Search
Close this search box.

Política

Taques estará dia 31 em Brasília em busca de recursos para quitar folha de pagamento

Publicados

em

Apesar da reunião do governador Pedro Taques (PSDB),com os secretários de Fazenda Seneri Paludo e de Gestão Julio Modesto, para definir qual será a forma de pagamento dos 90 mil servidores do Estado, não foi possível bater o martelo, já que o governo ainda tem expectativa de receber recursos de Brasília para pagar salários dos servidores do Executivo, mas pode haver novo escalonamento.

pedro taques forum uruguaiApós  se reunir com membros da equipe financeira, o governador foi direto para a Praça das Bandeiras participar de um evento oficial, onde foi questionado sobre os salários dos servidores. Taques demonstrou que ainda espera conseguir uma solução para o impasse e pediu tranquilidade.

Taques estará em Brasília, nesta segunda-feira (31) para buscar os recursos para a quitação da folha salarial dos servidores, que é de R$ 600 milhões, "o salário dos servidores será pago no prazo que é legal, que é constitucional. Podem ficar tranquilos que segunda-feira eu ainda vou a Brasília para buscar soluções para o problema, que é uma crise nacional hoje", disse.

O Executivo conta com o recebimento do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), no valor de R$ 391 milhões neste mês, o que ajudara a quitar a folha, contudo, o valor ainda não caiu na conta, mesmo com o presidente Michel Temer tendo publicado Medida Provisória que liberaria o montante.

Documento não oficial mostra possível forma de escalonamento para este mês, que seria em três parcelas. Em 31 deste mês receberiam servidores com salário líquido até R$ 3 mil. Em 7 de novembro seriam os pagamentos para os funcionários com vencimentos entre R$ 3 mil e R$ 6 mil líquidos. E por fim, no dia 10, os que ganham salário líquido acima de R$ 6 mil. O 13º salário dos aniversariantes de outubro seria quitado no próximo dia 14, independente do salário.

Leia Também:  Vereador de Cuiabá e 14 suplentes migram para o PP

No mês passado, o Governo do Estado realizou o pagamento integral dos salários de apenas 90% dos servidores públicos. Com dificuldades na arrecadação estadual, o governador optou por priorizar o pagamento para quem recebe até R$ 6 mil, líquido. Os demais 10% dos funcionários públicos do Executivo, que ganham mais de R$ 6 mil, devem receber integralmente até 10 de outubro, data prevista na legislação estadual.

Taques pode decretar estado de calamidade para forçar União a liberar recursos

Por conta da dificuldade financeira, o governador Pedro Taques tem estudado a possibilidade de decretar estado de calamidade, juntamente com outros 20 estados, para conseguir recursos emergenciais do Governo Federal e garantir gastos básicos da máquina pública, "ainda não foi descartado por nenhum dos 21 governadores decretar calamidade. Depende deste mês de novembro. Já são 20 Estados que estão com dificuldades de pagamento (nos salários dos servidores), pois precisa ter caixa para esses pagamentos. Mas nós estamos trabalhando firme para que Mato Grosso possa resolver essa situação”, pontuou o governador.

O governador salientou também que para Mato Grosso decretar estado calamidade pública seria necessário um consenso dos demais governadores, para que todos os 21 Estados que solicitaram recursos emergenciais da União, decretem juntos a situação adversa. “Isso todos os governadores estão discutindo juntos. Não será uma ação isolada de um único governador, mas sim uma ação conjunta”, comentou.

Leia Também:  Quanto custa uma campanha eleitoral em Cuiabá? Falta diálogo e sintonia no UB

No começo do mês o governador realizou alguns encontros com presidente da República, Michel Temer (PMDB), no sentido de ele liberar um recurso de R$ 7 bilhões para que fosse dividido entre os Estados e assim amenizar a crise. No entanto, após várias reuniões o dinheiro acabou não saindo.

Na ocasião, o governador voltou a dizer para as autoridades em Brasília que reconhece o momento critico que passa o país em relação às finanças, mas que Mato Grosso é um dos responsáveis pela a alta arrecadação, "o Brasil, em cinco anos teve um superávit na balança comercial de 67 bilhões de dólares. Mato Grosso teve um superávit, mas eu como governador do Estado venho padecendo com dificuldades das mais simples. Eu volto a pedir que nos ajudem a resolver a situação no menor espaço de tempo”, finalizou Pedro Taques.

Os governadores solicitaram o auxílio para o enfrentamento da crise econômica que foi agravada neste segundo semestre de 2016. No caso de Mato Grosso, o governador aproveitou para cobrar o FEX deste ano. Do recurso do FEX, 25% será destinado aos 141 municípios.

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

Publicados

em

Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

Leia Também:  Quanto custa uma campanha eleitoral em Cuiabá? Falta diálogo e sintonia no UB

A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

Leia Também:  Flávia Moretti herda "presente de grego" de Kalil Baracat

O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA