VAI APARECER TERCEIRA VIA?
Terceira via? Só se for de boleto; Mauro manda passar o terno
Segundou…, então vamos colocar um ponto final: não existe terceira via nas eleições 2022 em Mato Grosso, você pode tentar enganar a si mesmo, mas não dá ludibriar o povo mato-grossense.
O que existe hoje nos partidos políticos da terra de Rondon é divisão nas siglas partidárias, o que significa que não existe um nome para pode discutir um processo sucessório. Hoje temos Mauro Mendes um nome importante, Emanuel Pinheiro um prefeito em condições de se apresentar para liderar o projeto, porém, terá muitos percalços para tentar viabilizar um projeto abrangente.
Em contraponto, tem vários “nomes” que circulam na imprensa que são projetos pessoais, projeto familiar de ocupação de espaço de poder, não nascem nada a volta deles. Não se forma lideranças a sua volta, a não ser seus próprios filhos. Não surge nada de novo. As lideranças partidárias não abrem espaço para a discussão de criar novas lideranças. As siglas partidárias de Mato Grosso precisam discutir qual é a cara que querem ter no próximo pleito eleitoral, do ponto de vista pragmático no que pensa para Mato Grosso, papel para economia, programas sociais.
Qual o estilo de política que vão apresentar para a população? Essa é a discussão que precisa ser realizado por eles internamente, sem atacar ninguém, mas falando de uma política que o povo acredita. Já passou da hora de encerrar com esta disputa de guerra.

O segredo
O segredo para isso é justamente não desperdiçar energia em conflitos e confrontos que são completamente inúteis e estéreis. Os líderes políticos de Mato Grosso não conseguem ficar 72 horas sem um clima de guerra no Estado.
Agressões constantes entre as partes que não fazem política e os problemas que são enfrentados, não são afetivamente enfrentados.
Terceira via
Sabemos que a chamada terceira via desde Blairo Borges Maggi, hoje no Partido Progressista (PP), não apareceu um, para assumir o Palácio Paiaguas, nem chegou no segundo turno.
Então, por favor, parem de brincar com a inteligência do povo mato-grossense. Terceira via só se for do boleto. Quem está sem chance lida como desculpa a terceira via. Querem mais? Terceira via é uma invenção dos partidos e dos políticos que não tem candidato.
Nota da redação
Em meio às articulações de partidos de centro em busca de candidaturas alternativas para a disputa presidencial em 2022, o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), defendeu que o Partido Democrata (DEM) lance um nome para concorrer ao Palácio do Planalto no ano que vem.
“Se o DEM quer lançar um candidato terá meu apoio“, disse Mauro Mendes recentemente.
Mauro Mendes defende o nome do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), como potencial nome do partido para as Eleições de 2022. Em maio, o próprio Mandetta garantiu que está pronto para concorrer no ano que vem. O ex-ministro avalia que o brasileiro não quer a polarização em dois nomes.
“Um terço dos brasileiros rejeita esse pesadelo e tem esperança em um futuro de diálogo, união e seriedade no combate à corrupção”, escreveu Mandetta em uma rede social.
Entenderam? Tá bom, Mauro taxa Emanuel de mentiroso. Automaticamente deduzimos que Mauro Mendes não gosta de mentiras. Então não vai deixar Mandetta falando sozinho.
Política
Desdobramentos políticos e a pressão pela CPI na Assembleia Legislativa de Mato Grosso
A deflagração da “Operação Heritage” pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), reacendeu a pressão política na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa busca investigar supostas irregularidades em contratos consignados e o pagamento de precatórios que somam R$ 308 milhões em benefício da empresa de telefonia Oi S.A.
Atualmente, o requerimento oposicionista conta com sete assinaturas, necessitando de apenas mais uma adesão para que seja realizada a leitura oficial em Plenário e iniciado o processo formal de apuração no âmbito legislativo estadual.
Quem são os envolvidos:
As investigações da Polícia Federal atingem diretamente figuras centrais do cenário político mato-grossense, incluindo o grupo político do ex-governador Mauro Mendes (UB) e a gestão do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Entre os alvos que sofreram mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens, figuram a ex-primeira-dama Virgínia Mendes, seus três filhos, além do ex-secretário de Estado Mauro Carvalho e seus familiares.
No parlamento, destacam-se as atuações dos deputados Valdir Barranco (PT), defensor da comissão; Diego Guimarães, representante da base governista; e Júlio Campos, que adota uma postura intermediária.

Quando os fatos se deram:
A deflagração das medidas ostensivas da Operação Heritage ocorreu na última quinta-feira, dia 6, deflagrando um efeito imediato nas articulações parlamentares do Estado. A intensificação dos debates sobre a criação da CPI e as manifestações públicas dos deputados estaduais ocorreram nesta quarta-feira, dia 12. O contexto temporal ganha relevância adicional por situar-se a menos de 55 dias do pleito eleitoral e próximo ao recesso do Poder Legislativo, elemento que influencia diretamente o ritmo e a viabilidade das negociações políticas na Casa de Leis.
Onde a apuração se concentra:
O foco principal das diligências e das discussões institucionais está sediado na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), onde tramita a coleta de assinaturas para o requerimento. Contudo, os desdobramentos operacionais abrangem diversos endereços residenciais e comerciais no Estado onde foram cumpridos os mandados judiciais expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A abrangência territorial das investigações reflete a amplitude das relações financeiras e contratuais estabelecidas entre os agentes públicos, as instituições bancárias e a concessionária de telefonia.

Por que a operação foi deflagrada:
A atuação do Poder Judiciário e dos órgãos federais de fiscalização decorre da necessidade de averiguar indícios de favorecimento financeiro e desvio de recursos públicos do erário estadual. A suspeita central recai sobre a homologação de um acordo extraordinário firmado entre o Governo do Estado de Mato Grosso e a operadora Oi S.A., além de possíveis fraudes na gestão de contratos de empréstimos consignados.
A gravidade das denúncias e o expressivo montante financeiro envolvido fundamentaram a expedição das ordens de busca, apreensão e bloqueio de bens pela Suprema Corte.
Como os mandados foram executados:
As ações policiais foram executadas de forma simultânea por equipes da Polícia Federal, com o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão direcionados aos alvos da investigação. Paralelamente às buscas físicas, determinou-se o bloqueio patrimonial e bancário de 61 pessoas físicas e jurídicas supostamente ligadas ao esquema.
A coleta de documentos, mídias digitais e eventuais provas materiais visa instruir o inquérito policial e subsidiar as análises técnicas referentes às movimentações de capitais realizadas entre os envolvidos.
Quais os argumentos da oposição:
A bancada oposicionista, liderada publicamente pelo deputado Valdir Barranco, classifica a conduta anterior da Casa de Leis como uma omissão perante denúncias que já circulavam informalmente no parlamento. Para os parlamentares de oposição, a intervenção da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal expõe a necessidade premente de a Assembleia Legislativa Mato-grossense cumprir o seu papel fiscalizador.
O grupo argumenta que os deputados têm o dever de assinar a lista, considerando constrangedora a inércia legislativa diante de indícios consolidados de irregularidades na gestão pública.

Qual a defesa apresentada pela base governista:
Por sua vez, a base de sustentação do Palácio Paiaguás, representada pelo deputado Diego Guimarães, defende prudência e questiona o momento escolhido para a mobilização da comissão. Os parlamentares governistas argumentam que a proximidade do período eleitoral pode desviar o foco de uma apuração técnica e rigorosa, transformando a CPI em um instrumento de exploração política.
Segundo essa perspectiva, a iniciativa arrisca converter-se em um factoide destinado a expor os gestores públicos e a favorecer os adversários do governo na disputa eleitoral vindoura.
Qual a postura da posição intermediária:
Posicionado de forma neutra em relação aos blocos, o deputado Júlio Campos ratificou o avanço na captação de adesões ao requerimento, mas manifestou ceticismo quanto à utilidade prática do colegiado no momento atual. O parlamentar ressaltou que a execução de mandados judiciais pela Polícia Federal pressupõe a existência de estudos aprofundados e quebras de sigilo consolidadas no inquérito principal.
Contudo, apesar de ressaltar a redundância da medida ante a atuação federal, assegurou que participará ativamente dos trabalhos caso a comissão seja efetivamente instalada.
Quais os desdobramentos futuros:
O cenário político de Mato Grosso permanece em suspenso, condicionado à obtenção da oitava assinatura necessária para a formalização do pedido de CPI na Mesa Diretora. Caso o quórum mínimo seja alcançado e a leitura efetuada em Plenário, caberá aos blocos partidários a indicação dos membros que comporão o colegiado investigativo.
A evolução do caso dependerá tanto da tramitação do inquérito sob sigilo no Supremo Tribunal Federal quanto da capacidade de articulação entre os parlamentares para viabilizar os trabalhos da comissão antes do recesso.
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