Search
Close this search box.

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Ex-ministro Sergio Moro está avaliando se entra na disputa eleitoral em 2022

Publicados

em

Morando nos Estados Unidos desde que ingressou na iniciativa privada como consultor da americana Alvarez e Marsal, o ex-juiz Sergio Moro desembarcou no Brasil para mais uma série de reuniões políticas. O objetivo é analisar a aceitação de seu nome entre setores do empresariado como eventual candidato nas eleições do próximo ano.

Cortejado pelo Podemos para concorrer à Presidência da República, Moro recebeu nos últimos dias duas pesquisas privadas de intenção de votos que buscam situá-lo sobre o tamanho de seu potencial eleitoral não só como possível candidato ao Palácio do Planalto, mas também como Senador pelo Estado de São Paulo.

Em uma delas, circunscrita a eleitores do Estado de São Paulo e que foi a campo de 20 a 31 de agosto, o ex-juiz da Lava-Jato aparece com 9% da preferência do eleitorado na corrida presidencial, atrás apenas de Lula e Bolsonaro.

Enquanto não se decidia, Sergio Moro foi testado pelo Podemos também como eventual candidato ao Senado por São Paulo. Neste levantamento, ele aparece numericamente à frente dos demais concorrentes, com 17% das intenções de voto.

Leia Também:  Beneficiários do Auxílio Brasil receberão apenas R$ 240

A noticia ate os últimos dias era de que Sergio Moro ainda não tinha decidido se pretende entrar na vida pública e concorrer a um cargo eletivo em 2022, mas foi pressionado, em sua passagem pelo Brasil, a enfim dar uma resposta definitiva aos partidos que querem filiá-lo.

Filiação de Moro no Podemos

A nova informação agora é de que o ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sergio Fernando Moro, está ingressando no Podemos e o anúncio da sua filiação deve ocorrer até o próximo dia 20, de acordo com o jornalista Magno Martins, e que uma pesquisa apresentada do Podemos aponta que Moro entra na disputa presidencial com chances de se viabilizar como a terceira via.

O ex-juiz já disse “sim” à cúpula da sigla. Falta decidir a data de anúncio e a pré-candidatura. A pesquisa interna do Podemos revelou que Sergio Moro teria 40% dos votos daqueles que não querem nem Jair Messias Bolsonaro nem Luiz Inácio “Lula” da Silva.

De acordo com o partido, a a população brasileira aprovou o trabalho que Sergio Moro coordenou na Java Jato e que o enxerga como um juiz corajoso e inteligente.

Leia Também:  Em 2020 queimadas no Pantanal tiveram aumento de 530% em queimadas

Ainda segundo o jornalista Magno Martins, o líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias (PR), trabalhou intensamente nos últimos dias para convencer Sergio Moro a entrar no partido. E segundo informações, Alvaro Dias será o seu vice na chapa.

O ex-ministro, nesta semana, já sondou políticos do antigo PSL para saber se terá apoios relevantes na empreitada. Moro deve ser cobrado a decidir seu futuro no dia 1º de novembro.

A presidente do Podemos, Renata Abreu, em recente entrevista ao Valor Econômico, comentou sobre a possível candidatura de Sergio Moro a presidência da Republica em 2022. O ex-ministro da Justiça, como comentou a deputada, estaria “bem entusiasmado” com a ideia de concorrer pela legenda.

Eu acho que ele esta bem entusiasmado com a ideia de se candidatar como presidente. Ele voltou para os Estados Unidos agora para fazer uma conversa com a família dele. Nos temos ate o começo de novembro para ele dar a resposta“.

Sergio Moro vem se encontrando com lideranças políticas de direita, como Luiz Henrique Mandetta (DEM), avaliando entrar na concorrida disputa pela presidência da Republica.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Disputa pelo Paiaguás antecipa polarização e eleva o “Tom Político” entre os “Poderes”

Publicados

em

A corrida sucessória pelo Palácio Paiaguás atingiu um novo patamar de tensionamento político nesta quinta-feira (25), quando o governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), e o senador Wellington Fagundes (PL) protagonizaram um embate público de alta voltagem. O estopim do conflito reside no Projeto de Lei, de autoria do Poder Executivo Estadual, que pleiteia a contratação de um empréstimo bancário vultoso no valor de R$ 1,5 bilhão. Essa matéria financeira, que tramita nos bastidores governamentais e na Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), transformou-se no principal catalisador de uma crise institucional que expõe as fraturas e as ambições partidárias voltadas ao pleito majoritário futuro.

O cenário desse confronto direto e ostensivo foi a capital do Estado, Cuiabá, onde as articulações políticas e as declarações oficiais repercutiram de forma imediata nos círculos do poder e nas plataformas digitais de comunicação. A escalada discursiva ocorreu logo após o parlamentar federal utilizar suas redes sociais para criticar a gestão fiscal da máquina pública mato-grossense, gerando uma reação contundente e imediata por parte do chefe do Executivo. A centralidade geográfica da disputa acentua a relevância do debate, uma vez que as decisões tomadas na capital geram impactos socioeconômicos profundos em todos os municípios da federação mato-grossense.

O embate deflagrou-se por meio de uma dinâmica mista, que combinou o uso estratégico de ferramentas tecnológicas modernas com entrevistas coletivas tradicionais concedidas à imprensa regional. Wellington Fagundes optou por gravar e publicar um vídeo detalhado em seus canais digitais, direcionando a mensagem diretamente ao eleitorado e questionando a retidão fiscal da proposta governamental.

Em contrapartida, a tréplica de Otaviano Pivetta formalizou-se diante dos jornalistas que cobrem o cotidiano político local, oportunidade em que o governador utilizou termos severos para desqualificar a atuação legislativa e a trajetória pública de seu opositor.

A motivação central subjacente a esse severo desentendimento institucional ancora-se na divergência ideológica e técnica acerca da conveniência e da oportunidade da contratação do crédito bilionário. Enquanto a administração estadual defende que o endividamento planejado constitui uma ferramenta saudável e necessária para a execução de investimentos estruturantes, a oposição parlamentar argumenta que a medida compromete o futuro financeiro do erário.

Leia Também:  Neurilan Fraga deixa Comissão de Ética do PSD

Adicionalmente, o pano de fundo que impulsiona o conflito é a indisfarçável disputa pela liderança do Executivo nas próximas eleições, o que transforma qualquer debate administrativo em uma arena de pré-campanha.

O método utilizado pelo senador mato-grossense para desestabilizar a proposta governamental consistiu na contestação pública e detalhada dos juros e das contrapartidas fiscais inerentes à operação de crédito pretendida pelo Estado. Fagundes utilizou argumentos baseados na necessidade de transparência, questionando publicamente o destino de recursos anteriormente vinculados a programas habitacionais e exigindo explicações formais. Esse questionamento sistemático buscou minar a credibilidade da peça orçamentária governamental, apresentando o endividamento como um fardo financeiro desnecessário que seria integralmente transferido aos contribuintes mato-grossenses.

A reação do governador Otaviano Pivetta estruturou-se por meio de um ataque verbal contundente, no qual classificou o senador Wellington Fagundes como uma figura política “desprezível” e sem experiência administrativa prática. O gestor estadual argumentou que a capacidade de endividamento de Mato Grosso é um reflexo direto da “excelente saúde financeira” conquistada pela atual gestão, legitimando a busca por novos recursos como uma estratégia empresarial benéfica.

Pivetta enfatizou que governar exige a criação constante de alternativas viáveis e a realização de bons negócios para a sociedade, habilidades que, segundo ele, o seu adversário desconhece por completo.

A intensificação do conflito estendeu-se também ao campo da articulação partidária, momento em que o governador ironizou publicamente o suposto isolamento político que o senador pelo Partido Liberal (PL), enfrenta dentro de sua própria legenda.

Otaviano Pivetta destacou o apoio expressivo que vem recebendo de diversos prefeitos filiados ao partido de seu oponente, sugerindo que novas adesões à sua base governista devem ocorrer nos próximos dias. Ao indagar os presentes sobre as razões que tornam o parlamentar uma figura rejeitada internamente, o Chefe do Executivo buscou fragilizar a sustentação política de Fagundes e demonstrar força institucional.

Leia Também:  Aspirante à político Euclides chama Júlio de “Velho Gagá"; se não respeita um ex-governador, imagine depois de eleito

Os desdobramentos imediatos dessa crise evidenciam uma profunda divisão na base política do estado, afetando diretamente a tramitação de projetos prioritários na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT). Analistas políticos locais apontam que a agressividade dos discursos sinaliza o fim de qualquer possibilidade de neutralidade ou composição pacífica entre os dois grupos majoritários.

A população e as lideranças municipais agora assistem a uma polarização antecipada que tende a paralisar votações importantes, à medida que os deputados estaduais são compelidos a escolher um lado nessa disputa de “PODER”.

As consequências a longo prazo para a sociedade mato-grossense envolvem o risco de atrasos na execução de obras públicas essenciais e uma potencial instabilidade jurídica no que tange aos contratos de financiamento. Caso a oposição consiga obstruir a aprovação do empréstimo de R$ 1,5 bilhão, o cronograma de investimentos em Infraestrutura e Logística poderá sofrer desaceleração severa.

Por outro lado, a consolidação desse endividamento sob um clima de forte contestação política imporá à atual administração a obrigação de demonstrar, com máxima transparência, o retorno social de cada centavo investido.

A quantidade expressiva de recursos financeiros envolvida nessa controvérsia que soma a expressiva cifra de R$ 1,5 bilhão confere à disputa uma relevância macroeconômica que ultrapassa as fronteiras da política partidária. Esse montante representa uma parcela significativa do orçamento anual de investimentos do Estado, o que justifica o rigor técnico e a vigilância da sociedade civil organizada sobre o desfecho do caso.

A vigilância mútua entre os poderes do Executivo e Legislativo, embora eivada de discursos inflamados, definirá os rumos do desenvolvimento econômico e da responsabilidade fiscal de Mato Grosso para os próximos anos.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA