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Se depender de Fábio Garcia, o “namoro” entre os Democratas e o MDB pode não passar de um apenas “lance”

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Júlio José de Campos é considerado dentro do Partido Democrata (DEM) como um grande cacique, e também articulador no que se refere a política, uma verdadeira raposa em articulação.

O ex-governador, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), vem tenta minimizar os impactados da rixa que ocorre entre o governador do Partido Democrata, Mauro Mendes Ferreira, e o Prefeito de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro, que vem de muita conversa nos bastidores e corredores palacianos na eminencia de ter o apoio dos Democratas nas Eleições de 2020.

O cacique Democrata Júlio Campos defende é importante que haja diálogo com todas as siglas, mesmo que os Democratas já possuam nomes para lançar candidatura própria.

“Isso não significa que a gente descarta possibilidade de uma coligação, e se não houver possibilidade porque não manter uma porta aberta e discutir politicamente com MDB, que é nosso aliado a nível estadual, com o PSD de Carlos Fávaro, com PDT, do nosso vice-governador Otaviano Pivetta”.

Nomes como do próprio presidente do Democratas, Fábio Paulino Garcia, do secretário Gilberto Gomes de Figueiredo, da Casa Civil, Mauro Carvalho, e do ex-prefeito de Cuiabá Roberto França são citados como potenciais para disputa à Prefeitura de Cuiabá em 2020.

Júlio defende que ainda é muito cedo e “qualquer precipitação” pode afetar o cenário político no pleito do ano que vem.

Vamos com calma, vamos com tranquilidade que a sucessão de 2020, segundo Mauro Mendes e segundo Jayme Campos tem que ser em 2020”.

Mas, se depender do presidente do Partido Democrata (DEM), Fabio Garcia, o casamento entre o Partido Democrata e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de Emanuel Pinheiro não vai acontecer.

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E segundo o presidente dos Democratas, que é suplente do Senador pelo DEM, Jayme Veríssimo de Campos, Fabio Garcia, o “namoro” só passou de apenas um “olhar”, um “lance”, um “piscar de olhos”, e negou que haja um “flerte” entre o DEM e MDB de Emanuel Pinheiro.

Conforme Fábio Garcia em entrevista ao Programa Resumo do Dia, do apresentador Roberto França, disse que agora é hora de “trabalho” e não de discussão político/partidária sobre a sucessão na Prefeitura de Cuiabá, nas eleições de 2020.

O momento da eleição é no ano que vem. Entre uma eleição e a outra nos que somos do partido precisamos trabalhar. Nesse momento é momento de trabalho”.

O Senador do Partido Democrata (DEM), Jayme Campos, e seu irmão Júlio Campos, caciques considerados históricos da sigla vem lançando “indiretas” publicamente ao Prefeito de Cuiabá numa possível aliança pela sua reeleição em 2020.

Fabio Garcia atirou dizendo que:

O DEM não flerta com Emanuel Pinheiro. Vamos deixar isso bem claro. O DEM é composto por uma executiva e essa executiva não tomou nenhuma decisão de flertar com Emanuel Pinheiro. Eu acho que não existe a possibilidade do DEM apoiar Emanuel Pinheiro. Já disse isso reiteradas vezes. O projeto que eu defendo para o DEM é uma candidatura própria aqui em Cuiabá”.

O Chefe do Poder Executivo de Mato Grosso, Mauro Mendes, adversário político de Emanuel Pinheiro, também já avisou que o DEM não apoiará mala sem alça, nem candidatoenvolvido em esquema de corrupção.

O governador é um dos grandes líderes do DEM então ele tem a legitimidade para colocar as condições de apoiar uma candidatura própria em Cuiabá. Eu acho que é um posicionamento legítimo do governador e também da sua posição sobre os caminhos que o DEM deve tomar”.

O ex-deputado federal não se candidatou a reeleição no ano passado, preferindo compor chapa com Jayme Campos ao Senado.

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Fábio Garcia faz parte da corrente dentro do DEM que defende uma candidatura própria na Prefeitura de Cuiabá nas eleições de 2020. Ele mesmo seria um dos nomes cotados para a disputa.

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Suspensão Jurídica que protege o direito à moradia em Cuiabá

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A capital mato-grossense tornou-se o epicentro de uma complexa disputa jurídica que coloca em xeque o direito fundamental à habitação de centenas de cidadãos. No centro do embate, a decisão de suspender a reintegração de posse de três importantes núcleos habitacionais em Cuiabá trouxe um alento temporário para 656 famílias que viviam sob o espectro iminente do despejo. Esta intervenção judicial não apenas interrompe um processo de retirada forçada, mas estabelece um novo paradigma para o tratamento de conflitos fundiários urbanos no estado, priorizando a mediação técnica e o levantamento socioeconômico em detrimento da força coercitiva imediata.

O protagonista institucional deste desdobramento foi o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT). O parlamentar articulou uma frente de defesa junto à Corregedoria-Geral da Justiça para contestar a celeridade e a dureza da ordem de despejo original.

Ao assumir a interlocução entre os moradores e o Poder Judiciário, o parlamentar estadual Max Russi não apenas desempenhou seu papel de representante político, mas agiu como um mediador essencial para evitar um colapso social nos condomínios afetados, demonstrando que a atuação legislativa pode ser um contraponto vital em decisões de alto impacto humanitário.

A decisão judicial que alterou o curso dos eventos foi proferida pelo juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, na noite desta sexta-feira (17). O magistrado, que anteriormente havia determinado a retomada da posse, acolheu a recomendação da Corregedoria-Geral da Justiça e optou por suspender temporariamente a execução da medida. Essa mudança de entendimento reflete a sensibilidade do sistema judiciário mato-grossense à complexidade do caso, permitindo que a legalidade estrita seja equilibrada com a preservação da dignidade humana e o cumprimento da função social da propriedade urbana.

O conflito origina-se de um imbróglio jurídico que se arrasta há quase três décadas, envolvendo a massa falida da Trese Construtora. A disputa pela titularidade da área culminou em uma ordem de reintegração favorável à empresa Trunk Gestão Empresarial Ltda., que reivindica a posse legítima do terreno. Contudo, a ocupação consolidada ao longo dos anos criou uma realidade fática que transcende a simples análise de papéis cartoriais, pois envolve a vida de milhares de pessoas que investiram seus parcos recursos na construção de lares em uma área que antes era marcada pela incerteza jurídica e pelo abandono.

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A suspensão da liminar ocorreu especificamente para beneficiar os moradores do Residencial Villa das Minas e dos condomínios Lavras do Sul I e II. Estes locais, situados em áreas periféricas de Cuiabá, tornaram-se o símbolo da luta pela moradia digna. A escolha desses pontos específicos para a aplicação da medida suspensiva deve-se à densidade populacional e à vulnerabilidade social latente dos ocupantes, que se viram acuados por uma ordem que autorizava, inclusive, o uso de força policial e o arrombamento de residências para a desocupação forçada das unidades habitacionais.

A mobilização ganhou força total na última semana, intensificando-se entre os dias 13 e 17 de abril, quando o risco de despejo se tornou iminente e a tensão social atingiu seu ápice. Durante este curto intervalo, reuniões emergenciais e visitas presenciais do presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense transformaram o medo em estratégia de defesa jurídica.

A rapidez com que o cenário evoluiu da autorização do uso de força policial na quinta-feira à suspensão da ordem na sexta-feira, ilustra a urgência com que o Poder Público precisou agir para evitar um confronto físico e traumático entre as autoridades e a comunidade.

O principal motivo para a revisão da decisão judicial reside na necessidade de submeter o caso à Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT). A justiça compreendeu que o despejo imediato, sem um plano de remanejamento ou análise das condições socioeconômicas das famílias, violaria preceitos constitucionais básicos.

Ao travar a ordem de retirada, busca-se uma solução pacífica que considere casos críticos, como o de moradores com deficiência e idosos que não teriam para onde ir caso a desocupação fosse efetivada de maneira sumária e insensível.

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A operacionalização desta trégua jurídica foi estruturada por meio de um diálogo institucional direto entre a Assembleia Legislativa e a Corregedoria-Geral da Justiça. Max Russi utilizou o peso do cargo parlamentar para levar as demandas dos moradores ao conhecimento da cúpula do Judiciário, evidenciando que a ordem de despejo ignorava processos de regularização fundiária que já estavam em curso pela Prefeitura de Cuiabá. Essa articulação política e jurídica permitiu que o sistema judicial revisse seus próprios atos, garantindo que o direito de propriedade da empresa não se sobrepusesse de forma absoluta ao direito à vida e ao teto.

Atualmente, o processo encontra-se em fase de transição para a esfera técnica da Comissão de Conflitos Fundiários. O clima nos condomínios Villa das Minas e Lavras do Sul é de alívio cauteloso, pois as famílias permanecem em suas casas sob o amparo da segurança jurídica temporária. Enquanto a mediação estiver ativa, as ordens de despejo e as multas diárias impostas à Prefeitura de Cuiabá para interrupção da regularização estão suspensas, permitindo que os moradores respirem e organizem suas defesas dentro de um processo civilizado e regido pelo respeito mútuo entre as partes envolvidas.

Para o futuro próximo, o grupo técnico realizará um levantamento detalhado para subsidiar uma decisão definitiva que honre a função social da posse. O objetivo final é encontrar um ponto de equilíbrio onde a empresa proprietária receba o que lhe é de direito sem que isso resulte na desabrigação de centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade. Esta vitória da mobilização popular e política estabelece que, em Mato Grosso, o direito à moradia deve ser tratado com a seriedade técnica e a empatia humana que a Constituição Federal exige de todos os poderes constituídos.

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