Política
Palanque tucano recebe reforço da vice Ana Amélia em Mato Grosso
A vice-presidente do candidato a presidência da Republica, Geraldo Alckmin do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Ana Amélia do Partido Progressista (PP), esteve em Cuiabá nesta segunda-feira (17) para reforçar a candidatura a reeleição do tucano Jose Pedro Taques da Coligação “Segue em Frente Mato Grosso”, composta pelos partidos do PSL, PPS, DC, PRP, Patriota, Avante e também o Solidariedade.
Nesta visita a Cuiabá, e mostrando estar bastante descontraída, a vice de Geraldo Alckmin também tem um grupo de partidos na “Para Unir o Brasil”, os partidos do PSDB, PTB, PP, PR, DEM, Solidariedade, PPS, PRB, PSD, que também fazem parte de apoio tanto para Mauro Mendes Ferreira do Partido Democrata (DEM), como para Wellington Antônio Fagundes, do Partido da Republica (PR). Ambos também candidatos ao Governo do Estado.
A Senadora do Partido Progressista (PP) do Rio Grande do Sul (RS), Ana Amélia disse que veio especificamente reforçar o palanque tucano em Mato Grosso, e esteve reunida com a militância tucana, atendeu a imprensa, gravou programas eleitorais com os candidatos da Coligação “Segue em Frente Mato Grosso”, e visitou o Shopping Popular de Cuiabá, o “Shopping dos Camelos”. A progressista pediu votos para os tucanos Geraldo Alckmin, Pedro Taques e Nilson Leitão.
“É 45 duas vezes. Tenho a convicção de que os brasileiros vão entender que agora é a hora da moderação para recuperar a esperança do povo brasileiro. Como aqui em Mato Grosso, com o nosso Pedro Taques, buscando possibilidades de mais emprego aos jovens desempregados, saúde, escolas e segurança de melhor qualidade para que todos saiam com país melhor do que temos hoje“, disse a candidata, destacando o voto para presidente da República e Governador do Estado.
Ana Amélia lembrou que, ao lado de Pedro Taques (PSDB), foi apontada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) como senadores com atuação destacada no Congresso Nacional no combate à corrupção no país.
A Senadora do Partido Progressista destacou que a liberdade de expressão está sob risco, dependendo do resultado das urnas, e fez críticas às atitudes do candidato Fernando Haddad (PT) de desafiar a justiça.
“O brasileiro é cordial, solidário e o Brasil precisa superar esse sentimento dividido de entre ‘nós’ e ‘eles’, uma cultura de intolerância e radicalismo e isso é um risco. O candidato do PT fala em dar indulto ao presidente preso (Lula) em Curitiba (PR) violentando o sistema judicial brasileiro. Isso remete a atitudes autoritárias. Os extremos nunca foram bons conselheiros“, disse.
Para a candidata a vice-presidente, Haddad quer passar por cima do Supremo Tribunal Federal (STF) ao dizer que se for eleito, vai dar indulto ao ex-presidente Lula.
“Isso é uma falta de respeito ao estado democrático de direito. Nosso adversário é o PT, o Haddad vai ser a Dilma amanhã, o Lula está colocando um poste para ser seu representante e como disse o Haddad: Lula vai ser o que quiser no governo! Só faltou dizer que quem vai mandar é o Lula e não o presidente, mas ele não vai chegar. Quem estará no segundo turno é o Geraldo Alckmin“.
Ela disse também que sempre defendeu o agronegócio e que Mato Grosso precisa de atenção do governo federal para ter mais infraestrutura seja na duplicação da BR-163, além de investimentos em ferrovia, hidrovia. “Mato Grosso precisa de condições para escoar, a cada vez maior safra agrícola“.
Ana Amélia disse que uma das decisões mais difíceis que tomou foi deixar uma candidatura praticamente certa para reeleição para se candidatar a vice-presidente da República.
“Troquei 8 anos de um indicativo de uma reeleição para uma atuação de 8 anos por um mandato de 4 anos com resultado incerto. Fiz isso porque o Brasil precisa se reencontrar. Essa divisão de nós e eles dividiu o país. Não foi uma decisão por poder, mas a crença e a certeza que Alckmin tem competência e serenidade e os resultados dele podem ser visto pelos resultados econômicos de São Paulo“.
O governador Pedro Taques também defendeu a candidatura de Alckmin e que este será o melhor projeto político do país.
“É uma honra recebe-la aqui. Durante quatro anos fomos colegas no Senado e vi as posições firmes da senadora Ana Amélia nos temas mais candentes da República nesses últimos quatro anos. A senadora Ana Amélia foi uma das líderes do pedido de impeachment no Senador e o deputado Nilson Leitão na Câmara dos Deputados”.
Política
Rachas expõem dificuldades de articulação nos principais palanques de Mato Grosso
Passados os cinco primeiros dias da campanha eleitoral, o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, o Senador, Wellington Fagundes (PL), enfrenta dificuldades para consolidar uma estrutura política unificada em torno de sua candidatura. A movimentação revela divergências dentro da própria legenda e coloca em evidência os obstáculos para estabelecer uma composição harmoniosa entre os diferentes grupos que integram seu palanque.
A expectativa de que a definição do candidato a vice-governador contribuísse para organizar a campanha não se confirmou, segundo o cenário descrito. A composição, que envolve o empresário é o apelido do empresário e político brasileiro Reinaldo Gomes de Morais, conhecido como Rei do Porco, não teria sido suficiente para eliminar as divergências existentes entre setores aliados. Ao contrário, os conflitos permanecem expostos justamente no início de uma fase decisiva da disputa eleitoral.
Um dos principais sinais de divisão está na relação entre Wellington Fagundes e José Medeiros (PL), candidato ao Senado pela mesma sigla. Medeiros já declarou que não pretende pedir votos para o correligionário, evidenciando a distância política entre os dois projetos. O episódio demonstra que a presença de candidatos do mesmo partido em uma composição eleitoral não necessariamente representa unidade de discurso ou de estratégia.
A aliança firmada com o MDB comandado pela deputada estadual Janayna Riva, também se tornou um dos pontos de tensão dentro do grupo liderado por Wellington Fagundes. A composição teria sido estabelecida após a Convenção Partidária e enfrentado resistência de setores identificados com o bolsonarismo mais alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A divergência acrescenta mais um elemento de instabilidade a uma candidatura que busca ampliar sua base política durante o período de campanha.

No palanque governista, as dificuldades de articulação também aparecem em diferentes frentes. O deputado federal Fábio Garcia (UB), que deixou a composição inicialmente articulada com o governador Otaviano Pivetta, passou a desenvolver sua própria campanha sem destacar, em seus materiais eleitorais, a presença do antigo aliado. O episódio reforça a percepção de que a formação das alianças não eliminou as disputas internas entre os grupos políticos.
A situação evidencia uma característica recorrente das campanhas eleitorais: alianças formais nem sempre resultam em atuação conjunta no cotidiano político. Quando candidatos pertencentes ao mesmo campo deixam de compartilhar agendas, discursos e materiais de divulgação, as diferenças entre os grupos tornam-se perceptíveis ao eleitorado e podem dificultar a construção de uma identidade eleitoral comum.
Na centro-esquerda, a composição para o Senado formada por Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB) também apresenta sinais de distanciamento político. Embora a divergência seja descrita de maneira menos explícita, pessoas próximas aos dois grupos apontam dificuldades de sintonia entre as candidaturas. A percepção predominante é de que os projetos seguem trajetórias próprias, com pouca integração entre as respectivas agendas.

A ausência de uma atuação coordenada entre candidatos que integram a mesma chapa pode produzir efeitos sobre a estratégia eleitoral. Em uma campanha marcada pela necessidade de ampliar alianças, organizar agendas e estabelecer mensagens convergentes, a falta de sintonia tende a tornar mais complexa a comunicação com o eleitorado e a mobilização das estruturas partidárias.
O quadro observado nos diferentes palanques demonstra que o início da campanha em Mato Grosso é marcado não apenas pela disputa entre projetos eleitorais, mas também por negociações internas e divergências entre grupos que, formalmente, compartilham alianças. Wellington Fagundes, Otaviano Pivetta, Fábio Garcia, José Medeiros, Janaina Riva, Carlos Fávaro e Pedro Taques aparecem inseridos em composições nas quais a unidade política ainda passa por diferentes níveis de consolidação.
Com a campanha em fase inicial, os próximos movimentos deverão mostrar se as atuais divergências serão administradas pelas lideranças ou se permanecerão como marcas das respectivas alianças. A disputa eleitoral, portanto, começa em um ambiente no qual a formação dos palanques ainda não representa, necessariamente, convergência entre seus integrantes, deixando evidente que a consolidação das estratégias políticas será um dos principais desafios das candidaturas ao longo do processo.
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