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O PACTO PELA VIDA

Mato Grosso consolida “Rede de Proteção” e “Enfrentamento Transversal à Violência de Gênero”

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A administração pública de Mato Grosso, em um movimento de convergência institucional sem precedentes, formalizou a adesão ao programa “Sinal Vermelho“, iniciativa que estabelece canais silenciosos de socorro para mulheres em situação de vulnerabilidade. O projeto surge como resposta direta ao agravamento das tensões domésticas observadas durante o isolamento social, período em que o convívio forçado com agressores exacerbou as dificuldades de denúncia e busca por auxílio especializado.

Esta coalizão, que une o Poder Executivo, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública, visa converter o silêncio do medo em uma rede de acolhimento ativa e onipresente em todo o território estadual.

Este robusto pacote de medidas estratégicas, denominado Programa Mato Grosso em Defesa das Mulheres, foi lançado oficialmente nesta sexta-feira (17), em Cuiabá, com o propósito de mitigar os índices de feminicídio e estruturar políticas públicas de longo prazo. O esforço governamental concentra-se na expansão das delegacias especializadas e na criação de fluxos de atendimento que evitem a revitimização das denunciantes, garantindo que o aparato estatal seja um porto seguro e não um labirinto burocrático.

A iniciativa reconhece que a “violência doméstica” não é um problema privado, mas uma chaga social que demanda intervenção cirúrgica das instituições e uma reforma profunda nos paradigmas de Segurança Pública.

A motivação para o desenvolvimento deste programa reside na urgência de romper com o ciclo de desigualdade histórica e machismo estrutural que, conforme ressaltado pelas lideranças políticas, ainda normaliza agressões no cotidiano brasileiro.

O avanço feminino nos espaços de poder e qualificação profissional tem gerado reações violentas de cunho patriarcal, o que exige que o Estado atue não apenas na repressão, mas na base educacional e na conscientização cultural. Além disso, a vulnerabilidade econômica das vítimas é endereçada diretamente por meio de auxílios financeiros, como o programa Ser Família Mulher, assegurando que a dependência pecuniária não seja um fator de permanência sob o jugo do agressor.

As ações são coordenadas pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, sob a liderança da delegada Mariell Antonini e a supervisão direta do governador Otaviano Pivetta. A estrutura operacional envolve diversas Secretarias de Estado e conta com o suporte técnico de órgãos de controle e do Judiciário, garantindo que a execução das metas seja acompanhada com rigor e transparência.

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A integração entre as polícias Civil e Militar, somada à participação ativa da magistratura estadual, assegura que as novas diretrizes tenham capilaridade desde os centros urbanos mais densos até os municípios de menor porte.

Os investimentos financeiros para viabilizar essa transformação atingiram a cifra de R$ 95 milhões apenas no exercício de 2025, refletindo a prioridade orçamentária conferida ao tema pelo governo mato-grossense. O montante subsidia uma infraestrutura que já conta com 29 núcleos especializados da Polícia Civil, 45 da Polícia Militar e 9 delegacias de defesa da mulher.

Tais recursos permitem não apenas a manutenção dos prédios físicos, mas a implementação de tecnologias de ponta, como o aplicativo SOS Mulher e o monitoramento eletrônico de agressores, além do pagamento de benefícios sociais que garantem dignidade e autonomia às sobreviventes.

A amplitude geográfica do programa prevê a implantação de uma delegacia especializada 24 horas em Várzea Grande até o primeiro semestre de 2026, além de novas unidades em Lucas do Rio Verde e Sorriso. O planejamento estratégico contempla ainda a instalação de núcleos de atendimento em Rosário Oeste, Nobres e Campo Verde, enquanto Tangará da Serra, Cáceres e Primavera do Leste receberão plantões especializados.

Em Cuiabá, a Patrulha Maria da Penha ganhará uma sede renovada, e os municípios de Água Boa e Nova Mutum passarão a contar com a “Sala Lilás” nas unidades da Politec, oferecendo um ambiente humanizado para exames periciais e depoimentos.

Para sustentar a eficácia jurídica das novas medidas, a desembargadora Maria Erotides Kneip, coordenadora estadual da mulher no Tribunal de Justiça, anunciou a criação de novas varas especializadas que tramitarão os processos com maior celeridade. O Judiciário assume o compromisso de sincronizar seu ritmo ao do Executivo, evitando que a demora processual se torne uma sentença de insegurança para a vítima. Simultaneamente, o Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública atuarão na fiscalização e na assistência jurídica integral, enquanto o Tribunal de Contas monitorará a eficiência dos gastos públicos aplicados nestas políticas sociais de proteção à vida.

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A inovação tecnológica também se faz presente com a criação do Portal Estadual de Informações Integradas sobre a Violência contra a Mulher, uma plataforma que centralizará dados estatísticos e materiais educativos para consulta pública.

Outro ponto focal do programa é a oferta de teleatendimento psicológico, que fornecerá suporte emocional remoto e presencial tanto para as vítimas quanto para os familiares e órfãos do feminicídio. O Pacto Estadual firmado pelas instituições prevê inclusive o desenvolvimento de grupos reflexivos para agressores, buscando tratar a raiz do comportamento violento e prevenir a reincidência por meio da reeducação comportamental.

No eixo socioeconômico, o governo estadual promove a reserva de vagas exclusivas para mulheres vítimas de violência no sistema Empregos MT, além de investir na capacitação de gestores municipais para fortalecer as redes locais de apoio.

Programas como o “Meninas que Transformam” visam empoderar adolescentes entre 14 e 18 anos, preparando-as para o mercado de trabalho e para a identificação precoce de comportamentos abusivos. A prevenção estende-se também ao combate à violência sexual infantojuvenil com o projeto “Seja Raio de Luz”, demonstrando que o enfrentamento à violência de gênero é parte de uma política de proteção integral aos direitos humanos.

Dessa forma, a união de esforços em Mato Grosso sinaliza uma mudança de paradigma onde a eficiência estatal é medida pela capacidade de proteger suas cidadãs de forma sistêmica e coordenada. A convergência entre a punição rigorosa do agressor, o acolhimento humanizado da vítima e a educação das novas gerações constitui o único caminho viável para a redução drástica dos índices de violência.

Conforme reforçado pelos representantes dos Três Poderes, a solidariedade institucional é a ferramenta mais poderosa para garantir que nenhuma mulher se sinta sozinha em sua luta, consolidando um Estado que não apenas legisla sobre a paz, mas a constrói ativamente todos os dias.

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Destaques

Polícia Civil cumpre ordens judiciais contra grupo criminoso envolvido em roubo a cooperativa de crédito

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Ao clarear do dia desta quinta-feira (14), foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra uma cooperativa de crédito, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.

As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital.

O crime

Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.

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O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.

Investigações e mandados

A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica, execução, logística, transporte e vigilância.

As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.

As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da Lei Penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.

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Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrin). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e sua Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

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