BUSCANDO HOLOFOTES
Medeiros continua com os mesmos erros do passado: atirando nos aliados
A postura do deputado federal do Podemos, José Antônio dos Santos Medeiros na política tem sido desastrosa e insensata desde a eleição de 2020.
Nesta terça-feira (14), em entrevista à Rádio Capital FM, o fiel escudeiro do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, hoje filiado no Partido Liberal (PL), mais uma vez, procurou chamar atenção dos holofotes tentando enganar a si mesmo.
Segundo o parlamentar federal José Antônio dos Santos Medeiros, o grupo da direita possuí quatro nomes com possibilidade de disputar o Palácio Paiaguas: Reinaldo Moraes (PSC), Nilson Leitão (PSDB), e Dilceu Rossato (Republicanos).
Odílio Balbinotti Filho (sem partido), que teria colocado seu nome para aprovação popular anunciou sua desistência de concorrer ao Palácio Paiaguás em 2022. Agricultor e produtor de sementes proprietário de uma empresa líder nacional do setor, Balbinotti seria um dos principais nomes da “direita bolsonarista” em Mato Grosso e reunia todas as condições para administrar o Estado com o apoio do presidente da República.
Odílio chegou a visitar algumas cidades do estado para divulgar sua pré-candidatura. Ele esperava contar com o apoio do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), que não chegou a gravar declarações estimulando a candidatura.
A desistência foi confirmada em uma nota onde alega questões pessoais. Ao informar sua desistência, o empresário agradeceu as manifestações que recebeu de forma espontânea e reafirmou apoio incondicional ao presidente Jair Bolsonaro e todas as candidaturas com mesmo alinhamento de propósitos.
Bom…, agora ficou menos um para disputar a vaga da cadeira numero 1 do Estado de Mato Grosso.
Em sua entrevista à Rádio Capital FM, o parlamentar federal José Medeiros, disse:
“… com certeza teremos candidato para enfrentar o grupo que está governando o Estado de Mato Grosso“.
Em relação a mudança a mudança de partido, que foi publicado pelo Blog do Valdemir, o parlamentar federal José Medeiros disse que:
“Tem vários partidos que a gente tem conversado, porque tenho que me preparar caso o partido peça para eu sair… não tem nada definido“.
Uma pergunta para ao nobre deputado federal: para que partido irá se filiar? “Galerinha do ódio“, saibam que a maioria dos aliados (os verdadeiros) que estão no Partido Social Liberal (PSL) está indo para o Partido Liberal (PL) acompanhando o Capitão, ou poderá buscar o refúgio que irão compor a coligação pela reeleição de Jair Bolsonaro, o Partido Progressista (PP) e os Republicanos.
Voltando a entrevista do nobre parlamentar para à Rádio Capital, o fiel escudeiro de Bolsonaro disse que tá na pista e, “tem um candidato por aí, o Valdemar Costa Neto vem insistindo para o presidente da República, Jair Bolsonaro, escolher o Senador do Partido Liberal, Wellington Fagundes. Mas essa escolha é do presidente da República, e ele não definiu isso ainda…“, cutucou Medeiros.
O fiel escudeiro de Bolsonaro, questionado, se é possível o seu recuo para deixar o caminho livre para Wellton Fagundes, foi bem taxativo.
“É preciso avaliar e olhar as pesquisas, porque a gente sabe que não dá para ser candidato de si mesmo. Então, se em um cenário hipotético o presidente define que vai apoiar outro candidato e pegar outra coisa, vê se vai para governador ou pegar outro tipo de candidatura”, disse o parlamentar federal José Medeiros.
Nota da redação
A filiação de Jair Messias Bolsonaro ao Partido Liberal (PL), ainda não foi suficiente para aproximar os aliados. As diferenças ficam claras com os fatos que ocorre no dia a dia nos bastidores da política, com as inúmeras divergências sobre a disputa do Senado.
À indefinição faz renascer a possibilidade de fecharem as portas para Medeiros, prejudicando Bolsonaro.
O incrível é que Bolsonaro tem feito o possível para atrair os partidos da política brasileira para perto dele, pensando em reforçar o seu palanque, para eleições 2022.
Medeiros precisa entender que partidos políticos não “carrega caixão”. Um sinal de desembarque pode vir atrelado a falta de humildade. Cuidado com as reações das ruas.
“Galerinha do ódio”, aceita que dói menos: Medeiros não comete o mesmo erro de 2020. Esqueceu? A ex-candidata ao Senado Fernanda Rubia não.
Nem sei a causa que me levou a ir na página do Twitter de Medeiros, mas encontrei uma ‘frase’, que cai muito bem o momento.
“Quando a maioria da mídia está igual água de morro abaixo, essa contradição nada significa“.
Política
Articulação de Mauro Carvalho consolida “Aliança Ampla” e isola adversários políticos
O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, cravou de forma categórica a inclusão do Podemos no arco oficial de alianças que sustentará o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos. A declaração, proferida em Cuiabá durante a inauguração da nova sede do partido governista, reorganiza o tabuleiro político local ao formalizar o apoio de uma das legendas mais cobiçadas do estado. O anúncio oficial impacta diretamente as estratégias de oposição e solidifica a base aliada em torno do atual chefe do Executivo estadual.
A manifestação pública ocorreu durante a solenidade de inauguração da nova sede do Republicanos na capital mato-grossense, um evento que reuniu as principais lideranças da direita e do centro no estado. O momento escolhido para a declaração não foi casual, aproveitando a forte presença da imprensa e de correligionários para demonstrar força institucional. O anúncio serviu como uma demonstração de unidade política em um período crucial de definições partidárias, transformando o ato inaugural em um palanque de consolidação de poder.
A confirmação da aliança pelo chefe da Casa Civil visa neutralizar potenciais fraturas internas e consolidar a pré-candidatura de Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás, reduzindo o espaço de manobra de candidaturas concorrentes. Ao antecipar a composição partidária. Mauro Carvalho busca transmitir uma imagem de estabilidade e governabilidade, atraindo novas legendas para o consórcio governista. A estratégia também atua como um desincentivo para que partidos aliados ensaiem voos solos ou migrem para blocos de oposição.
O movimento estratégico envolve diretamente o deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e comandante do Podemos no estado, cujo nome figurava entre os cotados para a disputa majoritária.
A inclusão formal da legenda de Max Russi no bloco governista neutraliza um concorrente de peso e vincula o Legislativo ao projeto de reeleição. Além do Podemos, o arco de forças conta com o PSDB, o União Brasil e o Partido Progressistas (PP), este último mantido no grupo mesmo após recentes divergências internas em sua convenção.

O processo de aglutinação partidária estruturou-se por meio de reuniões políticas semanais coordenadas por Mauro Carvalho, nas quais foram traçadas as diretrizes programáticas e as táticas eleitorais do grupo governista. Essas articulações de bastidores foram aceleradas pela recente migração de prefeitos e lideranças municipais para o Republicanos, fortalecendo a capilaridade da sigla no interior. A construção da aliança baseou-se na oferta de participação ativa na futura gestão e no alinhamento de projetos de desenvolvimento regional.
A consolidação desse bloco político explica-se pela necessidade de conferir densidade eleitoral e capilaridade geográfica à candidatura de Otaviano Pivetta, unindo partidos de forte expressão municipalista. Em um estado com as dimensões de Mato Grosso, o apoio de prefeitos e de presidentes partidários influentes é considerado indispensável para garantir a vitória nas urnas.
O pacto busca também blindar a gestão estadual de desgastes políticos, assegurando uma base parlamentar sólida na Assembleia Legislativa Mato-grossense.
Embora Mauro Carvalho tenha dado como certa a aliança, o presidente do Podemos, Max Russi, adotou um tom diplomático e desconversou ao ser questionado pela imprensa sobre o apoio formal e imediato a Pivetta. Russi negou publicamente que sua legenda imponha condições, como a indicação da vaga de vice-governador, para integrar a chapa majoritária nas próximas eleições. O parlamentar ponderou que a escolha do vice compete exclusivamente ao candidato ao governo, embora tenha ressaltado que o Podemos possui quadros preparados.
A reviravolta no cenário partidário ganhou contornos de disputa pessoal após a destituição repentina de Mauro Carvalho da presidência do Partido da Renovação Democrática (PRD), ocorrida em março passado. A mudança no comando da sigla foi articulada pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), que emplacou o ex-vereador Aluízio Lima Pereira na presidência.

Em resposta ao que chamou de “negociata”, Carvalho coordenou a debandada imediata de quatro prefeitos do PRD para o Republicanos, esvaziando a legenda adversária.
A migração dos prefeitos Rodrigo Luiz Benassi (Colíder), Gilmar Wentz (Querência), Sidnei Marques (Indiavaí) e Nei da Farmácia (Juara) alterou o equilíbrio de forças nos principais polos agrícolas do estado. Mauro Carvalho classificou a filiação em massa dos gestores municipais como um “banho na alma” e uma resposta política legítima à rasteira partidária sofrida. O secretário afirmou que a estratégia dos adversários “saiu pela culatra”, prevendo o isolamento total do PRD após o fechamento da “Janela Partidária”.
O desfecho dessa intensa movimentação de bastidores redefine as forças políticas em Mato Grosso, consolidando o grupo de Otaviano Pivetta como a força majoritária a ser batida. A capacidade de reação do chefe da Casa Civil transformou um revés partidário em uma demonstração de força que atraiu o Podemos e esvaziou legendas rivais.
O cenário atual projeta uma campanha polarizada, na qual a densidade do arco de alianças governistas testará a capacidade de articulação da oposição até a abertura oficial das urnas.
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