FOI QUEBRADA A MEDIDA CAUTELAR?
PF analisa suposto descumprimento de cautelares por investigados na “Operação Heritage” em evento político
Quando um processo judicial é aberto, nem sempre é possível esperar o julgamento final para proteger direitos ou evitar danos preliminares. É nesse contexto que entram as medidas cautelares, instrumentos jurídicos preventivos que asseguram que a decisão final tenha efeito prático e que bens, pessoas ou provas não sejam comprometidos enquanto o mérito não é julgado.
Ainda tem dúvidas sobre o que são medidas cautelares e quando podem ser aplicadas? As medidas cautelares são decisões temporárias tomadas pelo juiz ao longo de um processo, visando proteger direitos, provas ou garantir que a futura decisão judicial possa ser cumprida.
Elas servem como um tipo de proteção antecipada, evitando que algo importante seja perdido ou prejudicado antes que o caso seja julgado definitivamente. Um exemplo de aplicação da medida cautelar é quando há necessidade de impedir que uma pessoa venda seus bens e fique sem pagar uma dívida, ou que destrua provas importantes.
Foi quebrada medida cautelar?
A Polícia Federal (PF) deu início à análise técnica de registros audiovisuais para averiguar o eventual descumprimento de restrições judiciais por parte do ex-governador Mauro Mendes (UB) e do deputado federal Fábio Garcia (UB). Ambos são investigados na “Operação Heritage“, apuração que debruça-se sobre um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões relacionado a acordos firmados entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi S.A.
O episódio sob investigação ocorreu durante o ato público de lançamento da candidatura do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), realizado no município de Sinop. Na ocasião, Mendes e Garcia dividiram o mesmo palanque político, momento em que o parlamentar dirigiu saudações públicas ao ex-governador e trocou breves palavras com ele na presença dos demais participantes.
As medidas cautelares em vigor foram determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar operações de busca e apreensão e a quebra de sigilo fiscal. A decisão judicial impôs expressamente a proibição de contato entre os investigados, a retenção de passaportes e o impedimento de ausentar-se do país sem autorização prévia.
Em sua fundamentação, o magistrado ressaltou que tais restrições visam assegurar um controle estatal eficiente, reduzindo os riscos de evasão e de interferência no processo pedagógico-processual. Segundo a decisão, essas medidas representam uma constrição menos gravosa à liberdade de locomoção do que a decretação de uma prisão preventiva, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.
A análise do material audiovisual tornou-se prioritária para os investigadores, uma vez que as gravações mostram o deputado citando nominalmente o ex-governador no palco. Em um dos vídeos anexados aos autos, Fábio Garcia declara abertamente cumprimentar todas as autoridades presentes em nome de Mauro Mendes, evidenciando a proximidade física durante o evento.
Em resposta às acusações, a defesa e os interlocutores de ambos os políticos sustentam que a permanência em um mesmo ambiente público não configura violação das regras judiciais, desde que não ocorra comunicação direta sobre os fatos investigados. O ex-governador Mauro Mendes, ao ser questionado sobre o incidente, reiterou a interlocutores que a presença conjunta no espaço não infringiria a ordem da Suprema Corte.
No âmbito jurídico, juristas e especialistas em direito penal apontam que as restrições impostas têm como finalidade primórdia evitar o alinhamento de depoimentos e a ocultação de provas. A maioria dos peritos consultados avalia que a aproximação e o diálogo em público podem ser interpretados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como quebra de cautelar, abrindo margem para o endurecimento das sanções.
O risco processual para os investigados reside no fato de que o descumprimento reiterado de determinações judiciais pode ensejar a decretação de medidas mais severas. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que houve afronta deliberada à ordem do ministro relator, o Código de Processo Penal prevê a possibilidade de substituição das cautelares por prisão preventiva.
Diante do desdobramento das imagens, o ex-governador Pedro Taques (PSB), adversário político e um dos denunciantes do chamado “escândalo da Oi” perante a Procuradoria-Geral da República, protocolou um pedido formal de prisão contra Mendes e Garcia. A representação fundamenta-se na alegação de violação direta das condições impostas para a concessão da liberdade provisória.
O caso segue agora sob avaliação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), que deverão emitir relatórios conclusivos sobre o conteúdo dos vídeos. Caberá ao ministro Flávio Dino decidir se os atos praticados no palanque em Sinop caracterizam descumprimento formal da decisão ou se a alegação de contato acidental será acolhida.
Política
Palácio Paiaguás 2026: estatísticas encantam na largada, mas raramente sobrevivem
A reta final das eleições gerais de 2026 começou! Em apenas 28 dias, os eleitores mato-grossenses, irão às urnas para escolher seus representantes e fortalecer a Democracia por meio de voto.
Até lá, os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda seguem acompanhando as movimentações dos atores envolvidos no tabuleiro político eleitoral de 2026, para levar até às senhoras e senhores, os acontecimentos de forma transparente e confiável.
Acompanhe a nossa viagem nos bastidores da política na minha “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon.
E começamos o nosso domingão, mandando um recado para os internautas amigos e leitores do Blog do Valdemir: a história nos ensina que o calendário, costuma ser impiedoso com cenários desenhados sob medida.
Dia 4 de outubro as planilhas terão de prestar contas a frieza das urnas. Será o momento de confrontar a “profecia” dos números com a realidade dos votos apurados.
Nota de rodapé: estatísticas encantam na largada, mas raramente sobrevive no julgamento do tempo.
Segue o fluxo!

Aprovação da gestão
Toda campanha para o Palácio Paiaguás, produz a sensação de que a eleição pode ser reinventada a cada semana. Uma entrevista ruim, uma denúncia, um debate ou uma peça de propaganda parecem capazes de mudar tudo.
Esses eventos importam. Mas eles atuam sobre um terreno que já existe. E para um governador que tenta a reeleição, o dado mais importante desse terreno é a avaliação de seu governo. A aprovação não determina o resultado, mas define o tamanho do reservatório eleitoral disponível.
A campanha decide quanto desse reservatório será convertido em voto.
É justamente essa passagem, da avaliação do governo para a escolha na urna, que os levantamentos de pesquisa permitem observar.
Nota de rodapé: após início da campanha eleitoral, a aprovação do Governo de Otaviano Pivetta subiu de 64% para 66%, segundo levantamento do Instituto Real Time Big Data.

190 mil sem acesso à internet
As cartas estão na mesa. O Horário Político Gratuito no Rádio e TV começou dia 28. Segundo o estrategista político Alex Rabelo, mesmo com a popularização das redes sociais, o horário eleitoral ainda tem um peso significativo na definição do voto.
Alex Rabelo, cita vários motivos para a persistência dessa relevância, uma delas é que existem 190 mil mato-grossenses sem acesso à internet.
E no meio delas podem estar os votos dos indecisos que irão decidir a parada. Claro, que os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda lembram que na política nada é definitivo. Há uma pequena chance de emergir um “AZARÃO”. Se liga o voto do indeciso decidirá.
É possível o surgimento de um fato novo que posa “virar a mesa” e um dos candidatos disparar na frente na intenção de votos? É. Porque tudo é possível na política, nos ensina a história. O mais provável é que os candidatos sigam apostando na tática de desgaste político do adversário, como aconteceu nas eleições de 2018, quando Zé Pedro Taques, concorreu à reeleição e perdeu para cacique do União Brasil (UB), Mauro Mendes.

Nova pesquisa
A nova pesquisa eleitoral em Mato Grosso vai colocar a prova diferentes cenários para as eleições de 2026. O levantamento que está sendo realizado pela Quaest, tem divulgação prevista para amanhã dia 7. A pesquisa vai medir a intenção de votos em dois cenários estimulados para o primeiro turno.
Também haverá uma simulação de segundo turno. O levantamento ainda pergunta se a escolha do eleitor para governador já é definitiva ou pode mudar até a eleição.
Outro indicador previsto é a rejeição: os entrevistados serão questionados sobre quais candidatos conhecem e quais não votariam de jeito nenhum.
A coleta começou no dia 4 sexta-feira e termina nesta segunda-feira 7, com 1.506 entrevistas na “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon.
O levantamento é de responsabilidade da Quaest e tem como contratada a Globo Comunicação e Participação S/A. O nível de confiança informado é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Segue o fluxo!
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