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ROMPENDO SILÊNCIO

Mauro Mendes rejeita responsabilização por derrota no Pleito de 2024

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A cena política mato-grossense registrou, em abril de 2026, um dos mais contundentes episódios de revisão histórica acerca das eleições municipais de Cuiabá ocorridas dois anos antes. O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) rompeu o silêncio para atribuir sua derrota na corrida à Prefeitura de Cuiabá em 2024 a uma conjunção de estratégias equivocadas de seus aliados e à ausência de um suporte efetivo.

Segundo o parlamentar emedebista, o cenário que se desenhou durante o processo eleitoral impediu que sua candidatura alcançasse o segundo turno, frustrando as expectativas de seu grupo político na época e alterando o curso da governabilidade regional.

O epicentro desta controvérsia reside na alegação do emedebista Eduardo Botelho de que o apoio do então governador Mauro Mendes (UB) teria sido contraproducente ao seu desempenho nas urnas. O deputado sustentou que a vinculação intensiva de sua imagem à gestão estadual não agregou o capital político esperado, mas, paradoxalmente, subtraiu votos cruciais de sua base eleitoral. Este fenômeno de rejeição por associação teria ocorrido de forma acentuada entre o funcionalismo público estadual, segmento que, de acordo com a análise retrospectiva do deputado, manifestou descontentamento com as políticas governamentais através da negativa de apoio ao seu nome no pleito da capital.

As declarações foram proferidas no contexto de uma reavaliação pública das trajetórias políticas dos envolvidos, ocorrendo precisamente em Cuiabá, sede do poder administrativo estadual. O momento escolhido para tais afirmações, em meados de 2026, reflete a organização de novas forças políticas e o distanciamento temporal necessário para uma análise crítica dos resultados de 2024.

A capital mato-grossense, que assistiu à vitória de Abílio Brunini (PL) sobre Lúdio Cabral (PT) naquele ano, tornou-se novamente o palco onde as feridas daquela disputa foram reabertas, evidenciando as fissuras profundas na antiga aliança entre o parlamentar e o ex-governador.

A motivação central de Eduardo Botelho para externalizar tais críticas reside na necessidade de justificar sua terceira colocação no pleito passado, quando figurava como um dos favoritos nas pesquisas prévias. O deputado sugeriu que houve uma manifesta falta de lealdade e de compromisso por parte de integrantes do próprio grupo político. Ao alegar que foi “vítima” de uma estratégia de marketing que o engessou na figura de Mendes, Botelho busca dissociar sua imagem de eventuais desgastes administrativos do governo estadual, projetando uma identidade política mais autônoma para os desafios eleitorais que se aproximam no horizonte de 2026.

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O método utilizado para a exposição desse conflito foi o de declarações diretas à imprensa e fóruns políticos, provocando uma reação em cadeia imediata. O ex-governador Mauro Mendes, ao tomar conhecimento das falas, não hesitou em rebater os argumentos, utilizando um tom de indignação e pragmatismo. Mendes classificou a postura do deputado como um ato de ingratidão, argumentando que sua participação na campanha ocorreu por solicitação expressa do próprio Botelho. O confronto de narrativas estabeleceu-se, assim, por meio de réplicas e tréplicas que dominaram o debate público nas últimas semanas, transformando a análise técnica de uma derrota em uma lavagem de roupa suja política.

Para compreender a densidade deste embate, é necessário observar quem são os protagonistas desse processo de desgaste. De um lado, Eduardo Botelho, agora filiado ao MDB, busca reconstruir seu espaço de influência; do outro, Mauro Mendes, figura central do União Brasil, defende seu legado e sua capacidade de transferência de votos.

A ex-primeira-dama, Virgínia Mendes, também emergiu como peça fundamental na defesa da honra política do marido, reagindo com veemência às críticas de Botelho. Esse mosaico de personalidades evidencia que a disputa de 2024 não se encerrou na apuração das urnas, mas continua a moldar as relações interpessoais e partidárias.

A quantidade de fatores elencados por Mendes para justificar a derrota de Botelho amplia o espectro da discussão. O ex-governador afirmou que o parlamentar foi “moído” nos debates pelo então candidato e hoje prefeito Abílio Brunini, destacando que a performance comunicativa de Botelho foi insuficiente perante o eleitorado. Além disso, Mendes apontou incoerências em posicionamentos pretéritos do deputado, como no caso das propostas sobre a pesca nos rios do estado, o que teria minado a credibilidade do candidato frente a setores específicos da sociedade cuiabana. Para o ex-governador, a responsabilidade pelo resultado é individual e intrínseca às falhas de condução do próprio candidato.

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O modo como a campanha foi gerida também foi objeto de escrutínio rigoroso. Mendes revelou que havia orientado Botelho a evitar determinados confrontos diretos, conselho que teria sido ignorado. A insistência do deputado em culpar o apoio recebido choca-se com os índices de aprovação popular que o ex-governador detinha na capital no período. A tese de Mendes é de que seu apoio tende a ser um ativo positivo, e que a tentativa de atribuir a terceiros o insucesso eleitoral é uma manobra retórica inadequada que ignora problemas estruturais da candidatura de Botelho, como a precariedade na prestação de serviços públicos associada ao seu grupo.

O impacto dessas declarações repercute intensamente no tabuleiro político atual, uma vez que as alianças para os próximos pleitos estão em fase de maturação. A quebra definitiva de confiança entre Botelho e o clã Mendes sinaliza uma reconfiguração nas forças de centro-direita e direita no estado. Onde antes havia cooperação técnica e política, agora impera o ceticismo e a oposição aberta. Analistas políticos observam que este distanciamento pode beneficiar forças de oposição que se mantiveram coesas, enquanto o grupo governista original se fragmenta em meio a trocas de acusações sobre responsabilidades passadas e lealdades rompidas.

Por fim, o desfecho desta análise reafirma a complexidade das relações de poder em Mato Grosso. A eleição de 2024, que culminou no segundo turno entre Abílio Brunini e Lúdio Cabral, deixou marcas que o tempo ainda não foi capaz de apagar.

O reconhecimento de que Botelho terminou em terceiro lugar serve como um lembrete constante de que a política é feita de percepções e resultados concretos. Enquanto o deputado busca redenção através da crítica ao passado, Mauro Mendes consolida sua posição ao exigir o reconhecimento dos esforços empreendidos. O veredito sobre quem possui a razão permanece sob o julgamento do eleitor, que observa atentamente o desenrolar desta crise de identidade política.

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Política

Wellton vai de “Lulinha” ou de “Flavinho”? Quem ganha o embate no diretório unista?

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E aí Wellton vai de “Lulinha”‘ ou “Flavinho”? Responda aí!

A marcha do progresso começou”.

Serão centenas de candidatos, as eleições estaduais, federais, senadores e presidente da República, correto?

Bom…, O Boteco da Alameda, vai servir hoje, “porções de melancia” e “os votos da delegação do União Brasil” aos frequentadores indecisos.

Atualmente o cenário político do nosso “QUERIDO”, “LINDO”, “MARAVILHOSO”, e “AMADO”, Estado de todos os mato-grossenses, é um verdadeiro imbróglio, até porque o céu de brigadeiro está ficando escuro.

As máscaras estão caindo pouco a pouco. “Morô na Jangada”, então pega a visão.

Até alguns anos atrás, o senador Wellton Fagundes morria de “amores” pelo Partido dos Trabalhadores (PT), do hoje presidente da Republica “Lula.

O ano de 2018 foi desesperador, Wellton buscava resposta, mas a “paixão” falava mais alto. Não esperou a dor passar e com o Fernando Haddad no segundo turno passou a caminhar.

E aí? Nada, nada demais! Somente deixou Jair Bolsonaro, “que você diz que é seu amigo”, a ver a canoa sozinho descendo o Rio Cuiabá.

PS: em 2018 foi candidato ao Palácio Paiaguás pelo PR, atualmente PL. Na coligação “A Força da União” apoiando Fernando Haddad (PT). Na ocasião sua candidatura recebeu apoio de partidos como PTB, PT, PCdoB, PV, PRB, entre outros, garantindo palanque de Lula/Haddad no Estado de Mato Grosso.

Eitaaa lasqueiraaa!

E depois, conte o que aconteceu? De lá pra cá, devido a baixa adesão do eleitorado ao movimento, o senador liberal mato-grossense mudou a estratégia, pulando para o barco da direita, acreditam ou não, esse foi o caminho que ele encontrou para “sobreviver” no cenário político.

Mas, com a intenção de disputar a cadeira cobiçada da “Casa Grande” será que ele vai se manter firme na direita, ou vai se aliar a esquerda? NOVAMENTE.

Bom…, Até agora ninguém sabe, pois a melancia, sempre será melancia, verde por fora e vermelha por dentro.

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Segue o fluxo!

Eitaaa lasqueiraaa! Sextouuu…

E o Boteco da Alameda abriu as portas e, se deparou com uma inusitada, com aquele ditado “quando o inimigo” senta a mesa, boa coisa não é. Assim nos deparamos com uma cena raríssima, mas de grande valia quando mostra o Homem de Ferro, o nosso “AMIGO”, Mauro Mendes Ferreira, o “NOVO/VELHO” braço forte no Governo do Estado, Mauro Carvalho, o governador Otaviano Olavo Pivetta, e ele, o Capitão Jaymão, sentado a mesma mesa durante almoço.

Difícil de engolir né Pivetta?

Embora não sabemos, mas desconfiamos com quase 100% de certeza, que o papo que revela ali era sobre o alinhamento de quem vai ser o candidato do grupo pelo União Brasil (UB) em Mato Grosso.

“Papo de cachorro grande”…

Entretanto, contudo, todavia, por toda via, as negociações estão indo de vento em poupa, para alguns, a outros nem tanto, pois tem gente colocando o pé no freio, porque longo é o caminho para percorrer e, demanda muita “gasolina azul”, termo usado, referindo a quem tem condições para manter uma campanha dessa magnitude.

Agora convenhamos, devido a atenção recebida dos integrantes que estavam a mesa, o Capitão Jaymão deve tá com tanque cheio… Mas, ali tem três que podem ter essa mesma possibilidade, e ainda mas se o “Rei do Agro”, entrar na parada.

Saí daí, guri refestelado da Guarita“.

Ele tá doido para saber como estão os votos da delegação do União Brasil (UB) na Terra de Rondon, para eleger quem vai ser o “cabeça de chapa” para majoritária, e fica “bispando na janela alheia”. Esse não tem jeito. Vai ter que mandar ele para o Corsário.

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Pelo que tudo indica, segundo informações repassadas aos cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, é de que, quem está ganhando a queda de braço é o “Capitão Jaymão“. Vai, vai, vai sentindo o clima!

Como ficou os unistas?

O União Brasil (UB) em Mato Grosso, tem quatro caras novas em seu Diretório Regional composto por trinta nomes, isso por conta da debandada de alguns deputados. E com as mudanças os suplentes Edelo Ferreira (Brasnorte), Hector Bezerra (Mirassol D’Oeste), Leandro Félix (Nova Mutum) e Moisés Santos (Juscimeira) se tornaram titulares.

Analistas políticos avaliam que a metade do Diretório Regional ainda não definiu o voto.

Saíram da sigla unista: o deputado federal Coronel Assis, para o PL; o deputado estadual Edu Botelho para o MDB; o suplente de deputado estadual Gilberto Figueiredo para o Repúblicanos e a ex-prefeita de São Félix do Araguaia, Janailza Taveira, para o Podemos.

Da suplência do Diretório Regional saiu o ex-prefeito de Querência, Fernando Gorgen, para o Podemos.

Como estão os votos?

As mudanças não desequilibram os grupos do Homem de Ferro e doCapitão Jaymão, que se preparam para um embate na Convenção Partidária, com o primeiro defendendo a coligação com o Repúblicanos para apoiar o governador Otaviano Pivetta a reeleição, e o “Capitão Jaymão” tentando ser o candidato do partido União Brasil (UB) ao Palácio Paiaguás.

Pega a visão: Coronel Assis e Edu Botelho são considerados jaymistas. Figueiredo e Taveira são considerados mauristas. Gorgen, uma vez titular seria voto a conquistar.

Entre os novos membros, somente Leandro Félix é considerado voto definido. Leandro é amigo da família Pivetta e foi vice de Adriano Xavier Pivetta, em Nova Mutum.

Adriano é irmão do governador mato-grossense Otaviano Pivetta e seu voto para o governista é considerado certeiro.

Segue o fluxo!

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