NUMEROS QUE MEXEM COM A CABEÇA
Pesquisas eleitorais: o mistério saboroso das eleições
A campanha eleitoral, pelo menos a oficial, começa daqui a exatos 71 dias. Somente a partir de 16 de agosto, uma terça-feira, os candidatos ao Palácio do Planalto, do Paiaguas, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativas dos Estados brasileiros, poderão começar a participar de comícios, distribuir santinhos, realizar caminhada ou fazer propaganda. A disputa, no entanto, já está na boca da população mato-grossense.
O pleito eleitoral para o Senado da Republica, ganhou novos rumos com o anúncio das candidaturas de: Natasha Slhessarenko, Márcia Pinheiro e Antônio Galvan.
A questão é saber quem vencerá, e pelas últimas pesquisas internas, essa de cunho pessoal sem serem divulgadas, o Senador pelo Partido Liberal (PL), Wellton Antônio Fagundes lidera, Neri Geller, do Partido Progressista (PP), teve um avanço, a pequena grande mulher, Natasha Slhessarenko do PSB surpreende, Antônio Galvan do PTB, pontua, e Márcia Pinheiro do Partido Verde (PV), começa a despontar.

Eleição é sempre difícil prever, afinal existe a possibilidade de um “fato novo”, embaralhar a disputa.
Em média, as pesquisas de opinião mostram que, na pergunta espontânea, aquele em que não são apresentados nomes dos candidatos e o entrevistado fala o que lhe vem a cabeça quando é questionado em que pretende votar, Wellton e Neri, juntos concentram uma média de 40% nas respostas.
Tenho um amigo de Vadjú que toda a vez que sai uma nova pesquisa eleitoral me manda no WhatsApp:
“E aí Neri, Natasha ou Márcia vira ou não vira?“.
A resposta das bocas malditas do Boteco da Alameda segue incerta, mas, será decidida sobre o que tiver mais peso, como eventual rejeição a um candidato ou o desempenho.
Caro amigo do Blog do Valdemir, o que é mais importante para você: quem joga o xadrez político ou joga dama? Muitos indecisos tomarão a decisão a partir daí.
Pesquisas eleitorais
Tão inteligente quanto esperto, Leonel Brizola, numa de suas inúmeras campanhas, saia pelas ruas perguntando a cada passante, se ele já fora entrevistado para uma pesquisa de opinião eleitoral.
“Eu também nunca fui“, acervava o gancho após ouvir, quase sempre, um “não” do seu interlocutor.
Atualmente alguns, igualmente preferem desprezar os números ao classificar de “piada”.
Os resultados de uma pesquisa que não lhe é favorável. Segundo meu amigo de Vadjú a controvérsia sobre o desempenho dos Institutos de Pesquisa durante a campanha eleitoral, ocorre pela diferença de elos que move políticos, jornalistas e coordenadores de pesquisas sobre elas. Candidatos por exemplo, tendem a despreza-los quando o resultado não é bom e vice-versa.
Perai…, afinal dá para confiar em pesquisas eleitorais? Elementar, meus caros amigos internautas do Blog do Valdemir, responderá Sherlock Holmes, que, em “O signo de quatro”, revela o curioso mecanismo que movimenta as sondagens eleitorais.
“Embora o homem individual seja um enigma insolúvel, o agregado humano representa uma certeza matemática. Nunca se pode predizer, por exemplo, o que fará um homem, mas é possível prever as atitudes de um certo número deles. Os indivíduos variam, mas as porcentagens permanecem constantes“, já entendia, no século XIX, Sherlock.
Lembro, quando criança, de ter assistido a um comício de Levi Dias para deputado estadual em Campo Grande (MS), em 1978. Foi a última cena de campanha rural. Em 1989, as campanhas deslocaram-se dos palanques para os estúdios de televisão, governados pelas pesquisas eleitorais, que em tese, expressam os caprichos da opinião pública, um milagre estatístico que faz mil pessoas for por milhões.
A verdade é que as pesquisas indicam erros e acertos nas táticas de campanha, redirecionam estratégia, incentivam desistências, forçam alianças, fornecem elementos para programas de governo e alteram a agenda de candidatos. Os candidatos sofrem o impacto direto da “dança dos números”: bons resultados em pesquisa significam apoio político, contribuições financeiras, talvez mais espaço na mídia. O oposto pode representar perda de alianças, pressões intrapartidárias, apatia, crise e até mesmo desistência.
Ou na definição algo crua do ex-presidente norte americano Richard Nixon:
“Os agentes do serviço secreto protegem os candidatos contra os psicopatas e os pesquisadores de opinião os protegem contra os eleitores“.
Apesar de todo esse poder, as pesquisas são um mistério para os eleitores e mesmo para muitos jornalistas que, muitas vezes, interpretam erradamente o gingado numérico.
E não duvidem. A média de acerto, considerando os números referentes as eleições em Mato Grosso a partir de 1989, a média de acerto é superior a 90%. A democracia agradece essa precisão. Afinal, as pesquisas criam fatos políticos, na medida em que reduzem o custo da informação do que está ocorrendo politicamente no Estado.
Política
A complexidade e os impasses na formação de chapas do MDB em Mato Grosso
As articulações políticas que antecedem o período eleitoral costumam revelar a complexidade das negociações partidárias no cenário mato-grossense. Em um contexto de intensas disputas por espaço e representatividade profissional, os bastidores dos partidos transformam-se em arenas decisivas para a definição das candidaturas que disputarão o voto popular nas urnas.
Essas negociações eleitorais ocorrem predominantemente na sede estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Mato Grosso, bem como em reuniões estratégicas conduzidas por lideranças regionais. O ambiente interno da agremiação tornou-se o centro das atenções à medida que os prazos regimentais e as convenções se aproximavam.
As movimentações mais recentes intensificaram-se ao longo dos últimos meses de definições partidárias, período em que as siglas precisaram consolidar suas nominatas oficiais. O calendário eleitoral impôs um ritmo acelerado para a construção de consensos e para a viabilização das chapas proporcionais no estado.
A ex-prefeita da cidade de Sinop, Rosana Martinelli, figura central nesse processo, buscava consolidar sua candidatura à Câmara dos Deputados. Contudo, a decisão estratégica da Diretoria Partidária de não lançar candidatos ao cargo de deputado federal acabou por inviabilizar suas pretensões eleitorais para a disputa deste ano.
A reviravolta na trajetória política da ex-gestora ocorreu porque o MDB estadual enfrentou severas dificuldades na formação de um grupo competitivo para a disputa proporcional. Diante das desistências de nomes estratégicos e da ausência de consenso interno, a sigla optou por priorizar outras frentes de atuação regional.
A condução das negociações deu-se por meio de reuniões diretas lideradas pela presidente estadual do partido, a deputada estadual Janaina Riva. Segundo avaliações do próprio grupo político, a coordenação do processo demandou habilidade para gerenciar divergências e conciliar os interesses individuais e coletivos das lideranças envolvidas.
Diversos fatores conjunturais motivaram o desfecho desfavorável às pretensões de Rosana Martinelli, incluindo a desistência de potenciais pré-candidatos que priorizaram projetos pessoais. Além disso, a inviabilização de outras candidaturas regionais, como a da vice-prefeita Coronel Vânia à Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), evidenciou a fragilidade da base aliada.
Diante do cenário de frustração das candidaturas regionais, a ex-prefeita de Sinop adotou uma postura pragmática ao declarar a ausência de mágoas e ao reconhecer a complexidade do amadurecimento político institucional. A líder reafirmou a disposição de colaborar ativamente com projetos de aliados estratégicos na esfera estadual.
Os desdobramentos operacionais dessa reorganização partidária refletem-se no apoio declarado de Rosana Martinelli à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta ao Governo do Estado. Simultaneamente, a ex-gestora confirmou sustentação à postulação de Janaina Riva ao Senado Federal, demonstrando alinhamento com a estrutura governista.
Por fim, o futuro político da ex-prefeita permanece em aberto, dependendo de futuras deliberações pessoais e do quadro de coligações que se desenhará nos próximos ciclos. A trajetória recente evidencia que as alianças partidárias dependem da constante repactuação de interesses em um cenário dinâmico e em permanente transformação.
-
Política6 dias atrásPalácio Paiaguás 2026: estatísticas encantam na largada, mas raramente sobrevivem
-
Artigos5 dias atrásTEMPO DA CRIAÇÃO E O CALENDÁRIO ECOLÓGICO
-
Artigos4 dias atrásO roubo de carga está caindo e ficando mais perigoso
-
Artigos3 dias atrásMandato de 12 anos para ministros do STF
-
Política6 dias atrásClariana Barão acusa Augusto Cury de “Misoginia” em negociações partidárias
-
Política6 dias atrásPF analisa suposto descumprimento de cautelares por investigados na “Operação Heritage” em evento político
-
Artigos6 dias atrásDESAFIOS E PERSPECTIVAS EM UMA IGREJA SINODAL, SAMARITANA E PROFÉTICA
-
Artigos6 dias atrásTestosterona não é sinônimo de mais saúde



