Search
Close this search box.

SAÚDE DE CUIABÁ VOLTA PARA PREFEITURA

Oscarlino Alves e Anderson Torres irão liderar o grupo que assume a pasta no “plantão” da Saúde

Publicados

em

Na manhã desta sexta-feira (29), Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) foi intimado sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que coloca fim à intervenção do Estado na Saúde da Capital. Depois de notificado, Emanuel Pinheiro teria um prazo curto de 10 dias úteis para apresentar um nome para compor a equipe que estaria a frente da pasta, a nova equipe que irá gerenciar a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP/MT) e a Saúde de Cuiabá, representado pela interventora Danielle Carmona, foi homologado pela Justiça no dia 18 de dezembro e dava prazo para que Emanuel Pinheiro indicasse a nova diretoria. Contudo, o prazo começaria a contar a partir da intimação formal, o que só foi feito nesta sexta.

A demora em intimar o prefeito cuiabano, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP/MT) recorreu, novamente, à Justiça para que o documento fosse encaminhado ao chefe do Executivo Municipal com urgência. Com a devida burocracia superada, Emanuel Pinheiro teria mesmo um prazo de 10 dias para apresentar a relação dos servidores que pretende nomear nos cargos de direção, chefia e assessoramento.

O médico e vereador, Luiz Fernando, estaria a frente da Comissão Mista que foi criada pela Câmara Municipal de Cuiabá para comandar a equipe de transição com a equipe de intervenção.

Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)

Com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ficam suspensos os efeitos da intervenção até o efetivo cumprimento das cláusulas avançadas por parte da Administração Municipal, o que será fiscalizado por uma comissão especial constituída no próprio TAC, com auxílio do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT). O que na prática, a Prefeitura de Cuiabá estaria recebendo a Saúde Municipal, mas que na verdade estará submetida à fiscalização do gabinete de intervenção estadual.

Cuiabá deverá apresentar ao Tribunal de Contas um Plano de Trabalho com ações concretas, responsabilidades, metas e prazos para o efetivo cumprimento do TAC. Além disso, a Equipe de Apoio e Monitoramento, liderada pela até então interventora Danielle Bertucini, deverá apresentar ao TCE, até o dia 10 de janeiro de 2024, os parâmetros que serão utilizados para aferição da qualidade e da quantidade dos serviços prestados pela Secretaria Municipal de Saúde.

Leia Também:  "Minha obrigação é trazer recursos para o Estado e municípios”

Pinheiro anuncia equipe temporária para gerenciar Secretaria de Saúde

Neste domingo (31), o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), fez um anuncio da equipe temporária para gerenciar a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que volta para a tutela do município. Conforme publicação, o servidor Oscarlino Alves e o médico Anderson Torres irão liderar o grupo que assume a pasta no “plantão” após 10 meses sob intervenção do Estado. Direção definitiva será comunicada nos próximos dias.

Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde, sob a gestão do Gabinete de Intervenção e Ministério Público (MPMT) suspendeu a atuação do Estado na Saúde Municipal no mês dezembro. Apesar da devolução à prefeitura, equipe de Mauro Mendes ainda tem o poder de fiscalizar os serviços de modo a dar continuidade ao que vinha sendo feito em 2023.

Apesar do acordo homologado ainda antes do Natal, Emanuel Pinheiro só foi notificado oficialmente na sexta-feira (29) e teria 10 dias para indicar a equipe, contudo o anúncio foi feito no dia em que a intervenção acabou oficialmente.

Em um vídeo publicado em sua rede social, Emanuel Pinheiro anunciou o nome do escolhido para comandar a pasta da Saúde de Cuiabá. O gestor afirmou que poderia fazer a indicação até o dia 8, mas a decisão rápida é primordial para os atendimentos nas unidades.

Estamos indicando uma equipe altamente qualificada, sob a liderança do especialista em saúde pública, Oscarlino Alves, e do médico Anderson Torres para garantir todo atendimento 24h, como o HMC e as UPAs, principalmente nesse período de festas de fim de ano”.

Assim garantimos atendimento à população com prioridade e urgência que o caso requer”.

Currículos:

Oscarlino Alves tem 53 anos, é profissional de nível superior e conta com 20 anos de carreira dedicada ao SUS e já atuava junto à gestão municipal, como assessor especial de Governo. É economista e possui especializações em Economia e Gestão da Saúde, Gestão de Patrimônio, Gestão de Sistemas de Saúde e também atuou frente à equipe de implantação do SAMU em Mato Grosso e da equipe de elaboração das diretrizes da Programação Pactuada Integrada, foi coordenador de equipe de supervisão médica, superintendente de assistência farmacêutica, assessor de regulação, controle e avaliação e por duas vezes presidiu o Sindicato dos Servidores do Meio Ambiente e Saúde do Estado (SISMA).

Anderson de Souza Ferreira Torres Araújo é bacharelado em Medicina pela UDABOL – Universidade Aquino de Bolívia em 2015 e teve o diploma revalidado pela Universidade Federal de Mato Grosso em 2018. Ele já atuou como médico intervencionista do SAMU e possui ampla experiência atuando como clínico geral da UPA Ipase e também foi designado como médico responsável técnico da unidade de Saúde.Já desempenhou atividades entre 2019 e 2021 na UPA Morada do Ouro (sala vermelha). Já no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) atuou como médico intervencionista da unidade coronariana de terapia intensiva (UCO), o currículo inclui ainda atendimento em hospitais particulares e no Serviço de Atendimento Médico Móvel de Urgência e Emergência em Santo Antonio de Jesus (BA).

Qualificações e Atividades Complementares

  • SIMPÓSIO de Cardiologia e atualização médica realizado pela Sociedade Paulista de Cardiologia (SOCESP) em São José do Rio Preto (SP) no dia 05/08/2017 com 08h de duração, temas abordados a novas técnicas químicas e física anatômicas na passagem de stent e uso de medicação desagregante plaquetária;
  • ACLS – Advanced Cardiovalcular Life Support (CUREM) ATUALIZAÇAO 2019
  • PHTLS – Prehospital Trauma Life Support (CUREM) ATUALIZAÇAO 2019
  • Congresso de Nefrologia realizado pela Sociedade Paulista de Nefrologia em Jales SP em Julho de 2017.
  • Curso de RCP- Reanimação Cardiopulmonar e APH- Atendimento Pré-hospitalar (aulas teóricas e práticas) realizado no campus Fernandópolis – Unidade Brasil/SP, nos dias 23 e 24 de janeiro de 2017 com carga horária total de 16 horas aula;
  • Curso de Ausculta Cardíaca e Pulmonar realizado nos dias 04 a 06/05/2014 com duração de 08h;
  • Curso de Interpretação de Exames Laboratoriais e Radiológicos realizado nos dias 22 e 23/05/2013 com duração de 16h;
  • Curso de Prevenção e Tratamento de Feridas – visão holística realizado nos dias 10,12 e 17/03/2013 com duração de 16h;
  • Curso de atualização ABC do Câncer – Abordagens Básicas para o Controle do Câncer – 1 de Agosto de 2012 com duração de 30 horas.
Propaganda

Política

Rachas expõem dificuldades de articulação nos principais palanques de Mato Grosso

Publicados

em

Passados os cinco primeiros dias da campanha eleitoral, o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, o Senador, Wellington Fagundes (PL), enfrenta dificuldades para consolidar uma estrutura política unificada em torno de sua candidatura. A movimentação revela divergências dentro da própria legenda e coloca em evidência os obstáculos para estabelecer uma composição harmoniosa entre os diferentes grupos que integram seu palanque.

A expectativa de que a definição do candidato a vice-governador contribuísse para organizar a campanha não se confirmou, segundo o cenário descrito. A composição, que envolve o empresário é o apelido do empresário e político brasileiro Reinaldo Gomes de Morais, conhecido como Rei do Porco, não teria sido suficiente para eliminar as divergências existentes entre setores aliados. Ao contrário, os conflitos permanecem expostos justamente no início de uma fase decisiva da disputa eleitoral.

Um dos principais sinais de divisão está na relação entre Wellington Fagundes e José Medeiros (PL), candidato ao Senado pela mesma sigla. Medeiros já declarou que não pretende pedir votos para o correligionário, evidenciando a distância política entre os dois projetos. O episódio demonstra que a presença de candidatos do mesmo partido em uma composição eleitoral não necessariamente representa unidade de discurso ou de estratégia.

A aliança firmada com o MDB comandado pela deputada estadual Janayna Riva, também se tornou um dos pontos de tensão dentro do grupo liderado por Wellington Fagundes. A composição teria sido estabelecida após a Convenção Partidária e enfrentado resistência de setores identificados com o bolsonarismo mais alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A divergência acrescenta mais um elemento de instabilidade a uma candidatura que busca ampliar sua base política durante o período de campanha.

Leia Também:  "Pedro Taques está criando “narrativas falsas ou desvirtuando a legalidade e a verdade”"

No palanque governista, as dificuldades de articulação também aparecem em diferentes frentes. O deputado federal Fábio Garcia (UB), que deixou a composição inicialmente articulada com o governador Otaviano Pivetta, passou a desenvolver sua própria campanha sem destacar, em seus materiais eleitorais, a presença do antigo aliado. O episódio reforça a percepção de que a formação das alianças não eliminou as disputas internas entre os grupos políticos.

A situação evidencia uma característica recorrente das campanhas eleitorais: alianças formais nem sempre resultam em atuação conjunta no cotidiano político. Quando candidatos pertencentes ao mesmo campo deixam de compartilhar agendas, discursos e materiais de divulgação, as diferenças entre os grupos tornam-se perceptíveis ao eleitorado e podem dificultar a construção de uma identidade eleitoral comum.

Na centro-esquerda, a composição para o Senado formada por Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB) também apresenta sinais de distanciamento político. Embora a divergência seja descrita de maneira menos explícita, pessoas próximas aos dois grupos apontam dificuldades de sintonia entre as candidaturas. A percepção predominante é de que os projetos seguem trajetórias próprias, com pouca integração entre as respectivas agendas.

Leia Também:  "Minha obrigação é trazer recursos para o Estado e municípios”

A ausência de uma atuação coordenada entre candidatos que integram a mesma chapa pode produzir efeitos sobre a estratégia eleitoral. Em uma campanha marcada pela necessidade de ampliar alianças, organizar agendas e estabelecer mensagens convergentes, a falta de sintonia tende a tornar mais complexa a comunicação com o eleitorado e a mobilização das estruturas partidárias.

O quadro observado nos diferentes palanques demonstra que o início da campanha em Mato Grosso é marcado não apenas pela disputa entre projetos eleitorais, mas também por negociações internas e divergências entre grupos que, formalmente, compartilham alianças. Wellington Fagundes, Otaviano Pivetta, Fábio Garcia, José Medeiros, Janaina Riva, Carlos Fávaro e Pedro Taques aparecem inseridos em composições nas quais a unidade política ainda passa por diferentes níveis de consolidação.

Com a campanha em fase inicial, os próximos movimentos deverão mostrar se as atuais divergências serão administradas pelas lideranças ou se permanecerão como marcas das respectivas alianças. A disputa eleitoral, portanto, começa em um ambiente no qual a formação dos palanques ainda não representa, necessariamente, convergência entre seus integrantes, deixando evidente que a consolidação das estratégias políticas será um dos principais desafios das candidaturas ao longo do processo.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA