AÇÃO RESCISÓRIA FORA DO PRAZO LEGAL?
“Pedro Taques está criando “narrativas falsas ou desvirtuando a legalidade e a verdade””
Desde o ano passado, quando anunciou oficialmente sua intenção de disputar as eleições gerais de 2026, o ex-governador de Mato Grosso José Pedro Gonçalves Taques, filiado ao PSB, passou a divulgar publicamente uma série de denúncias envolvendo um acordo firmado entre o governo estadual, sob comando de Mauro Mendes (UB), e a empresa de telefonia Oi S.A.
Segundo Pedro Taques, o entendimento resultou no pagamento de R$ 308 milhões sem a emissão de precatório, o que, em sua avaliação, configura grave ilegalidade e possível ato de corrupção administrativa.
O ex-governador sustenta que a empresa teria ingressado com ação rescisória fora do prazo legal e, posteriormente, buscado a celebração de um acordo junto à Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE/MT), por meio do mecanismo denominado “mesa de consenso”.
De acordo com Pedro Taques, esse instrumento jurídico foi criado por lei exclusivamente para a resolução de conflitos administrativos e contratuais, não podendo ser utilizado para a quitação de débitos tributários, como no caso envolvendo a Oi. Para ele, a utilização desse procedimento teria violado a legislação vigente.
Ainda conforme as acusações, Mauro Mendes teria pleno conhecimento do acordo e autorizado formalmente o pagamento. Taques afirma possuir documentos que indicariam a anuência do governador para a liberação dos recursos sem a observância do regime constitucional de precatórios.
Diante disso, o ex-governador ingressou com uma ação popular, na qual solicita a anulação do acordo e a devolução dos valores aos cofres públicos, acrescidos de juros e correção monetária, além de ter encaminhado denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
As acusações ganharam repercussão nacional após a publicação de reportagens em veículos de grande alcance.
Em resposta, o governador Mauro Mendes declarou que todo o procedimento foi conduzido dentro da legalidade, ressaltando que o acordo foi homologado pelo Judiciário estadual e analisado por órgãos de controle externo, que não teriam identificado irregularidades.
“O Pedro Taques está mentindo e usando de má-fé processual. Ele está motivado seguramente por interesses eleitorais”.
E segundo Mauro Mendes, o entendimento firmado teria sido vantajoso para o Estado, gerando uma economia estimada em R$ 390 milhões, e eventuais movimentações posteriores estariam restritas à esfera privada, sem vínculo com o poder público.

O embate entre os dois ex-aliados elevou a tensão política no Estado. Mauro Mendes classificou as denúncias como parte de uma estratégia de pré-campanha eleitoral, acusando Pedro Taques de má-fé e de distorcer fatos com fins políticos. O governador afirmou ainda que já ingressou com medidas judiciais contra o ex-governador, alegando ataques à sua honra, à sua família e a outros agentes públicos.
“Taques saiu do Governo do Estado como um dos piores governadores da nossa história. Foi candidato à reeleição, ficou em quarto lugar, perdeu para brancos e nulos. Tentou novamente ao Senado e ficou em sétimo. Talvez doa muito nele hoje por inveja, uma pessoa maldosa, que todo mundo que conhece sabe que tem esses predicados negativos“.
“Ele vai ter que responder por isso. Tomara que ele tenha algum patrimônio, porque vai pagar caro pelas mentiras que está contando. Está tentando mais uma vez aplicar um golpe eleitoral, e Mato Grosso não vai cair nesse golpe”.
Enquanto isso, o caso segue sob análise das instâncias competentes, ampliando o debate público sobre legalidade, transparência e responsabilidade na gestão dos recursos estaduais.
Política
Janaína Riva reformula chapa ao Senado e amplia incertezas sobre composição das suplências em Mato Grosso
A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) promoveu uma mudança na composição de sua chapa ao substituir a primeira suplente, a delegada aposentada da Polícia Civil Ana Cristina Feldner. A alteração modifica a configuração inicialmente apresentada para a disputa e abre espaço para novas articulações políticas em torno das duas vagas destinadas aos suplentes. No lugar de Feldner, foi indicado o produtor agropecuário Aloísio Lima (PRD), que já exerceu a função de assessor na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
A substituição ocorre em meio ao processo de organização das candidaturas para a disputa pelo Senado em Mato Grosso, em um cenário marcado por negociações políticas e ajustes nas alianças eleitorais. A composição dos suplentes representa uma etapa estratégica para as candidaturas majoritárias, uma vez que esses nomes integram formalmente a chapa e podem assumir o mandato parlamentar em determinadas circunstâncias previstas pela legislação eleitoral.
Segundo informações de bastidores, a indicação de Aloísio Lima pode não representar a configuração definitiva da chapa. A possibilidade de novas mudanças vem sendo discutida nos círculos políticos, especialmente em razão da especulação de que o empresário Rafael Yamada Torres poderá assumir posteriormente a condição de primeiro suplente. Até o momento, porém, essa possibilidade é tratada como uma articulação política e não como uma alteração oficialmente consolidada.

A eventual entrada de Yamada Torres acrescentaria uma nova dimensão à composição da candidatura, especialmente pela possibilidade de aproximação com segmentos do setor empresarial e produtivo. A movimentação também evidencia o caráter dinâmico das negociações que antecedem a consolidação das chapas majoritárias, período em que partidos, candidatos e grupos aliados avaliam nomes, alianças e estratégias eleitorais antes da definição definitiva.
Enquanto a primeira suplência passou por alteração, o vereador de Rondonópolis, Ibrahim Zaher permanece, por enquanto, como segundo suplente de Janaína Riva. A permanência, entretanto, também não é considerada necessariamente definitiva nos bastidores. Há especulações de que o nome poderá ser substituído, o que faria com que os dois postos de suplência da candidatura passassem por revisão.
A possível substituição de Zaher acrescenta outra variável às negociações e mantém aberta a discussão sobre o perfil que a chapa pretende apresentar ao eleitorado mato-grossense. A definição dos suplentes pode levar em consideração critérios políticos, territoriais e de representatividade, sobretudo em uma eleição na qual a composição das alianças poderá exercer influência sobre a capacidade de articulação das candidaturas.
A mudança envolvendo Ana Cristina Feldner também demonstra que as composições anunciadas previamente podem sofrer alterações à medida que as negociações avançam. Embora os suplentes não disputem uma vaga independente daquela vinculada ao titular, seus nomes fazem parte da estrutura eleitoral da candidatura e podem representar diferentes segmentos políticos, econômicos e regionais dentro da estratégia montada para a eleição.
Nesse contexto, Aloísio Lima passa a ocupar a primeira suplência, enquanto Ibrahim Zaher permanece, até o momento, na segunda posição. Paralelamente, a possibilidade de ingresso de Rafael Yamada Torres e a eventual substituição de Zaher mantêm a configuração da chapa sujeita a novos ajustes.
As mudanças, caso sejam confirmadas, deverão ser formalizadas pelos respectivos atores políticos e dentro dos procedimentos estabelecidos pela legislação eleitoral.
Para Janaína Riva, a reorganização da chapa ocorre em uma fase em que a definição dos nomes aliados pode ter peso relevante na construção política da candidatura ao Senado. A escolha dos suplentes não se limita ao preenchimento formal das posições, mas também pode refletir acordos, aproximações e estratégias destinadas a ampliar a sustentação eleitoral da chapa em diferentes setores de Mato Grosso.
Por enquanto, a única mudança efetivamente indicada na composição é a saída de Ana Cristina Feldner e a entrada de Aloísio Lima como primeiro suplente. Rafael Yamada Torres aparece como possível nome para ocupar essa posição no futuro, enquanto Ibrahim Zaher continua como segundo suplente, embora também esteja sujeito a eventual substituição.
Dessa forma, a chapa de Janaína Riva permanece em processo de definição, e novas alterações poderão ocorrer até que a composição seja oficialmente consolidada.
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