POLITICA CUIABANA EM CHAMAS
Passados 12 dias de Propaganda Eleitoral e a corrida tá pegando fogo
Quintooouuu e vocês não acharam que iam ficar sem os bastidores do Boteco da Alameda, né? Se as eleições carregam até agora a marca da indefinição, pelo menos uma certeza o leitor pode ter: no dia 06 de outubro, um domingo, o país saberá, entre 20h e 20h30, quem é o novo prefeito da Capital, eleito para governar a nossa Cidade Verde até próxima eleição municipal.
Passados 12 dias do início do Horário de Propaganda Eleitoral no Rádio e na Televisão, uma nova rodada de pesquisa é aguardada nas próximas horas para a Prefeitura de Cuiabá e Câmara de Vereadores.
Considerando a série recente, o movimento mais expressivo é do empresário e emedebista Domingos Kennedy que dobrou seu apoio, saindo de 4% no início de sua campanha, passando para 8%, porém, continua em último.
O unista José Edu Botelho ainda se mantém na liderança, o parlamentar federal e candidato pelo Partido Liberal (PL), Abílio Brunini aparecendo em segundo lugar, e o petista e candidato da Federação Brasil da Esperança, Ludio Cabral acompanha em terceiro.
Agora, é só aguardar os próximos números das pesquisas que estão no forno para ver como andam os nossos prefeitáveis com a população.
Em Cuiabá, a política está mais presente na vida dos cidadãos comuns, e em algumas regiões da cidade as disputas eleitorais tornaram-se mais acirradas.
Pesquisas frequentemente são contratadas como uma ferramenta de marketing: alardeiam que determinado candidato está popular, o que, em tese, pode afetar a percepção do eleitor sobre ele.
O embate entre Edu Botelho, Abílio Brunini, Ludio Cabral e Domingos Kennedy, é exemplo disso.

Faltando 23 dias que precedem as eleições no dia 6 de outubro, as Pesquisas Eleitorais são decisivas para testar a popularidade dos postulantes à Prefeitura de Cuiabá e a Câmara de Vereadores.
Na Terra de Pascoal Moreira Cabral, alguns candidatos a vereador aparecem em somente uma ou duas pesquisas. Outros, nas pesquisas de um só instituto. Ter o nome inscrito nesses levantamentos é um feito relevante para personagens pouco conhecidos.
Vários usam as redes sociais para noticiar a inclusão, mesmo que depois…
Mas, além da demanda por pesquisas, aumentou a oferta.
Embora os grandes Institutos de Pesquisas eventualmente atuem em pequenas regiões, empresas de menor porte tendem a ser mais atrativos nesses locais.
Munidos de apenas quatro ou cinco pesquisadores, dão conta das entrevistas necessárias a um preço baixo, que cabe no orçamento de Rádios, Blogs, Sites, e Diretórios Regionais de partidos políticos.
Há mão de obra potencial em praticamente todas as cidades, com expectativas salariais locais.
O fenômeno não se restringe a Cuiabá, esse fenômeno pode estar relacionado a dinâmica política do Estado. Na história recente de Mato Grosso, há sempre um grupo centro direita liderando, enquanto do outro há uma força petista que quer quebrar essa hegemonia.
As pesquisas são usadas como termômetro para captar que assuntos mais mobilizam os eleitores.
Segue o fluxo!
Tribunal Regional Eleitoral (TRE)
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), já julgou 9.921 processos de registros de candidaturas, dentre os 11.079 pedidos feitos no estado para as eleições municipais de 2024.
Do total de registro, 1.158 aguarda julgamento e 9.508 foram deferidos.
Os dados da Justiça Eleitoral também apontam que 157 foi indeferido em prazo recursal ou com recurso, 137 apresentaram renuncia, 91 foi indeferido, 23: deferidos com recursos, 3 tiveram o pedido não reconhecido e 2 tiveram o pedido não conhecido em prazo recursal ou com recurso.
Do total de candidaturas, 10.340 são para o cargo de vereador (a), 367 ao cargo de prefeito (a) e 372 para vice-prefeito (a).
Entre os pedidos 1.194 são candidaturas a reeleição. O prazo para julgamento dos processos de registro de candidaturas termina na próxima segunda feira, dia 16 de setembro.
Eleitores devem atualizar e-Titulo
Com 23 dias para o primeiro turno das eleições municipais de 2024, marcado para 6 de outubro, os eleitores são aconselhados a atualizar o aplicativo e-Titulo o quanto antes, visando garantir maior tranquilidade e evitar transtornos no dia da votação.
A orientação partiu do TSE, que destacou a importância de evitar “filas virtuais” ou possíveis falhas de conexão causados pelo grande volume de acessos simultâneos próximo a data do pleito.
A atualização pode ser realizada diretamente nas lojas de aplicativos Google Play e Apple Store. A versão mais recente do e-Titulo lançada em 1° de setembro conta com melhorias no sistema de identificação por biometria e na consulta ao local de votação.
Além de servir como versão digital do título de eleitor, o aplicativo oferece funcionamento como justificativa de ausência no pleito, emissão de certidões, e inscrição como mesário voluntário.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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