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MEXANDO NO TABULEIRO DE 2024

Movimentos ocorrem visando Prefeitura de Cuiabá; Nenel descarta Zé Edu Botelho

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Em menos de 14 dias chegará ao fim do ano de 2022. E logo vai se iniciar o ano pré-eleitoral, quando geralmente se iniciam as conversas para as composições rumo as eleições de 2024. Mas os movimentos para as eleições municipais não esperaram chegar 2023.

E mal terminou uma eleição e os partidos políticos já miram estratégias para um novo pleito. 2024 já está às portas e em 2023 a missão para muitas legendas é a de filiar novas lideranças visando às eleições para vereadores, assim como buscar um nomes forte para comandar a Prefeitura de Cuiabá.

Lideranças partidárias ouvidas pelo Blog do Valdemir, entendem que uma preocupação é quanto a probabilidade de índice de renovação na Câmara Municipal de Cuiabá.

Ter mandato não é segurança de eleição”, relatou uma liderança.

Decisões

Evidente que fusões dependem de decisão das direções nacionais, mas dirigentes locais estão de olho nas possibilidades que podem pintar.

Janela Partidária

A cada ano eleitoral, ocorre a chamada “Janela Partidária”, um prazo de 30 dias para que parlamentares possam mudar de partido sem perder o mandato. Esse período acontece seis meses antes do pleito. Os vereadores só podem migrar de partido na janela destinada às eleições municipais, no caso, só em 2024.

De olho

Vereadores do atual mandato analisam com cautela as movimentações dos dirigentes partidários que começam a acontecer para que, em 2024, possa decidir qual melhor partido para disputar eleição.

Cadeira numero 1 de Cuiabá

Nesta semana, dois movimentos ocorreram com foco pela cadeira numero 1 da Prefeitura de Cuiabá. O primeiro foi o alerta dado pelo vice-prefeito da Capital José Roberto Stopa do Partido Verde (PV), que poderá deixar a sigla partidária, para ser candidato a Prefeito da Cidade de todos os mato-grossenses em 2024.

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O vice-prefeito cuiabano Zé Stopa foi contra a participação do PV na Federação com o Partido dos Trabalhadores (PT). Lógico que ele sabe que vem retaliação de lá de cima para sua candidatura.

O segundo movimento foi Nenel Pinheiro “descartar” o deputado estadual Zé Edu Botelho do União Brasil (UB), para a Prefeitura de Cuiabá. Essa saída do prefeito cuiabano, sem dúvida deixa a sensação de que Zé Stopa vai concorrer ao Palácio Alencastro. Nenel demonstra que não vai perder tempo. Quer buscar o diálogo e garantir espaço para que seu vice seja o seu sucessor.

Participar do pleito de 2024 é uma das possibilidades do emedebista Nenel Pinheiro de manter o nome no tabuleiro do jogo da política.

Outro movimento que vem acontecendo é a busca de conversas de “atores” políticos de Cuiabá com o Partido dos Trabalhadores (PT).

O emedebista Nenel Pinheiro deverá buscar todas as forças que compõem seu campo político e garantir o maior número de apoio para que Zé Stopa do Partido Verde (PV), seja escolhido pelo grupo, para a disputa da Prefeitura de Cuiabá.

Zé Stopa frisou que confia no potencial do seu nome e que o chefe do Executivo Municipal, o emedebista Nenel Pinheiro é um líder muito inteligente e saberá escolher.

Meu nome está a disposição para tentar fazer pelo município. E se for da vontade de Deus, da população, e se eu puder contribuir com o município de Cuiabá, principalmente para as pessoas que mais precisam, estou a disposição“, pontuou José Roberto Stopa.

Zé Stopa x Partido Verde

O prefeito cuiabano Nenel Pinheiro disse que a candidatura de Zé Roberto Stopa deverá ser construída dentro do grupo político para viabilizar o nome de Stopa dentro da Federação e do Partido Verde (PV).

Eu acho particularmente, a minha opinião, ele não deve sair do PV. O espaço que ele conquistou há mais de 30 anos com o PV aqui, conquistou importantes avanços na política municipal e estadual, cadeiras da Câmara, cadeiras da administração pública, contribuindo muito com a sociedade cuiabana e mato-grossense, graças a essa liderança que é o trabalho do Stopa dentro do PV, disse Nenel.

Nota do Boteco

Em política geralmente o que se diz pela manhã pode não se repetir à tarde e muito menos a noite. Zé Stopa conta com eleitores cuiabanos que ainda o querem na política. Tanto que na eleição de 2022 foi muito bem cogitado para a disputa contra o governador Mauro Mendes (UB).

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Zé Edu Botelho (UB), além de Zé Roberto Stopa (PV), também desponta como possível postulante a vaga de Prefeito de Cuiabá. Ele já confidenciou para Mauro Mendes e para Nenel Pinheiro, que tem vontade de administrar Cuiabá com apoio de ambos. Há ainda o petista e deputado estadual Ludio Cabral, e também despontam como eventuais candidatos das eleições municipais, como o polêmico Abílio Jaques Brunini.

Estes são somente alguns dos movimentos que ocorrem já pelo comando de Cuiabá.

E para finalizar ficamos assim… não tem como dar certo acender duas velas, por favor né? Ou fica com Nenel ou fica com Mauro.

Porém, entretanto, conduto, tem duas opções: arrancar o Mauro do União Brasil ou sai você.

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Política

Desdobramentos políticos e a pressão pela CPI na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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A deflagração da “Operação Heritage” pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), reacendeu a pressão política na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa busca investigar supostas irregularidades em contratos consignados e o pagamento de precatórios que somam R$ 308 milhões em benefício da empresa de telefonia Oi S.A.

Atualmente, o requerimento oposicionista conta com sete assinaturas, necessitando de apenas mais uma adesão para que seja realizada a leitura oficial em Plenário e iniciado o processo formal de apuração no âmbito legislativo estadual.

Quem são os envolvidos:

As investigações da Polícia Federal atingem diretamente figuras centrais do cenário político mato-grossense, incluindo o grupo político do ex-governador Mauro Mendes (UB) e a gestão do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Entre os alvos que sofreram mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens, figuram a ex-primeira-dama Virgínia Mendes, seus três filhos, além do ex-secretário de Estado Mauro Carvalho e seus familiares.

No parlamento, destacam-se as atuações dos deputados Valdir Barranco (PT), defensor da comissão; Diego Guimarães, representante da base governista; e Júlio Campos, que adota uma postura intermediária.

Quando os fatos se deram:

A deflagração das medidas ostensivas da Operação Heritage ocorreu na última quinta-feira, dia 6, deflagrando um efeito imediato nas articulações parlamentares do Estado. A intensificação dos debates sobre a criação da CPI e as manifestações públicas dos deputados estaduais ocorreram nesta quarta-feira, dia 12. O contexto temporal ganha relevância adicional por situar-se a menos de 55 dias do pleito eleitoral e próximo ao recesso do Poder Legislativo, elemento que influencia diretamente o ritmo e a viabilidade das negociações políticas na Casa de Leis.

Onde a apuração se concentra:

O foco principal das diligências e das discussões institucionais está sediado na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), onde tramita a coleta de assinaturas para o requerimento. Contudo, os desdobramentos operacionais abrangem diversos endereços residenciais e comerciais no Estado onde foram cumpridos os mandados judiciais expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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A abrangência territorial das investigações reflete a amplitude das relações financeiras e contratuais estabelecidas entre os agentes públicos, as instituições bancárias e a concessionária de telefonia.

Por que a operação foi deflagrada:

A atuação do Poder Judiciário e dos órgãos federais de fiscalização decorre da necessidade de averiguar indícios de favorecimento financeiro e desvio de recursos públicos do erário estadual. A suspeita central recai sobre a homologação de um acordo extraordinário firmado entre o Governo do Estado de Mato Grosso e a operadora Oi S.A., além de possíveis fraudes na gestão de contratos de empréstimos consignados.

A gravidade das denúncias e o expressivo montante financeiro envolvido fundamentaram a expedição das ordens de busca, apreensão e bloqueio de bens pela Suprema Corte.

Como os mandados foram executados:

As ações policiais foram executadas de forma simultânea por equipes da Polícia Federal, com o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão direcionados aos alvos da investigação. Paralelamente às buscas físicas, determinou-se o bloqueio patrimonial e bancário de 61 pessoas físicas e jurídicas supostamente ligadas ao esquema.

A coleta de documentos, mídias digitais e eventuais provas materiais visa instruir o inquérito policial e subsidiar as análises técnicas referentes às movimentações de capitais realizadas entre os envolvidos.

Quais os argumentos da oposição:

A bancada oposicionista, liderada publicamente pelo deputado Valdir Barranco, classifica a conduta anterior da Casa de Leis como uma omissão perante denúncias que já circulavam informalmente no parlamento. Para os parlamentares de oposição, a intervenção da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal expõe a necessidade premente de a Assembleia Legislativa Mato-grossense cumprir o seu papel fiscalizador.

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O grupo argumenta que os deputados têm o dever de assinar a lista, considerando constrangedora a inércia legislativa diante de indícios consolidados de irregularidades na gestão pública.

Qual a defesa apresentada pela base governista:

Por sua vez, a base de sustentação do Palácio Paiaguás, representada pelo deputado Diego Guimarães, defende prudência e questiona o momento escolhido para a mobilização da comissão. Os parlamentares governistas argumentam que a proximidade do período eleitoral pode desviar o foco de uma apuração técnica e rigorosa, transformando a CPI em um instrumento de exploração política.

Segundo essa perspectiva, a iniciativa arrisca converter-se em um factoide destinado a expor os gestores públicos e a favorecer os adversários do governo na disputa eleitoral vindoura.

Qual a postura da posição intermediária:

Posicionado de forma neutra em relação aos blocos, o deputado Júlio Campos ratificou o avanço na captação de adesões ao requerimento, mas manifestou ceticismo quanto à utilidade prática do colegiado no momento atual. O parlamentar ressaltou que a execução de mandados judiciais pela Polícia Federal pressupõe a existência de estudos aprofundados e quebras de sigilo consolidadas no inquérito principal.

Contudo, apesar de ressaltar a redundância da medida ante a atuação federal, assegurou que participará ativamente dos trabalhos caso a comissão seja efetivamente instalada.

Quais os desdobramentos futuros:

O cenário político de Mato Grosso permanece em suspenso, condicionado à obtenção da oitava assinatura necessária para a formalização do pedido de CPI na Mesa Diretora. Caso o quórum mínimo seja alcançado e a leitura efetuada em Plenário, caberá aos blocos partidários a indicação dos membros que comporão o colegiado investigativo.

A evolução do caso dependerá tanto da tramitação do inquérito sob sigilo no Supremo Tribunal Federal quanto da capacidade de articulação entre os parlamentares para viabilizar os trabalhos da comissão antes do recesso.

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