FOGO AMIGO NA BASE
DEM dois caminhos para 2022; qual o jogo do MDB de Bezerra
Enquanto o governador Mauro Mendes Ferreira, do Partido Democrata (DEM) vai preparando o seu front, os adversários e aliados seguem mergulhados em uma série de indefinições. Os adversários parecem estar longe de alcançar uma aliança para as eleições do ano que vem. Até o momento o virtual candidato da oposição é o emedebista Emanuel Pinheiro.
Para a eleição do ano que vem com o enfraquecimento político de seus principais adversários, o governador Mauro Mendes vai reforçar o discurso contra o Nenel Pinheiro, o mesmo que surtiu efeitos na disputa de 2018.
Naquela ocasião, foi decisivo para a vitória do atual governador, um forte sentimento anti-tucano entre os eleitores, motivado pelas denúncias em que a gestão de Zé Pedro era acusado.
DEM com dois caminhos para 2022
Rachado desde que o grupo dos irmãos caciques do Partido Democrata (DEM), Jayme e Júlio Campos, romperam com, o menino prodígio de Mauro Mendes, o presidente do DEM Estadual, Fábio Paulino Garcia, a sigla busca traçar uma estratégia para o pleito eleitoral de 2022.

A sigla no comando de Garcia, vem flertando com os outros partidos a construção de uma chapa majoritária, mas divisões internas e a falta de consenso entre os aliados até agora, está difícil. Diante disso as principais líderes cogitam lançar própria ou a exemplo dos anos anteriores repetir apoio a outros partidos. A primeira hipótese envolve Mauro Mendes ou Emanuel Pinheiro.
Qual é o jogo real do MDB de Bezerra
O jogo do presidente do Diretório Regional do MDB, Carlos Gomes Bezerra é diferente de todos. Na verdade, ele movimenta as peças com um só objetivo: ganhar o jogo.
Como assim? Quero dizer que na realidade Bezerra não está jogando para disputar o Governo do Estado, para que lançar candidato próprio ao Palácio Paiaguas, correndo risco desnecessário, considerando que o governador Mauro Mendes está com portas para o MDB e seus líderes.
Se perder a eleição para governador entrando no páreo com uma candidatura fraca, sem estrutura adequadas, o MDB sairá enfraquecido da disputa.
O MDB não vai “pressionar”, mas, para compor com Mauro, terá espaço na chapa majoritária.
Pode ser que sim…a vice…pode ser que não… a vaga para Senador. Eu só sei que no palanque de Mauro Mendes, juntos estarão.
Assembleia Legislativa ciúmes
As ações do Paiaguas para atrair apoio, vem provocando uma série de ciumeiras nos aliados e, com isso a implosão estas prestes para acontecer.
A ida de José Aparecido dos Santos, o Cidinho Santos para o PSL (o partido tem o maior fundo partidário e maior tempo de rádio e TV), com objetivo de trazer a sigla para o palanque de Mauro, não agradou os deputados José Eduardo Botelho (DEM), Janaína Greyce Riva (MDB), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), e no camarote o presidente da Casa de Leis, Max Joel Russi, presidente regional do PSB em Mato Grosso.
Os quatro parlamentares cobram explicações do governador Mauro Mendes sobre a entrada de Cidinho Santos para ser o vice ao Governo do Estado nas próximas eleições, Mauro que aprendeu muito bem com o seu padrinho político Blairo Maggi, do Partido Progressista (PP), disse que Cidinho pode até pleitear a vaga de vice, porém, terá que construir dentro da sua base aliada, inclusive com os parlamentares.
Cidinho Santos que está sendo cotado a candidato ao Senado Federal, vem sendo um garoto propaganda, sempre correndo para a imprensa, tomando banho de BL, (Banho de Luz), fotos, TV’S, disse nesses últimos dias que pode ser o nome do grupo político para ser também vice na chapa de Mauro Mendes, se Otaviano Pivetta quiser, embora publicamente Neri Geller (PP) já tenha até recebido o aval de Blairo Maggi para o projeto político ao Senado da República.
Mas o tom da conversa mudou logo depois, Cidinho novamente tomou Banho de Luz e disse que: “em time que está ganhando não se mexe”, recado para o polêmico Otaviano Pivetta que ele precisa seguir como vice nas próximas eleições de 2022.
A candidatura de Cidinho, até por questões pessoais, de fato, é improvável. Sua missão, dada por Blairo Maggi, era tomar o PSL, partido com grande tempo de TV e relevância agregada por Jair Bolsonaro, em 2018, e trazê-lo para o colo de Mendes.
Isso foi feito! Ocorre que tornou Mauro ainda mais dependente do Agro e de suas decisões para o ano que vem. Tenha o governador prometido o que for para Otaviano Pivetta ou para qualquer outro, quem vai apontar o caminho é a “gauchada”, como se diz no meio político mato-grossense.
Nos bastidores os comentários é que as discussões de chapa sejam discutidas em 2021 e, pasmem os senhores, o nome sairá da indicação da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Vejam vocês caros leitores do Blog do Valdemir, que é briga de cachorro grande.
Política
A engenharia de bastidores que molda a “Grande Aliança” para a sucessão de 2026
Uma movimentação política estratégica começou a redesenhar os rumos da sucessão governamental e das vagas parlamentares em Mato Grosso. Trata-se da articulação para a construção de uma ampla e robusta coligação partidária majoritária. Essa engenharia eleitoral visa unificar forças que outrora trilhavam caminhos distintos, neutralizar potenciais focos de oposição e garantir a manutenção da hegemonia do atual grupo governista nas esferas estadual e federal. O movimento altera a correlação de forças locais e redefine as prioridades dos principais diretórios partidários vigentes.
Os protagonistas dessa complexa negociação são o governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, o ex-governador Mauro Mendes (UB), o senador Jayme Campos (UB), e a deputada estadual Janaina Riva, legítima representante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A parlamentar emedebista desempenha papel crucial ao conceder aval formal para que seu grupo político dialogue diretamente com o núcleo duro do governo. Essa iniciativa demonstra maturidade política e posiciona os quatro líderes como os grandes artífices do novo tabuleiro político mato-grossense, consolidando uma frente partidária de densidade eleitoral expressiva.
Essas tratativas de alta política ganharam contornos definitivos nas últimas semanas, intensificando-se à medida que se aproxima o calendário oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral para o pleito de 2026. Embora as eleições ainda pareçam distantes do eleitorado comum, os prazos legais para filiações e desincompatibilizações exigem antecipação dos líderes. Esse cronograma rigoroso obriga as lideranças a definirem as diretrizes de suas respectivas legendas com antecedência, transformando o período atual no momento ideal para consolidações e acordos programáticos profundos.

As negociações ocorrem nos bastidores institucionais de Cuiabá, estendendo-se desde os gabinetes oficiais do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), até mesmo nos ambientes discretos de diálogo restrito na capital, conhecidos como o núcleo duro do Boteco da Alameda. Esses espaços, formais e informais, funcionam como verdadeiros laboratórios de engenharia política. Neles, mapas de votação municipal e projeções estatísticas são minuciosamente analisados pelos articuladores, garantindo que cada decisão tomada na capital ecoe com precisão em todas as regiões do Estado de Mato Grosso.
O processo de construção dessa aliança ocorre por meio de reuniões reservadas, consultas jurídicas, telefonemas estratégicos e cafés discretos entre os principais interlocutores das siglas envolvidas. A aproximação dá-se de maneira gradual e calculada, com o objetivo claro de mitigar resistências internas e alinhar os discursos públicos das lideranças. Essa metodologia de concertação política prioriza a construção de consensos prévios sobre os projetos de desenvolvimento econômico estaduais, evitando desgastes precoces antes da oficialização das candidaturas em convenções partidárias.
A motivação central dessa articulação reside na “necessidade mútua de sobrevivência e fortalecimento político institucional” diante das fragmentações partidárias observadas no cenário regional. O MDB busca novos caminhos devido às severas resistências internas encontradas na ala bolsonarista do Partido Liberal (PL), liderada pelo Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e pelo deputado federal José Medeiros, que vetam uma composição com a deputada Janaina Riva. Esses vetos impulsionam a busca por alternativas viáveis que assegurem protagonismo à legenda emedebista.
O objetivo estratégico dessa coalizão é unificar a reconhecida eficiência administrativa do grupo governista atual à capilaridade municipal do MDB e à musculatura eleitoral conquistada por Mauro Mendes. Pretende-se estruturar uma chapa praticamente “IMBATÍVEL”, na qual as duas vagas ao Senado seriam disputadas por Mauro Mendes e Janaina Riva, enquanto a liderança ao governo estadual ficaria com Otaviano Pivetta ou Jayme Campos.

Busca-se, portanto, garantir estabilidade política e perenidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento socioeconômico em andamento no Estado.
Essa arquitetura de “PODER” está sendo erguida mediante a fusão de interesses do União Brasil (UB), do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos. Além desses partidos, há um flanco aberto por interlocutores ligados a Otaviano Pivetta que defendem a inclusão da deputada Janaina Riva na vaga de vice-governadora. Essa proposta alternativa agregaria indiscutível presença regional e densidade eleitoral à chapa de Pivetta, consolidando o apoio definitivo de prefeitos e vereadores da base emedebista que endossam a liderança da parlamentar.
Os desdobramentos imediatos dessa articulação política apontam para o isolamento das alas mais radicais da oposição e para a necessidade de reorganização interna dos partidos preteridos. O PL, dividido por vetos internos e disputas ideológicas, precisará reavaliar suas estratégias de isolamento para não perder espaço na disputa majoritária. Em contrapartida, as siglas aliadas à nova engenharia governista tendem a ampliar significativamente suas bancadas e suas influências no interior mato-grossense, fortalecendo as bases municipais para os desafios eleitorais vindouros.
O cenário atual exige atenção permanente e acompanhamento das próximas definições institucionais dos partidos, uma vez que as conversações de bastidores passarão a se refletir nos discursos públicos. Os discursos oficiais ainda priorizarão os princípios partidários e as defesas programáticas, enquanto os bastidores continuarão a selar as composições de chapas e a distribuição de espaços de “PODER”.
Resta observar como as bases partidárias absorverão essas acomodações, sabendo-se que as divergências políticas locais costumam ceder diante da iminente proximidade do poder econômico e político.
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