Política
Pesquisa revela popularidade de Lucimar Campos em alta
AVALIAR PESQUISAS SONDOU OS ELEITORES DA SEGUNDA MAIOR CIDADE DE MATO GROSSO E CONSTATOU POPULARIDADE DA PREFEITA
Com 79,79% de aprovação junto a população da segunda maior cidade de Mato Grosso, sendo deste total expressivos 55,25% de ótimo e bom e 24,54% de regular, a Prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos (DEM) recebeu um voto de confiança da grande maioria da população da Cidade Industrial de acordo com a nova Pesquisa de Opinião Pública.
Isto é o que demonstra a sondagem realizada pela Avaliar Pesquisa em Várzea Grande, lembrando que recentemente o mesmo instituto avaliou os governos do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) e o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).
A mesma sondagem apontou que 5,71% dos entrevistados consideram a prefeita como ruim e 7,88% como péssima e 6,62% não sabem ou não responderam.
Os bons números da prefeita de Várzea Grande também são expressivos quando se avalia sua administração, ou seja, seu modo de governar.
Para 66,55%, Lucimar Sacre de Campos tem sua gestão aprovada, enquanto apenas 19,98% desaprova a mesma.
Foram realizadas 876 entrevistas entre os dias 11 a 13 deste mês de julho, utilizando critérios e dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com metodologia survey e quantitativamente.
Os números consolidam uma nova liderança política, já que Lucimar Sacre de Campos, esposa do Senador Democrata (DEM), Jayme Veríssimo de Campos reeleito para seu segundo mandato ano passado, foi alçada a condição de prefeita por decisão da Justiça Eleitoral em maio de 2015, após derrotada nas eleições de 2012.
Com pouco mais de um ano de gestão, em outubro de 2016, Lucimar já participou de um novo processo eleitoral obtendo 76,16% dos votos válidos ou 95.634 votos, estando entre as cinco prefeitos mais votados de todo o Brasil proporcionalmente.
Obras e ações de sociais são os dois grandes instrumentos da gestão de Lucimar Sacre de Campos que caminha para a consolidação em ritmo acelerado.
Após assumir com um quadro de calamidade pública e letargia completa, em menos de dois anos, Lucimar Campos transformou Várzea Grande e se consolidou como líder política, mesmo nunca tendo antes disputado uma eleição, sempre participando da corrida eleitoral disputada pelo esposo, que foi governador de Mato Grosso, duas vezes senador da República e três vezes prefeito de Várzea Grande.
O potencial político da gestão de Lucimar Sacre de Campos, pode ser presenciado no resultado das eleições de 2018, quando Jayme Campos foi reeleito Senador da República, obtendo em Várzea Grande, votação superior a do presidente Jair Bolsonaro e do governador Mauro Mendes.
Jayme Campos obteve 79.561 votos disputando contra outros 10 candidatos que se lançaram as duas vagas de Senador da República.
Política
Disputa pelo Paiaguás antecipa polarização e eleva o “Tom Político” entre os “Poderes”
A corrida sucessória pelo Palácio Paiaguás atingiu um novo patamar de tensionamento político nesta quinta-feira (25), quando o governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), e o senador Wellington Fagundes (PL) protagonizaram um embate público de alta voltagem. O estopim do conflito reside no Projeto de Lei, de autoria do Poder Executivo Estadual, que pleiteia a contratação de um empréstimo bancário vultoso no valor de R$ 1,5 bilhão. Essa matéria financeira, que tramita nos bastidores governamentais e na Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), transformou-se no principal catalisador de uma crise institucional que expõe as fraturas e as ambições partidárias voltadas ao pleito majoritário futuro.
O cenário desse confronto direto e ostensivo foi a capital do Estado, Cuiabá, onde as articulações políticas e as declarações oficiais repercutiram de forma imediata nos círculos do poder e nas plataformas digitais de comunicação. A escalada discursiva ocorreu logo após o parlamentar federal utilizar suas redes sociais para criticar a gestão fiscal da máquina pública mato-grossense, gerando uma reação contundente e imediata por parte do chefe do Executivo. A centralidade geográfica da disputa acentua a relevância do debate, uma vez que as decisões tomadas na capital geram impactos socioeconômicos profundos em todos os municípios da federação mato-grossense.
O embate deflagrou-se por meio de uma dinâmica mista, que combinou o uso estratégico de ferramentas tecnológicas modernas com entrevistas coletivas tradicionais concedidas à imprensa regional. Wellington Fagundes optou por gravar e publicar um vídeo detalhado em seus canais digitais, direcionando a mensagem diretamente ao eleitorado e questionando a retidão fiscal da proposta governamental.
Em contrapartida, a tréplica de Otaviano Pivetta formalizou-se diante dos jornalistas que cobrem o cotidiano político local, oportunidade em que o governador utilizou termos severos para desqualificar a atuação legislativa e a trajetória pública de seu opositor.
A motivação central subjacente a esse severo desentendimento institucional ancora-se na divergência ideológica e técnica acerca da conveniência e da oportunidade da contratação do crédito bilionário. Enquanto a administração estadual defende que o endividamento planejado constitui uma ferramenta saudável e necessária para a execução de investimentos estruturantes, a oposição parlamentar argumenta que a medida compromete o futuro financeiro do erário.
Adicionalmente, o pano de fundo que impulsiona o conflito é a indisfarçável disputa pela liderança do Executivo nas próximas eleições, o que transforma qualquer debate administrativo em uma arena de pré-campanha.
O método utilizado pelo senador mato-grossense para desestabilizar a proposta governamental consistiu na contestação pública e detalhada dos juros e das contrapartidas fiscais inerentes à operação de crédito pretendida pelo Estado. Fagundes utilizou argumentos baseados na necessidade de transparência, questionando publicamente o destino de recursos anteriormente vinculados a programas habitacionais e exigindo explicações formais. Esse questionamento sistemático buscou minar a credibilidade da peça orçamentária governamental, apresentando o endividamento como um fardo financeiro desnecessário que seria integralmente transferido aos contribuintes mato-grossenses.
A reação do governador Otaviano Pivetta estruturou-se por meio de um ataque verbal contundente, no qual classificou o senador Wellington Fagundes como uma figura política “desprezível” e sem experiência administrativa prática. O gestor estadual argumentou que a capacidade de endividamento de Mato Grosso é um reflexo direto da “excelente saúde financeira” conquistada pela atual gestão, legitimando a busca por novos recursos como uma estratégia empresarial benéfica.
Pivetta enfatizou que governar exige a criação constante de alternativas viáveis e a realização de bons negócios para a sociedade, habilidades que, segundo ele, o seu adversário desconhece por completo.
A intensificação do conflito estendeu-se também ao campo da articulação partidária, momento em que o governador ironizou publicamente o suposto isolamento político que o senador pelo Partido Liberal (PL), enfrenta dentro de sua própria legenda.
Otaviano Pivetta destacou o apoio expressivo que vem recebendo de diversos prefeitos filiados ao partido de seu oponente, sugerindo que novas adesões à sua base governista devem ocorrer nos próximos dias. Ao indagar os presentes sobre as razões que tornam o parlamentar uma figura rejeitada internamente, o Chefe do Executivo buscou fragilizar a sustentação política de Fagundes e demonstrar força institucional.
Os desdobramentos imediatos dessa crise evidenciam uma profunda divisão na base política do estado, afetando diretamente a tramitação de projetos prioritários na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT). Analistas políticos locais apontam que a agressividade dos discursos sinaliza o fim de qualquer possibilidade de neutralidade ou composição pacífica entre os dois grupos majoritários.
A população e as lideranças municipais agora assistem a uma polarização antecipada que tende a paralisar votações importantes, à medida que os deputados estaduais são compelidos a escolher um lado nessa disputa de “PODER”.
As consequências a longo prazo para a sociedade mato-grossense envolvem o risco de atrasos na execução de obras públicas essenciais e uma potencial instabilidade jurídica no que tange aos contratos de financiamento. Caso a oposição consiga obstruir a aprovação do empréstimo de R$ 1,5 bilhão, o cronograma de investimentos em Infraestrutura e Logística poderá sofrer desaceleração severa.
Por outro lado, a consolidação desse endividamento sob um clima de forte contestação política imporá à atual administração a obrigação de demonstrar, com máxima transparência, o retorno social de cada centavo investido.
A quantidade expressiva de recursos financeiros envolvida nessa controvérsia que soma a expressiva cifra de R$ 1,5 bilhão confere à disputa uma relevância macroeconômica que ultrapassa as fronteiras da política partidária. Esse montante representa uma parcela significativa do orçamento anual de investimentos do Estado, o que justifica o rigor técnico e a vigilância da sociedade civil organizada sobre o desfecho do caso.
A vigilância mútua entre os poderes do Executivo e Legislativo, embora eivada de discursos inflamados, definirá os rumos do desenvolvimento econômico e da responsabilidade fiscal de Mato Grosso para os próximos anos.
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