Política
“Nós não vamos atrás de ninguém, estamos abertos para aqueles que queiram vir se unir com nosso grupo”
“De minha parte não existe nenhuma possibilidade de eu desistir de minha candidatura ao Governo, mas isso vai depender muito daqueles partidos que já afirmaram compromisso com a minha candidatura”.
Estas foram as palavras do pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Antônio Fagundes, presidente estadual do Partido da Republica (PR) em Mato Grosso.
Conforme o pré-candidato ao Governo, o grupo quer fazer uma coligação forte, que traga confiança à população para ganhar a eleição e ter uma governabilidade, mas que esta descartada a sua desistência.
Outra hipótese segundo Fagundes, seria o apoio dele ao candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Olavo Pivetta, que também esta descartado, assim como apoiar o nome de Mauro Mendes Ferreira do Partido Democrata ao Governo do Estado.
Sobre os Democratas, o pré-candidato Wellington Fagundes, disse que espera somente a resposta dos Democratas, que aguardam a definição de Mauro Mendes e também uma pesquisa que foi encomendada pelo partido para melhora avaliarem se terá um nome como cabeça de chapa ou vem para outro nome.
“No grupo que esta praticamente fechada com o PR, MDB, PTB, PCdoB e PSD, temos ainda outras vagas disponíveis, temos o candidato ao Senado da Republica que é Carlos Favaro do PSD, mas ainda estamos conversando, e estamos esperando uma posição do DEM, para fechar o grupo”.
Nesta segunda feira, em entrevista à Rádio Capital FM Wellington Fagundes falou também sobre o apoio do MDB, do cacique Carlos Bezerra, e diz que respeita a exigência que foi feito pelo partido do MDB em quer indicar o nome de Carlos Favaro em ser o vice na sua chapa, mas que uma definição só acontecera depois de uma reunião com todos os partidos do grupo.
“A partir do dia 20 de julho até o início de agosto, nos vamos ainda discutir o nome do vice na chapa antes mesmo das convenções partidárias“.
Wellington Fagundes disse que a meta hoje é construir um grupo forte para as eleições de 7 de outubro, uma aliança confiável para dar confiança ao eleitorado mato-grossense, e segundo o pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes, o Partido da Republica não vetará nenhum nome e nenhum partido que queiram se unir a ele nesta eleição. “Nosso grupo não vetou e não vetará nenhum partido, e nos não vamos atrás de ninguém, estamos abertos para aqueles que queiram vir se unir a nós”.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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