Política
Taques pode levantar voo do ninho tucano e assentar em outra sigla para disputar o Senado
Primeiro, o tucano e ex-governador do Estado de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques disse que estava analisando a possibilidade de colocar seu nome a disposição de mais uma aprovação popular nesta eleição suplementar ao Senado da Republica, que esta programada para acontecer no dia 26 de abril.
Conforme Pedro Taques, uma conversa teria acontecido entre outro pré-candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Nilson Parecido Leitão, e que não teria nada ainda decido sobre a possibilidade de disputar o pleito.
“Eu não decidi nada ainda, muitas pessoas estão me procurando, mas eu tenho dito a eles que “O Futuro a Deus Pertence””.
Segundo Nilson Leitão, Pedro Taques teria lhe confirmado que não teria interesse de disputar o Senado da Republica, e por isso, colocou seu nome a disposição da sigla e acabou sendo escolhido pela maioria do PSDB para representar o partido no dia 26 de abril. Nilson Leitão tem dito à imprensa contar com o apoio de ao menos 50 prefeitos do Estado.
“O que eu combinar com você pode ter certeza que eu vou cumprir, eu fui até o escritório dele, conversei com ele, combinei com ele, mas só que ate o momento, eu estou ouvindo rumores de que ele quer ser candidato, não falou nada comigo, pra mim são apenas especulações de bastidores como se diz na imprensa, e eu estou trabalhando o meu nome”.
Já o presidente do Diretório Estadual do PSDB em Mato Grosso, Carlos Avalone Junior, diz que já teve uma primeira conversa com Pedro Taques, mas que ele nada tinha decidido, e sua resposta seria nesta quarta-feira (26) se seria ou não candidato.
Caso o ex-governador Pedro Taques venha ter pretensões de disputar a eleição do dia 26 de abril para o Senado da Republica, vai precisar oficializar a candidatura dentro do PSDB e disputar internamente com Nilson Leitão.
Uma noticia surgiu nos bastidores e corredores palacianos, de que Pedro Taques poderá sair candidato ao Senado da Republica pelo Partido Solidariedade (SD).
E segundo informações, o Diretório Estadual da sigla fez uma consulta a Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para ver a possibilidade de Pedro Taques migrar para o Solidariedade e colocar seu nome a disposição do Partido nesta eleição suplementar.
Caso o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral venha decidir que Pedro Taques pode disputar uma eleição, sem ter completado ao prazo de 6 meses de filiação no partido desejado, os eleitores poderão se preparar para um verdadeiro jogo de xadrez político nesta eleição de 26 de abril.
Se flexibilizar a data, permitindo, por exemplo, ingresso em legenda até as convenções, que devem ocorrer entre 10 e 12 de março, Pedro Taques vai mesmo sair do PSDB para concorrer pelo Cidadania ou Solidariedade. Acontece que no ninho tucano Taques não tem mais espaço, e os tucanos vai mesmo arriscar com Nilson Leitão novamente.
A gota d’água de um dos motivos da possível saída de Pedro Taques do ninho tucano seria uma pesquisa de consumo interno que esta sendo realizada pelos tucanos onde o seu nome não estava incluído, e acabou revoltando o tucano que segundo informações estaria interessado em disputar a eleição suplementar.
Isso fez com que ex-governador tucano ligasse para o Diretório Nacional do PSDB pedindo que seu nome fosse incluído na pesquisa. Conforme a pesquisa, Pedro Taques aparece com um índice grande de rejeição, e que o resultado não viabilizaria o seu nome para a disputa, acabando assim tendo que hipotecar apoio a Nilson Leitão.
Dentro do ninho tucano, a maioria acredita que Pedro Taques não vai disputar eleição este ano, mas que as noticias dentro do ninho é que ele estaria mesmo disposto levantar voo do ninho tucano e assentar em outra sigla partidária.
A convenção partidária do PSDB, esta marcada para acontecer no dia 11 de março, onde devera sair um nome para representar os tucanos na eleição suplementar.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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