EXPRECIVA VALORIZAÇÃO DE ATIVOS
Salto patrimonial de R$ 196,8 milhões posiciona candidato de Mato Grosso no topo do “Ranking Nacional de Bens Declarados”
A evolução expressiva dos ativos financeiros declarados à Justiça Eleitoral consolidou a liderança de Otaviano Olavo Pivetta (Republicanos) como o candidato ao Governo Estadual mais abastado do país nas eleições de 2026.
A ampliação da fortuna do político mato-grossense ocorreu no intervalo entre o pleito de 2022 e a disputa corrente, período no qual seu patrimônio passou de R$ 378,8 milhões para a cifra atual de R$ 575,6 milhões.
O acréscimo expressivo de R$ 196,8 milhões decorre, fundamentalmente, da expressiva valorização de ativos no Agronegócio e de alocações estratégicas em fundos de investimentos no exterior e participações acionárias.
A aferição do ranking fundamenta-se nos dados oficiais fornecidos pelos próprios postulantes aos tribunais eleitorais, registrados rigorosamente até a data limite para formalização das candidaturas nesta sexta-feira, 14 de agosto de 2026.
Com essa atualização cadastral, o empresário gaúcho radicado em Mato Grosso assume a liderança isolada do ranking econômico eleitoral em âmbito nacional, superando com margem eloqüente todos os demais concorrentes do país.

Em comparação direta com os outros estados brasileiros, o mato-grossense Otaviano Pivetta ultrapassa a candidata Maria do Carmo (PL), do Amazonas, com R$ 118,4 milhões, e o postulante baiano ACM Neto (União Brasil), detentor de R$ 84,8 milhões declarados.
O avanço de 51,9% no montante total da declaração atesta o forte desempenho dos ativos privados sob gestão do vice-governador, evidenciando o impacto direto do setor produtivo na composição de sua fortuna pessoal.
A estrutura patrimonial fundamenta-se precipuamente em um fundo multimercado internacional de R$ 257,2 milhões e na expressiva valorização da empresa O Positivo Participações S.A., cujas ações saltaram de R$ 81,1 milhões para R$ 182,5 milhões.
Essa solidez financeira reflete a trajetória do produtor rural de 66 anos que, desde sua chegada a Mato Grosso em 1982, consolidou negócios na suinocultura, pecuária e no cultivo de grãos, com foco atual na verticalização da cadeia produtiva.
Com o respaldo dessa biografia empresarial e a experiência acumulada em três mandatos como Prefeito de Lucas do Rio Verde e como deputado estadual, o atual governador postula o comando do Poder Executivo Estadual.
Destaques
Sinfra/MT desafia Jayme Campos a provar que foram realizados pagamentos antecipados durante a execução da obra do BRT
Uma intensa controvérsia política e institucional estabeleceu-se em Mato Grosso a respeito do gerenciamento orçamentário e da liquidação de contratos nas obras de implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT). O epicentro da discussão envolve a acusação de transferência antecipada de recursos públicos a empresas contratadas, contraposta por desmentidos categóricos da administração estadual, que sustenta a absoluta regularidade fiscal e contratual dos atos executados na infraestrutura do estado.
O embate coloca em lados opostos o Senador da República, Jayme Campos (UB), e os gestores da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), sob o comando de Marcelo Oliveira. Enquanto o parlamentar cobra providências de fiscalização por parte do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), a equipe técnica do Governo do Estado reage em defesa da lisura de seus procedimentos administrativos e da integridade de seu corpo funcional.
A controvérsia ganha corpo no âmbito do modal de mobilidade urbana projetado para integrar a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. A construção das estações e corredores estruturantes atinge diretamente os municípios de Cuiabá e Várzea Grande, eixos urbanos centrais que aguardam há anos por soluções definitivas e eficientes para o sistema de transporte coletivo de passageiros.
O estopim do debate ocorreu após cobranças públicas feitas pelo senador, ganhando contornos formais ao resgatar decisões administrativas do final do ano anterior. Notadamente, o debate resgatou o Julgamento Singular nº 946/2025, proferido pelo conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida em 16 de dezembro de 2025, instrumento que concedeu respaldo jurídico excepcional para eventuais pagamentos prévios na aquisição de equipamentos.
A dinâmica dos fatos estruturou-se a partir de declarações públicas nas quais o senador exigiu a apuração sobre o cumprimento físico do contrato. Em contrapartida, o órgão estadual de infraestrutura rebateu publicamente as acusações, desafiando o parlamentar a apresentar provas documentais e enfatizando que a autorização excepcional concedida pela Corte de Contas jamais foi utilizada pela gestão para efetuar desembolsos antecipados.
A motivação central do parlamentar reside no dever constitucional de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais e estaduais na infraestrutura de mobilidade. Do outro lado, o governo defende a necessidade de preservar a reputação das instâncias técnicas, rebatendo declarações consideradas levianas e reafirmando a observância rigorosa das fases legais de empenho, liquidação e pagamento.
Do ponto de vista financeiro, a disputa envolve cifras vultosas que fundamentam a narrativa de ambos os lados. Enquanto as denúncias citam uma suposta antecipação de R$ 120 milhões e prejuízos bilionários, os dados do Poder Executivo registram um investimento efetivo de R$ 247,6 milhões até a presente etapa, contrabalançado pela arrecadação expressiva de R$ 921,9 milhões obtida com a alienação dos materiais do antigo VLT.
Os dados e argumentos que balizam a matéria fundamentam-se em pronunciamentos do gabinete parlamentar e em documentos oficiais da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). Somam-se a essas fontes os registros públicos do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e os portais de transparência governamentais, nos quais estão disponibilizados os relatórios financeiros do contrato e a íntegra da decisão liminar firmada no exercício de 2025.
Como desdobramento jurídico e administrativo imediato, a Secretaria de Infraestrutura anunciou que tomará as medidas legais cabíveis e ingressará com uma ação judicial contra o senador por conta das acusações formuladas. Paralelamente, os órgãos de controle externo manterão a fiscalização contínua sobre a execução física e financeira das obras dos terminais e estações do modal.
O impacto social e político do impasse estende-se à sociedade mato-grossense, que acompanha com atenção os desdobramentos sobre a destinação dos recursos do erário. O desfecho dessa disputa fiscal e judicial determinará não apenas a credibilidade das instituições envolvidas, mas também a celeridade e a segurança no cronograma de entrega de uma obra vital para a mobilidade da população regional.
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