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ÀGUA COM AÇUCAR

Sem muitos desdobramentos, CPI da CS Mobi ouve secretaria da SEMOB

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada com membros definidos para apurar possíveis irregularidades no contrato da Prefeitura de Cuiabá com a empresa CS Mobi, administradora do estacionamento rotativo de Cuiabá. A Camara Municipal de Cuiabá, formalizou a criação da CPI, que tem como presidente o vereador Rafael Ranalli (PL), o próprio propositor da investigação.

Como vice-presidente, foi designado os parlamentares Dilemário Alencar (UB) e Maysa Leão (Republicanos) a membro titular. Já os suplentes serão: Baixinha Giraldelli (Solidariedade), Sargento Joelson (PSB) e Wilson Kero-Kero (PMB). O texto indica um prazo de 120 dias para conclusão, e não prevê prorrogação da resolução de instauração da CPI.

Durante a primeira sessão do ano com votação da Câmara de Vereadores de Cuiabá, que ocorreu no dia 04 de fevereiro, o vereador Rafael Ranalli (PL), utilizou a Tribuna da Casa de Leis, para solicitar a abertura de uma CPI, com o objetivo de investigar a CS Mobi, empresa vencedora da concessão por 30 anos do estacionamento rotativo da capital.

O vereador questionou a legalidade do contrato e se a concessão está sendo benéfica para a população cuiabana. Para a abertura da CPI, Ranalli obteve o apoio de 11 vereadores, ultrapassando o número mínimo de assinaturas necessárias.

A decisão pelo pedido da CPI ocorreu após a apresentação de denúncias de inexecução contratual, descumprimento de cláusulas e cobranças indevidas aos usuários.

Atualmente, a empresa recebe um repasse mensal de R$ 650 mil da prefeitura.

Secretária da SEMOB esclarece duvidas na CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o contrato do estacionamento rotativo em Cuiabá recebeu na tarde desta quinta-feira (27), a Secretária de Mobilidade Urbana de Cuiabá, Regivânia Alves Venâncio. O encontro teve por objetivo esclarecer as dúvidas sobre como é feito o registro das multas, os valores das cobranças e o repasse desse dinheiro.

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Os vereadores Rafael Ranalli (PL), presidente da CPI, Dilemário Alencar (UB) e Maysa Leão (Republicanos) também tiveram a oportunidade de questionar o agente de trânsito Adolfo Batista Junior, e a diretora de engenharia e arquiteta da SEMOB, Adrielly Martins.

Em um primeiro momento, Rafael Ranalli questionou a secretaria Regivânia Alves Venâncio, sobre o processo de registro da multa, na intenção de esclarecer como é feita essa fiscalização. Regivânia pontuou ao vereador que quem faz a ronda pelos veículos estacionados é o veículo da CS Mobi, empresa que faz parte da Parceria Público Privada (PPP), de 30 anos entre a Prefeitura da Capital e a empresa CS Mobi, assinada na gestão de Emanuel Pinheiro (MDB).

O agente de trânsito Adolfo Batista Junior, complementou a fala da colega, explicando sobre os valores cobrados.

O condutor estaciona e se não houver o pagamento é aplicada uma multa administrativa que corresponde a dez vezes o valor da hora. O valor da hora é R$ 3,40, a multa administrativa é o valor de R$34,00. Existem os dez minutos de tolerância, então se após esses dez minutos não for efetuado o pagamento o monitor encaminha e coloca no sistema da CS Mobi. Se após sete dias o condutor não quitou, a CS Mobi envia à SEMOB a infração, a placa do veículo, data, horário, as fotos do veículo estacionado e a partir desse momento nós processamos a infração e a pessoa vai pagar uma multa de R$ 195”, esclareceu Adolfo.

O agente de trânsito reforça ainda que esta é uma infração grave, por estacionar em vagas de estacionamento regulamentado. Adolfo também responde que este valor de R$ 34,00 vai para a conta vinculada ao contrato, que é a conta da Prefeitura Municipal de Cuiabá. Já a multa de R$ 195,00, em virtude de não quitação do primeiro débito, é repassada para o Fundo Municipal de Trânsito, fundo este que recebe todas as infrações emitidas pela SEMOB.

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Outro ponto abordado durante o encontro foi sobre as vagas destinadas a idosos e deficientes e o cumprimento da Lei 7.116/2024, que assegura que estas pessoas podem estacionar nos locais do estacionamento rotativo sem que haja cobrança e por tempo indeterminado.

Dilemário Alencar apontou divergências entre o que a Lei prevê e o que de fato vem sendo feito no município. O líder do governo na Casa de Leis afirmou que levará a situação ao Prefeito de Cuiabá, Abilio Jaques Brunini (PL), pois, como ele afirmou, “Lei é para ser cumprida”. Por fim, o parlamentar analisou como importante a vinda da SEMOB à Câmara Municipal de Cuiabá e garantiu que o contrato não deve seguir da mesma forma em que foi pactuado na antiga gestão.

A próxima reunião da CPI, agendada para quinta-feira da próxima semana (03/04), deve ouvir o grupo de permissionários do Mercado Municipal de Cuiabá.

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Política

Articulação de Mauro Carvalho consolida “Aliança Ampla” e isola adversários políticos

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O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, cravou de forma categórica a inclusão do Podemos no arco oficial de alianças que sustentará o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos. A declaração, proferida em Cuiabá durante a inauguração da nova sede do partido governista, reorganiza o tabuleiro político local ao formalizar o apoio de uma das legendas mais cobiçadas do estado. O anúncio oficial impacta diretamente as estratégias de oposição e solidifica a base aliada em torno do atual chefe do Executivo estadual.

A manifestação pública ocorreu durante a solenidade de inauguração da nova sede do Republicanos na capital mato-grossense, um evento que reuniu as principais lideranças da direita e do centro no estado. O momento escolhido para a declaração não foi casual, aproveitando a forte presença da imprensa e de correligionários para demonstrar força institucional. O anúncio serviu como uma demonstração de unidade política em um período crucial de definições partidárias, transformando o ato inaugural em um palanque de consolidação de poder.

A confirmação da aliança pelo chefe da Casa Civil visa neutralizar potenciais fraturas internas e consolidar a pré-candidatura de Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás, reduzindo o espaço de manobra de candidaturas concorrentes. Ao antecipar a composição partidária. Mauro Carvalho busca transmitir uma imagem de estabilidade e governabilidade, atraindo novas legendas para o consórcio governista. A estratégia também atua como um desincentivo para que partidos aliados ensaiem voos solos ou migrem para blocos de oposição.

O movimento estratégico envolve diretamente o deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e comandante do Podemos no estado, cujo nome figurava entre os cotados para a disputa majoritária.

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A inclusão formal da legenda de Max Russi no bloco governista neutraliza um concorrente de peso e vincula o Legislativo ao projeto de reeleição. Além do Podemos, o arco de forças conta com o PSDB, o União Brasil e o Partido Progressistas (PP), este último mantido no grupo mesmo após recentes divergências internas em sua convenção.

O processo de aglutinação partidária estruturou-se por meio de reuniões políticas semanais coordenadas por Mauro Carvalho, nas quais foram traçadas as diretrizes programáticas e as táticas eleitorais do grupo governista. Essas articulações de bastidores foram aceleradas pela recente migração de prefeitos e lideranças municipais para o Republicanos, fortalecendo a capilaridade da sigla no interior. A construção da aliança baseou-se na oferta de participação ativa na futura gestão e no alinhamento de projetos de desenvolvimento regional.

A consolidação desse bloco político explica-se pela necessidade de conferir densidade eleitoral e capilaridade geográfica à candidatura de Otaviano Pivetta, unindo partidos de forte expressão municipalista. Em um estado com as dimensões de Mato Grosso, o apoio de prefeitos e de presidentes partidários influentes é considerado indispensável para garantir a vitória nas urnas.

O pacto busca também blindar a gestão estadual de desgastes políticos, assegurando uma base parlamentar sólida na Assembleia Legislativa Mato-grossense.

Embora Mauro Carvalho tenha dado como certa a aliança, o presidente do Podemos, Max Russi, adotou um tom diplomático e desconversou ao ser questionado pela imprensa sobre o apoio formal e imediato a Pivetta. Russi negou publicamente que sua legenda imponha condições, como a indicação da vaga de vice-governador, para integrar a chapa majoritária nas próximas eleições. O parlamentar ponderou que a escolha do vice compete exclusivamente ao candidato ao governo, embora tenha ressaltado que o Podemos possui quadros preparados.

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A reviravolta no cenário partidário ganhou contornos de disputa pessoal após a destituição repentina de Mauro Carvalho da presidência do Partido da Renovação Democrática (PRD), ocorrida em março passado. A mudança no comando da sigla foi articulada pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), que emplacou o ex-vereador Aluízio Lima Pereira na presidência.

Em resposta ao que chamou de “negociata”, Carvalho coordenou a debandada imediata de quatro prefeitos do PRD para o Republicanos, esvaziando a legenda adversária.

A migração dos prefeitos Rodrigo Luiz Benassi (Colíder), Gilmar Wentz (Querência), Sidnei Marques (Indiavaí) e Nei da Farmácia (Juara) alterou o equilíbrio de forças nos principais polos agrícolas do estado. Mauro Carvalho classificou a filiação em massa dos gestores municipais como um “banho na alma” e uma resposta política legítima à rasteira partidária sofrida. O secretário afirmou que a estratégia dos adversários “saiu pela culatra”, prevendo o isolamento total do PRD após o fechamento da “Janela Partidária”.

O desfecho dessa intensa movimentação de bastidores redefine as forças políticas em Mato Grosso, consolidando o grupo de Otaviano Pivetta como a força majoritária a ser batida. A capacidade de reação do chefe da Casa Civil transformou um revés partidário em uma demonstração de força que atraiu o Podemos e esvaziou legendas rivais.

O cenário atual projeta uma campanha polarizada, na qual a densidade do arco de alianças governistas testará a capacidade de articulação da oposição até a abertura oficial das urnas.

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