiabano, ainda pelo PSDC. Na oportunidade ele recebeu 1978 votos, ficando na segunda suplência da coligação. 

No mesmo ano, o vereador assumiu o cargo de diretor da Secretaria de Cultura do Município, onde ficou até 2002, quando assumiu a secretaria do Conselho de Transportes do Estado

Em 2004, ganhou as eleições para vereador com 4.338 votos, e se tornou o quinto mais votado da Casa na 16ª legislatura. Em 2008 concorreu novamente, conquistando 3524 votos

Porém, acabou perdendo a vaga para o vereador Deucimar Silva (PP), com quem estava empatado, pelo quesito idade. Já no pleito de 2012, ele voltou a disputar o pleito para vereador, ficando na segunda suplência. Ele conquistou 2.539 votos em 2012 e está em seu segundo mandato.

Ele subiu para a primeira suplência em maio do ano passado, quando Néviton Fagundes (PTB) se efetivou como vereador na vaga de Clovito Hungney (SD), que faleceu em decorrência de choque séptico. 

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Outro suplente que se efetivou como vereador nesta legislatura foi Paulo Araújo (PSD). O socialdemocrata assumiu a cadeira deixada pelo ex-presidente João Emanuel (PSD), que foi cassado por quebra de decoro parlamentar apenas dez meses depois de assumir o comando da Casa de Leis.

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Política

Articulação de Mauro Carvalho consolida “Aliança Ampla” e isola adversários políticos

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O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, cravou de forma categórica a inclusão do Podemos no arco oficial de alianças que sustentará o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos. A declaração, proferida em Cuiabá durante a inauguração da nova sede do partido governista, reorganiza o tabuleiro político local ao formalizar o apoio de uma das legendas mais cobiçadas do estado. O anúncio oficial impacta diretamente as estratégias de oposição e solidifica a base aliada em torno do atual chefe do Executivo estadual.

A manifestação pública ocorreu durante a solenidade de inauguração da nova sede do Republicanos na capital mato-grossense, um evento que reuniu as principais lideranças da direita e do centro no estado. O momento escolhido para a declaração não foi casual, aproveitando a forte presença da imprensa e de correligionários para demonstrar força institucional. O anúncio serviu como uma demonstração de unidade política em um período crucial de definições partidárias, transformando o ato inaugural em um palanque de consolidação de poder.

A confirmação da aliança pelo chefe da Casa Civil visa neutralizar potenciais fraturas internas e consolidar a pré-candidatura de Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás, reduzindo o espaço de manobra de candidaturas concorrentes. Ao antecipar a composição partidária. Mauro Carvalho busca transmitir uma imagem de estabilidade e governabilidade, atraindo novas legendas para o consórcio governista. A estratégia também atua como um desincentivo para que partidos aliados ensaiem voos solos ou migrem para blocos de oposição.

O movimento estratégico envolve diretamente o deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e comandante do Podemos no estado, cujo nome figurava entre os cotados para a disputa majoritária.

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A inclusão formal da legenda de Max Russi no bloco governista neutraliza um concorrente de peso e vincula o Legislativo ao projeto de reeleição. Além do Podemos, o arco de forças conta com o PSDB, o União Brasil e o Partido Progressistas (PP), este último mantido no grupo mesmo após recentes divergências internas em sua convenção.

O processo de aglutinação partidária estruturou-se por meio de reuniões políticas semanais coordenadas por Mauro Carvalho, nas quais foram traçadas as diretrizes programáticas e as táticas eleitorais do grupo governista. Essas articulações de bastidores foram aceleradas pela recente migração de prefeitos e lideranças municipais para o Republicanos, fortalecendo a capilaridade da sigla no interior. A construção da aliança baseou-se na oferta de participação ativa na futura gestão e no alinhamento de projetos de desenvolvimento regional.

A consolidação desse bloco político explica-se pela necessidade de conferir densidade eleitoral e capilaridade geográfica à candidatura de Otaviano Pivetta, unindo partidos de forte expressão municipalista. Em um estado com as dimensões de Mato Grosso, o apoio de prefeitos e de presidentes partidários influentes é considerado indispensável para garantir a vitória nas urnas.

O pacto busca também blindar a gestão estadual de desgastes políticos, assegurando uma base parlamentar sólida na Assembleia Legislativa Mato-grossense.

Embora Mauro Carvalho tenha dado como certa a aliança, o presidente do Podemos, Max Russi, adotou um tom diplomático e desconversou ao ser questionado pela imprensa sobre o apoio formal e imediato a Pivetta. Russi negou publicamente que sua legenda imponha condições, como a indicação da vaga de vice-governador, para integrar a chapa majoritária nas próximas eleições. O parlamentar ponderou que a escolha do vice compete exclusivamente ao candidato ao governo, embora tenha ressaltado que o Podemos possui quadros preparados.

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A reviravolta no cenário partidário ganhou contornos de disputa pessoal após a destituição repentina de Mauro Carvalho da presidência do Partido da Renovação Democrática (PRD), ocorrida em março passado. A mudança no comando da sigla foi articulada pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), que emplacou o ex-vereador Aluízio Lima Pereira na presidência.

Em resposta ao que chamou de “negociata”, Carvalho coordenou a debandada imediata de quatro prefeitos do PRD para o Republicanos, esvaziando a legenda adversária.

A migração dos prefeitos Rodrigo Luiz Benassi (Colíder), Gilmar Wentz (Querência), Sidnei Marques (Indiavaí) e Nei da Farmácia (Juara) alterou o equilíbrio de forças nos principais polos agrícolas do estado. Mauro Carvalho classificou a filiação em massa dos gestores municipais como um “banho na alma” e uma resposta política legítima à rasteira partidária sofrida. O secretário afirmou que a estratégia dos adversários “saiu pela culatra”, prevendo o isolamento total do PRD após o fechamento da “Janela Partidária”.

O desfecho dessa intensa movimentação de bastidores redefine as forças políticas em Mato Grosso, consolidando o grupo de Otaviano Pivetta como a força majoritária a ser batida. A capacidade de reação do chefe da Casa Civil transformou um revés partidário em uma demonstração de força que atraiu o Podemos e esvaziou legendas rivais.

O cenário atual projeta uma campanha polarizada, na qual a densidade do arco de alianças governistas testará a capacidade de articulação da oposição até a abertura oficial das urnas.

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