EGO E PODER x MULHERES NO PODER
Quem deseja mudar a composição da Mesa Diretora da ALMT? Em Cuiabá a Mesa Diretora poderá ser composta só por mulheres
Desde o dia 6 de outubro, dia em que os cuiabanos escolheram o deputado federal Abílio Brunini do Partido Liberal (PL), e o deputado estadual Ludio Cabral do Partido dos Trabalhadores (PT), para disputarem o segundo turno nas eleições municipais 2024, Cuiabá vive uma montanha-russa política, com intrigas, voto de não confiança, racha entre políticos e até trairagem.
Mas o que tem evocado tramas nas últimas 72 horas é sobre a disputa de poder na sucessão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR), do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, pode resultar na anulação da eleição da nova Mesa Diretora do Legislativo Mato-grossense, transcorrida no dia 7 de agosto deste ano.
O Boteco da Alameda não vai discutir a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para que seja atendido os critérios de “contemporaneidade e de razoabilidade”.
O Boteco da Alameda quer saber: a Procuradoria Geral da República (PGR), age quando provocada por meio de uma denúncia, ponto. Quem deseja mudar a composição da próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa Mato-grossense? Como ficará a imagem da Casa de Leis? Foi motivação política? Virá à tona o nome de quem provocou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)?
Aos poucos vem à tona as razões da decisão, que poderá anular a votação.

“Facada nas costas de João”
O Boteco da Alameda não deixa de notar os bastidores do Salão Negro do Legislativo mato-grossense e, sem maiores detalhes a declaração do deputado estadual Dr. João José de Matos (MDB), eleito como novo primeiro-secretário, os frequentadores, consideraram uma “facada nas costas de João”.
Teria ele acesso a informação sobre “alguém” que a imprensa não tem? Teria ele “ameaçado” fazer uso delas em uma eventual anulação?
“Achávamos que não teria problemas, foi uma surpresa muito grande. Tudo pode mudar, mas eu não mudarei. Manterei minha posição e sou candidato a primeiro-secretário. Se tiver que perder a eleição tudo bem, mas ficará uma situação muito delicada“, pontuou o deputado estadual Dr. João (MDB).
Segundo o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Edu Botelho (UB), a Procuradoria Legislativa vai defender a manutenção da eleição.
Entretanto, contudo, todavia, Edu Botelho evita comentar se poderia participar de uma nova eleição como primeiro-secretário.
Nos bastidores do Salão Negro da Casa de Leis, o que se comenta em uma eventual nova eleição, e o unista teria o respaldo da maioria dos deputados para entrar na chapa. É comparado com as peças do xadrez, talvez um bispo ou até mesmo uma rainha e não o rei.
“Quando o poder sobe à cabeça de um homem, ele perde a sensatez e passa a agir impulsivamente. Sua inteligência fica comprometida“. Pensador – Ego fragilizado.
Segue o fluxo!

Câmara Municipal de Cuiabá
Especulações sobre a escolha da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá para a próxima Legislatura colocaram aquela Casa de Leis na pauta das reuniões do Boteco da Alameda. O que se tem lido e ouvido vêm deixando muita gente com pulga atrás da orelha, exigindo atenção especial nos bastidores da política cuiabana.
Houve uma época em que as principais armas usadas na eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal eram outras, completamente diferente das de hoje.
Eram tempos de Paulo Borges, Carlos Brito, Dentinho, Luiz Marinho, entre outras figuras memoráveis que dignificaram o parlamento municipal com sua presença.
Naquela época não se ouvia, por exemplo, em falar em distribuição de cargos, celebração de acordos políticos, prática essas aliás, bastante conhecida nos dias atuais como “toma lá, dá cá”, ou coisa parecida.
Longe do Boteco da Alameda, contudo pretender apontar o dedo na direção de quem quer que seja.
Ninguém praticou nenhum crime, tampouco pode ser acusado de alguma ilicitude.
Entretanto, contudo, todavia, a Câmara Municipal de Cuiabá está na berlinda, já faz um tempo, já chegou de ser chamada de “Casa dos Horrores”. A população acompanha os passos dos eleitos e reeleitos, então, abram os olhos.

Mesa Diretora da Câmara composta só por mulheres
Já imaginou a Câmara Municipal de Cuiabá, em 297 anos de existência, eleger pela primeira vez uma Mesa Diretora composta só por mulheres.
Pois é, a eleição da Câmara Municipal de Cuiabá, poderá ganhar uma nova e surpreendente proposta de composição: todos os cinco cargos da Mesa Diretora sejam ocupados exclusivamente por mulheres.
A sugestão do deputado estadual Faissal Calil do partido Cidadania, reflete um marco na política brasileira. A bancada feminina na Câmara de Cuiabá contará com 8 mulheres entre os 27 parlamentares, um número expressivo que promete balançar as estruturas do Palácio Pascoal Moreira Cabral.
Embora a ideia esteja em discussão, a movimentação já ecoa positivamente entre lideranças políticas e os eleitores cuiabanos.
Política
Tensão marca debate com troca de acusações entre principais candidatos de MT
O cenário político de Mato Grosso foi palco de intensos confrontos durante o debate eleitoral promovido pela TV Vila Real, em que os candidatos ao Governo do Estado de Mato Grosso protagonizaram embates diretos marcados por acusações pessoais e divergências sobre políticas públicas. O encontro reuniu os principais postulantes ao cargo Executivo Estadual, com destaque para as participações de Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Dra. Natasha Slhessarenko (PSD), além das intervenções de Maurício Coelho (Mobiliza), Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério (Agir).
O evento evidenciou o acirramento da disputa eleitoral ao colocar no centro das discussões temas cruciais como concessão de incentivos fiscais, coligações partidárias controversas, segurança pública, infraestrutura e políticas sociais.
A transmissão ao vivo do debate ocorreu no estúdio da emissora com o propósito de apresentar aos eleitores as propostas e os posicionamentos éticos das candidaturas ao Palácio Paiaguás. Os momentos iniciais foram marcados por questionamentos direcionados à representatividade e às políticas voltadas às mulheres, temática introduzida pela médica Dra. Natasha Slhessarenko (PSD) ao interrogar o candidato Otaviano Pivetta do partido Republicanos.
Logo em seguida, a discussão evoluiu para o reexame histórico do pleito de 2022, quando o senador Wellington Fagundes justificou ter aberto mão de sua candidatura ao Governo de Mato Grosso para apoiar o projeto de reeleição de Mauro Mendes (UB), argumento prontamente rebatido por Natasha Slhessarenko, que alegou ter sido indevidamente isolada daquele mesmo arco político.
A gestão financeira e a política de concessão de benefícios fiscais tornaram-se os eixos mais críticos e inflamados da discussão no decorrer de toda a programação.
O debate atingiu elevado grau de tensão quando Wellington questionou a transparência das renúncias fiscais promovidas pelo Poder Executivo Estadual, provocando reação imediata de Pivetta, que mencionou expressamente incentivos concedidos no âmbito do Prodeic a empreendimentos vinculados à família do senador. Diante do desafio para a apresentação de provas documentais, o candidato do Republicanos tentou exibir papéis no estúdio, mas teve sua manifestação interrompida por ter violado as regras estabelecidas pela organização do evento.
Paralelamente às controvérsias econômicas, o campo das propostas de infraestrutura e gestão orçamentária suscitou embates técnicos relevantes entre os postulantes ao Executivo.
Ao ser provocado por Maurício Coelho sobre a suposta fragilidade da situação fiscal de Mato Grosso, Otaviano Pivetta sustentou a sólida capacidade de pagamento demonstrada pelo Estado e assumiu o compromisso público de manter o ritmo de investimentos em obras de grande porte. Já no debate sobre os rumos da educação estadual, Rafaell Milas argumentou a favor da criação de mecanismos de premiação financeira para estudantes com desempenho acadêmico exemplar, além da implantação de diretrizes mais rígidas de disciplina no ambiente escolar.
A segurança pública assumiu contornos dramáticos no estúdio com a reapresentação de propostas extremas para o combate à criminalidade e o sistema prisional. O candidato Sargento Laudicério reiterou publicamente a intenção de construir uma unidade penitenciária de segurança máxima batizada por ele de “Inferno Pantaneiro”, sob a justificativa de que a medida é necessária para endurecer o combate às organizações criminosas.
A proposta foi severamente criticada por Maurício Coelho, que apontou incoerências na iniciativa, recebendo como resposta do militar a reafirmação do foco na aplicação rigorosa de sanções penais no estado.
As diretrizes para o desenvolvimento social e a redução do déficit habitacional ganharam destaque nas proposições apresentadas pela médica Natasha ao longo do programa. A candidata do PSD assegurou a ampliação dos investimentos em habitação popular por meio de uma meta de construção de 55 mil moradias no território mato-grossense em parceria com programas do Governo Federal. O projeto, contudo, foi acompanhado por questionamentos apresentados por Rafaell Milas a respeito da coerência do arco de alianças da candidata, citando suas vinculações com lideranças políticas nacionais e locais, ao que a médica respondeu afirmando assumir responsabilidade individual sobre sua trajetória.
A escalada do tom agressivo atingiu seu ápice no terceiro bloco, quando controvérsias de ordem pessoal e episódios do passado foram resgatados de forma sistemática pelos adversários. Doutora Natasha voltou a explorar publicamente o caso de violência doméstica atribuído a Otaviano Pivetta e fez duras críticas aos resultados obtidos pelo grupo político que comanda o Estado há oito anos.
Em paralelo, questionamentos adicionais foram levantados por outros candidatos a respeito de supostos benefícios concedidos a empreendimentos ligados diretamente ao governador, mantendo o tema dos incentivos no centro das divergências.
A composição das alianças partidárias também rendeu momentos de forte enfrentamento entre Wellington Fagundes e seus opositores políticos no palco da emissora. Integrantes de candidaturas adversárias citaram nomes de figuras públicas conhecidas por envolvimento em escândalos passados, como o ex-deputado Pedro Henry e o ex-secretário Cinésio Nunes de Oliveira, para questionar a lisura da coligação do senador.
Em sua defesa, Wellington declarou que seu ex-secretário não possui condenação definitiva e contra-atacou ao mencionar Luiz Antônio Pagot, coordenador da campanha de Pivetta, atribuindo-lhe a existência de condenação judicial.
A utilização estratégica da acusação de violência doméstica contra Otaviano Pivetta consolidou-se como um dos recursos de desgaste mais frequentes do confronto direto entre os principais candidatos. O tema, que já havia sido levantado por Wellington Fagundes no bloco inaugural sob a justificativa de formular propostas para a proteção das mulheres, voltou a ser mencionado nas etapas finais como instrumento de desestabilização da imagem do adversário. A insistência na pauta pessoal evidenciou a tática das campanhas de aliar propostas administrativas à exposição de vulnerabilidades morais de seus concorrentes na disputa governamental.
O desfecho do encontro na TV Vila Real deixou transparecer as linhas de fratura que devem orientar os desdobramentos da campanha eleitoral em Mato Grosso a partir deste momento. Entre defesas de diretrizes econômicas e embates éticos personalistas, os candidatos deixaram clara a disposição para intensificar o uso de denúncias e controvérsias judiciais na conquista do eleitorado. À medida que o pleito se aproxima, a capacidade de resposta a acusações sobre integridade e a clareza na apresentação de planos de governo surgem como os fatores cruciais para a definição do quadro político estadual.
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