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MODELO DE GESTÃO EFICIENTE

Pivetta defende continuidade da gestão no Palácio Paiaguás

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O vice-governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Olavo Pivetta (Republicanos), reforçou nesta semana sua disposição de disputar o Governo do Estado nas eleições de 2026, ao comentar publicamente o processo de sucessão do governador Mauro Mendes (UB). Sem mencionar adversários diretamente, o Republicanos afirmou que se sente preparado para assumir o comando do Executivo Estadual e defendeu a manutenção do atual modelo de gestão, destacando que a estabilidade política e fiscal alcançada nos últimos anos não pode ser colocada em risco por projetos que, segundo ele, não estejam comprometidos com os interesses da população.

Ao abordar o cenário político que se desenha para o próximo pleito, o vice-governador ressaltou que Mato Grosso vive um período de avanços institucionais e recuperação financeira, resultado de planejamento, responsabilidade fiscal e decisões consideradas impopulares no início da gestão.

Para Otaviano Pivetta, eventuais mudanças que representem ruptura com esse modelo podem provocar retrocessos significativos. Ele alertou que experiências anteriores de má administração demonstram que a perda de controle fiscal gera impactos diretos na vida da população e compromete a capacidade de investimento do Estado.

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Em tom cauteloso, o vice-governador mato-grossense afirmou que não se trata de personalizar críticas, mas de alertar para os riscos de um “desgoverno” semelhante ao já vivenciado em períodos passados. Segundo ele, a reconstrução do Estado exigiu tempo e esforço, enquanto a deterioração administrativa pode ocorrer de forma rápida. O vice-governador avaliou que Mato Grosso conseguiu escapar de um cenário de instabilidade que ainda afeta outros estados brasileiros justamente por ter adotado um projeto de governo comprometido com a credibilidade institucional e o equilíbrio das contas públicas.

Ao destacar sua trajetória política, Otaviano Pivetta lembrou que acumula experiência tanto no Executivo quanto no Legislativo. Ele citou as duas gestões à frente da Prefeitura de Lucas do Rio Verde, município que passou por um processo de transformação administrativa e se consolidou como referência em desenvolvimento econômico e social. Também mencionou sua atuação como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT, período que, segundo ele, contribuiu para o amadurecimento político e para a construção de uma relação institucional com o Parlamento.

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Por fim, o vice-governador afirmou que os anos no cargo lhe proporcionaram uma visão ampla da máquina pública estadual e dos desafios enfrentados desde 2019, quando o Estado atravessava severas dificuldades financeiras. Segundo Otaviano Pivetta, a retomada da capacidade de investimento a partir de 2021 permitiu ampliar convênios com os municípios e executar obras estruturantes. Ao projetar o futuro, declarou que assumir um Estado em melhores condições aumenta a responsabilidade do próximo gestor.

Temos a obrigação de fazer mais e fazer melhor. Mato Grosso está no rumo certo e não pode retroceder”, concluiu.

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Política

Vício formal em assinaturas barra abertura de CPI contra União Transportes na Câmara de Várzea Grande

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O Poder Legislativo de Várzea Grande barrou temporariamente o início de uma devassa contábil e operacional no sistema de mobilidade urbana municipal ao indeferir o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa buscava instituir um comitê especial de fiscalização focado nas supostas irregularidades que permeiam a prestação de serviços essenciais à comunidade local. Com a decisão administrativa, a tramitação do inquérito político foi paralisada até o integral saneamento das exigências regimentais regulamentares.

A autoria do requerimento cabia originariamente ao vereador Caio Cordeiro, representante do partido Novo, que liderou a articulação junto aos seus pares para angariar o apoio político indispensável à sustentação do pleito. O parlamentar obteve a expressa anuência de outros nove integrantes do Parlamento local, unindo assinaturas de Adilsinho, Bruno Rios, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

A apresentação do mencionado requerimento ocorreu no transcorrer da última semana jurídica, introduzindo uma intensa celeuma nos debates internos da Casa de Leis e alterando o ritmo habitual das deliberações parlamentares. A data do protocolo marcou o início da contagem dos prazos regimentais de avaliação, os quais impõem um rigoroso filtro prévio de admissibilidade a cargo da assessoria jurídica da Mesa Diretora.

Os atos formais de questionamento e o subsequente indeferimento transcorreram integralmente no âmbito da Câmara Municipal de Várzea Grande, instituição incumbida constitucionalmente de fiscalizar os contratos públicos firmados pelo Poder Executivo.

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O ambiente institucional do Parlamento Metropolitano tornou-se, por conseguinte, o palco de disputas técnicas acerca do cumprimento estrito das formalidades que validam os instrumentos de controle externo.

O bloqueio provisório da Comissão Parlamentar operou-se por intermédio de uma decisão eminentemente burocrática, motivada pela constatação de que o proponente utilizara cópias reprográficas em vez das vias físicas originais do documento de apoio. A Mesa Diretora fundamentou a rejeição na premissa de que a fragilidade material do suporte impresso desatendia aos parâmetros exigidos para a instauração de um procedimento de tamanha envergadura jurídica.

O escopo substancial da investigação proposta residia na apuração de supostas desconformidades graves na execução do contrato administrativo de concessão que rege o transporte coletivo municipal. Os parlamentares subscritores apontavam para falhas reiteradas no atendimento aos usuários, indícios de descumprimento de metas contratuais e deficiências na manutenção da frota rodoviária que atende diariamente à população várzea-grandense.

Os antecedentes contratuais que motivaram o requerimento remontam às vistorias e balanços realizados ao longo do período compreendido entre os anos anteriores. Diferentemente da Câmara Municipal de Cuiabá, que ostenta múltiplos blocos investigativos em pleno andamento, a Casa de Leis de Várzea Grande encerrou o último ciclo administrativo sem qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito ativa em sua estrutura interna.

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A principal justificativa para a intervenção impeditiva imediata baseou-se no risco iminente de vulnerabilidade jurídica, visto que a aceitação de cópias simples fragilizaria a higidez de toda a instrução processual subsequente. Um vício formal dessa magnitude abriria precedentes perigosos, permitindo que a empresa concessionária acionasse o Poder Judiciário para anular preventivamente os trabalhos da comissão, sob a alegação de cerceamento de defesa ou de ilegalidade na origem.

Em esclarecimento oficial emitido por sua assessoria de comunicação, a Câmara Municipal de Várzea Grande reiterou que a condução dos trabalhos legislativos deve pautar-se pela segurança jurídica absoluta. A nota institucional realçou que, segundo orientação técnica emitida pelos procuradores da Casa, a apresentação das assinaturas originais é condição indispensável para resguardar a soberania e a legitimidade inabalável das decisões tomadas pelo plenário.

O prosseguimento regular da fiscalização depende agora, exclusivamente, do cumprimento da exigência formal de reapresentação do requerimento contendo as assinaturas autógrafas e originais de todos os dez parlamentares envolvidos.

A Mesa Diretora assegurou que, uma vez sanada a falha técnica e restituída a autenticidade documental exigida pelo rito regimental, o expediente retomará seu curso natural de tramitação para deliberação final.

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