COM DINHEIRO E SEM SINTONIA
Quanto custa uma campanha eleitoral em Cuiabá? Falta diálogo e sintonia no UB
No maior colégio eleitoral do Estado de Mato Grosso, Cuiabá, a Capital de todos os mato-grossenses, tanto para os políticos que estão chegando agora ao mundo da política e da Gestão Pública, um fato é dito com importância unânime: a figura do marqueteiro.
Com papel essencial sobretudo na campanha, o marqueteiro político é o responsável por moldar e entregar a imagem do político contratante ao eleitorado.
Desde o tom adotado no slogan da campanha, passando pelos discursos em programas de Rádio e TV até a encomenda, análise e aplicação das conclusões de pesquisas eleitorais, são eles, também, os principais responsáveis por gerir as vultosas quantias geralmente gastos em ano eleitoral.
Em Cuiabá pré-candidatos já se movimentam para definir suas estratégias eleitorais e de comunicação, que demandam altos investimentos.
Mas afinal, quanto custa uma campanha eleitoral para a Prefeitura de Cuiabá hoje?
O meu amigo de Vadjú, revelou as cifras e investimentos mínimos para um candidato que quer realmente ser levado em contato pelo eleitor durante uma eleição.
Segundo o meu amigo de Vadjú, que já esteve por trás de pleitos vitoriosos, conta que com R$ 5 milhões é possível fazer uma boa campanha para o Palácio Alencastro.
O gasto é com gráfica, com TV, carros de som, pesquisas, combustível, estrutura de comitê e palanque.

A fatia maior do dinheiro, vai para os programas de TV e Rádio, tidos como essenciais em uma campanha, de R$ 1 a R$ 2 milhões de reais. A gráfica, que fica por conta da impressão de todo o material usado pelo candidato, costuma levar até R$ 1,5 milhão.
A encomenda de pesquisas a Institutos é outra parte que pode puxar grandes valores. Uma campanha feita dentro da legalidade (estamos nos referindo ao fato de alguns candidatos enveredarem por meios ilegais de campanha, o famoso “Caixa 2”). Em casos assim, políticos costumam gastar até R$ 8 milhões.
O meu amigo de Vadjú acrescenta que uma outra área já tem tido grande investimento nas últimas campanhas: o gerenciamento de redes sociais.
E os trabalhos nas redes sociais já começou não pedindo voto, claro. Mas fomentando o nome do pré-candidato, se mostrando ao eleitorado.
Sem alterar o caráter e as convicções do candidato, o marqueteiro consegue, por meio da manipulação da imagem transmitida ao eleitor, obter os votos necessários à sua eleição. O marqueteiro deixa claro ao candidato que ele deve, durante a campanha eleitoral, ser seu fantoche para que possa convencer aos eleitores de que se distingue dos demais e, por isso, é digno de representá-los.
Segue o fluxo!

Se liga pessoal
A partir deste mês, começam a valer as principais restrições previstas no calendário eleitoral para impedir o uso da máquina pública a favor de candidatos às eleições municipais de outubro. As vedações estão previstas na Lei das Eleições (Lei 9.504/1997).
No dia 6 de julho, três meses antes do pleito, começam as restrições para contratação e demissão de servidores públicos.
Confira as principais restrições 6 de julho:
Nomeação de servidor
A partir do próximo sábado (6), três meses antes do pleito, os agentes públicos não podem nomear, contratar e demitir por justa causa servidores públicos.
A Lei abre exceção para nomeação e exoneração de pessoas que exercem função comissionada e a contratação de natureza emergencial para garantir o funcionamento de serviços públicos essenciais.
Concursos
Os agentes públicos também estão proibidos de fazer transferência voluntária de recursos do governo federal aos estados e municípios. O dinheiro só pode ser enviado para obras que já estão em andamento ou para atender situações de calamidade pública.
Publicidade estatal
A autorização para realização de publicidade institucional de programas de governo municipal também está proibida.
Pronunciamento oficiais em cadeia de rádio e televisão e a divulgação de nomes de candidatos em sites oficiais também estão vedados e só podem ocorrer com autorização da Justiça Eleitoral.
Inauguração de obras
Também fica proibido a participação de candidatos em inauguração de obras públicas.
Gastos de campanha
No dia das convenções partidárias, dia 20 de julho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgará o limite de gastos de campanha para os cargos que estarão em disputa.
UB em Cuiabá: falta de diálogo e sintonia
O pré-candidato do União Brasil (UB) em Cuiabá, o presidente da “MARAVILHOSA” Casa de Leis, Zé Edu Botelho, demonstrou, nesta segunda feira (1°), descontentamento com a ação da sigla unista que ingressou contra o humorista Thiago Moura na última semana.
“Fala Xô Dito, pedi para o União Brasil retirar o processo contra você, ouve um equivoco de informações sobre as postagens, avisa seu sobrinho que não precisa pedir desculpas, e olha pede pro Neneu para de ficar me ligando, eu mão vou atender. A ação é do União Brasil e até me pegou de surpresa…pedi para retirar a ação e acabou. A ação é do União Brasil e até me pegou de surpresa…pedi para retirar a ação e acabou“, disse o candidato do União Brasil, Edu Botelho.
Entenda: o humorista tem feito vídeos sobre a pré-campanha em Cuiabá. No vídeo Edu Botelho seria dono de empresas de ônibus e tapa-buracos que realizam trabalhos em Cuiabá.
O juiz da 1° Vara Eleitoral, Jamilson Haddad Campos, disse que o vídeo tinha “fatos inverídicas” e mandou retirá-lo do ar.
Cá entre os meus botões: é preciso que haja diálogo e sintonia entre o partido e o pré-candidato, haja liga com as lideranças políticas para disputar a Prefeitura de Cuiabá.
Ou será que já vi esse filme?
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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