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RELAÇÕES ABALADAS

Racha na Prefeitura de Várzea Grande: as crises entre prefeita e vice

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Diante de um governo que tem mostrado fragilidades, uma sigla que tenta ser fortalecido esta sendo cobrado por parte dos integrantes da sigla no município de Várzea Grande, e eles, as lideranças do Partido Liberal (PL), cobram mais diálogo e reconhecimento de sua força por parte da Direção Estadual.

Não da pra saber ao certo o que escureceu o céu da Cidade Industrial nesses últimos dias. Mas…, independentemente do que tenha ocorrido, do que tenha sido, e de fato o que aconteceu, esta sendo um péssimo pressagio no horizonte várzea-grandense.

Na Capital de todos os mato-grossenses, enquanto a relação é de completa harmonia entre titular Abilio Jaques Brunini (PL), e sua vice, a tenente-coronel Vania Rosa (Novo). Do outro lado da ponte, a cidade vizinha Várzea Grande, a relação é de distanciamento para rompimento entre a Prefeita da Cidade Industrial, Flavia Moretti (PL), e o vice Tião da Zaelli (PL), é cada um no seu canto.

O clima de harmonia e parceria que levou à eleição de prefeitos e vices nas últimas eleições municipais a vitória, ocorrida em outubro de 2024, deu lugar a ataques, críticas, brigas, xingamentos e insatisfações na cidade Várzea Grande.

Nem se passaram 1 ano completo do momento em que estiveram juntos pedindo votos aos moradores da sua cidade para que as relações mudassem completamente.

Em Várzea Grande, um dos maiores municípios do Estado de Mato Grosso, o clima de paz e harmonia só sobrevive na cidade vizinha a Cuiabá, depois de quase 1 ano de mandato. Mas… “é cada um no seu canto”.

A situação em Várzea Grande tomou contornos mais notórios nos últimos dias, depois que o vice-prefeito, Tião da Zaelli (PL), acusou a prefeita de agredi-lo, xinga-lo, de tentar silenciá-la politicamente, intimida-lo. Foram dois episódios em apenas dois dias, com climão entre a prefeita e o vice em eventos da Prefeitura da Cidade de Várzea Grande. E esta não é a primeira vez que a relação entre a prefeita e o vice é abalada.

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Clima tenso

Umas das lideranças políticas em Várzea Grande, que tenta apagar o incêndio dentro da sigla, parafraseou uma frase do Barão de Itararé, entendida como uma comparação entre a prefeita várzea-grandense com seu vice.

O tambor faz muito barulho, mas ele é oco por dentro, ele é desprovido de conteúdo, ele não se sustenta no tempo. Por mais barulho que o tambor faça, com o tempo ele acaba perdendo a relevância na sua função, porque ele é oco”.

Deu no VGN

O clima, que já é tenso entre os liberais, a Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e seu vice-prefeito, Tião da Zaeli, pode se agravar ainda mais, e a cisão entre os dois parece irreversível. Flávia Moretti tenta tirar Tião Zaeli da presidência municipal do Partido Liberal (PL) para emplacar seu marido, Carlos Araújo, na posição, mas teve o pedido recusado pelo presidente estadual do partido, Ananias Filho.

Ananias Filho confirmou a informação em entrevista concedida ao portal VGN nesse sábado (22).

Ela me disse que queria que ele tivesse alguma responsabilidade dentro do partido. Mas eu não aceitei nem conversar sobre isso com ela“.

O pedido de afastamento Tião da Zaeli, por Flávia Moretti, ocorreu logo após Carlos Araújo ter sido exonerado de um cargo na Prefeitura de Várzea Grande. Flávia teria justificado a iniciativa afirmando que não queria que o marido ficasse “ocioso” e buscava uma ocupação partidária para ele.

Crise interna e disputas de poder

A tentativa de substituir Tião da Zaeli revela uma crise de confiança e poder dentro da administração de Várzea Grande. Ananias afirmou que Tião vinha reclamando do não cumprimento de acordos firmados durante a campanha eleitoral.

Ele disse que havia um acordo para ele fazer a gestão de algumas pastas, mas isso não está sendo cumprido. A prefeita alega que precisa manter o controle sobre o orçamento e que não é possível dar autonomia total a um gestor sem seguir os limites republicanos, explicou Ananias.

Além disso, há relatos de que Flávia Moretti tem concentrado o “PODER” na administração municipal. Um episódio citado na entrevista revela que a prefeita teria orientado a então secretária de Administração, Nadir, a transferir amplos poderes a um assessor, Anilton Novais, incluindo o acesso a todas as senhas de gestão da pasta. Essa medida gerou desconforto e questionamentos internos sobre a legalidade e o impacto na dinâmica administrativa, o que levou a secretária a entregar o cargo.

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Ananias Filho reforçou que não permitirá que disputas internas comprometam o funcionamento do partido ou da gestão municipal.

O partido não pode ser prejudicado por brigas pessoais ou disputas de poder. Vou conversar com os dois na segunda-feira (24) para tentar pacificar a situação. Já marquei uma reunião com Tião e Flávia para alinharmos as questões partidárias e administrativas“.

A reunião está prevista para ocorrer nesta segunda-feira, em Várzea Grande, com ambos os envolvidos, separadamente. Ananias Filho reafirmou que o partido precisa de harmonia interna para não comprometer a governabilidade e a credibilidade diante da população.

Precisamos de unidade para governar com eficiência. O partido não pode se dividir por questões pessoais. Espero que a conversa de segunda-feira traga um entendimento para que o PL continue forte em Várzea Grande“.

Ananias Filho comentou em tom de brincadeira que; casais brigam mesmo.

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Política

Mudança de vice expõe fissuras no PL e reabre controvérsias sobre passado político de Alencar Farina

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O Senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, alterou a composição de sua chapa majoritária para a disputa pelo Palácio Paiaguás. Marcelo Maluf (Novo), anteriormente anunciado como candidato a vice-governador, foi retirado da composição e substituído pelo médico Alencar Farina, também filiado ao Partido Liberal (PL). A mudança ocorreu na reta final das articulações políticas e foi formalizada perante a Justiça Eleitoral por meio de ata, sem que, segundo as informações apresentadas, tivesse havido uma negociação prévia com o Novo.

De acordo com o Partido Liberal, os convencionais aprovaram, por unanimidade, o nome de Alencar Farina para ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada por Fagundes. A decisão modificou uma composição que vinha sendo construída com a participação de diferentes forças políticas e retirou do Novo o espaço que havia sido destinado ao partido na formação da chapa majoritária. Com a alteração, o PL passou a concentrar as duas principais posições da candidatura ao Governo de Mato Grosso.

O empresario Marcelo Maluf havia sido apresentado anteriormente como indicação do Novo para a vice de Fagundes, em uma composição que buscava ampliar a sustentação partidária do projeto eleitoral. A substituição ocorreu depois de semanas de negociações destinadas a consolidar o palanque do senador. A mudança, contudo, acrescentou uma nova variável ao cenário político, justamente em um momento no qual os partidos envolvidos precisavam harmonizar interesses e definir os espaços que cada legenda ocuparia na campanha.

Além da alteração formal na chapa, a escolha de Farina provocou reações dentro do próprio PL. Setores da militância identificados com a direita e com o bolsonarismo passaram a questionar a indicação em razão da trajetória política anterior do médico. O episódio reacendeu, entre esses grupos, a acusação de que Fagundes teria adotado uma postura considerada incompatível com a orientação ideológica defendida por parte da legenda.

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A principal controvérsia está relacionada ao histórico político de Alencar Farina e às alianças que marcaram sua trajetória antes da filiação ao PL. O médico acumulou participações em disputas eleitorais ao lado de integrantes de partidos de esquerda em Mato Grosso. Esse passado passou a ser utilizado por críticos da escolha para questionar a coerência política da composição anunciada por Fagundes.

Em 2004, Farina concorreu ao cargo de vice-prefeito de Cuiabá na chapa encabeçada por Alexandre César, do Partido dos Trabalhadores (PT). Naquele pleito, a aliança reunia PT, PL e PCdoB, evidenciando uma configuração partidária diferente da polarização que posteriormente passou a marcar o ambiente político nacional. A participação na chapa petista tornou-se, anos depois, um dos principais elementos utilizados para relembrar a trajetória política do atual indicado à vice.

A relação de Farina com o PT também se estendeu às eleições seguintes. Em 2008, o médico disputou uma vaga na Câmara Municipal de Cuiabá pelo Partido dos Trabalhadores. Quatro anos depois, em 2012, seu nome chegou a ser lançado por integrantes da legenda para uma eventual candidatura à Prefeitura de Várzea Grande. O histórico reforçou as críticas dos setores que defendem uma identidade ideológica mais rígida para o PL.

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A trajetória política de Farina, entretanto, também se cruza diretamente com a de Wellington Fagundes. Segundo o relato apresentado, a aproximação entre os dois remonta a 2003, quando o médico deixou o PMDB e ingressou no PT com o aval de José Alencar. Naquele período, Fagundes teria participado do processo que aproximou Farina da nova legenda, estabelecendo uma relação política que, mais de duas décadas depois, volta ao centro das discussões eleitorais.

O reencontro político entre Fagundes e Farina ocorre, portanto, em um contexto completamente diferente daquele em que ambos iniciaram suas trajetórias de aproximação. A escolha do médico para a vice-governadoria resgatou episódios do passado e expôs divergências entre setores do PL, sobretudo entre aqueles que rejeitam qualquer aproximação política com o PT. O movimento também pode exigir do candidato ao Governo uma estratégia capaz de preservar a unidade interna e, simultaneamente, manter coeso o conjunto de partidos reunidos em seu palanque.

A alteração da chapa, por fim, coloca Wellington Fagundes diante de um dos primeiros grandes desafios de sua campanha: administrar as consequências políticas da escolha de seu companheiro de disputa.

Ao substituir um nome indicado pelo Novo por um integrante do próprio PL, o senador modificou o equilíbrio inicialmente projetado para a aliança e abriu uma nova frente de debate dentro de sua própria legenda.

A partir de agora, a capacidade de conciliar diferentes grupos políticos, explicar os critérios da decisão e preservar a unidade do palanque será determinante para a consolidação da candidatura ao Palácio Paiaguás.

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