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ALIANÇA NO CINTURÃO VERDE

Estratégia de Flávio Bolsonaro para consolidar o apoio do Agronegócio

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O Senador Flávio Bolsonaro (PL) oficializou sua incursão pelo coração produtivo do Brasil ao desembarcar em Sinop, no Mato Grosso, com o objetivo de pavimentar sua candidatura à Presidência da República. O parlamentar participou da Norte Show, considerada a maior feira Agropecuária do Estado, utilizando uma vestimenta simbólica que carregava o dístico “o agro é top“. Esta movimentação política ocorre em um momento de transição, no qual o setor produtivo busca alternativas viáveis à gestão federal vigente, e consolida o Agronegócio como um dos pilares fundamentais da plataforma eleitoral do congressista, que almeja herdar integralmente o espólio político de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A estratégia de comunicação adotada por Flávio Bolsonaro manifesta-se por meio de uma identidade visual deliberada, repetindo o uso de camisetas que exaltam o setor rural, como já observado anteriormente em eventos similares em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ao personificar o “candidato do campo“, o Senador busca preencher o vácuo de representatividade que parte do setor alega sentir em relação ao atual Governo Federal.

Para o eleitorado ruralista, a presença física do candidato em feiras tecnológicas e de negócios funciona como um aval de compromisso com pautas caras à categoria, como a segurança jurídica no campo e a desburocratização da produção.

O palco escolhido para este anúncio, a cidade de Sinop, não foi acidental, dada a relevância do município como polo irradiador de influência econômica e política na região Norte de Mato Grosso. Durante a tarde de quarta-feira, o senador utilizou o espaço da feira para traçar as diretrizes de suas alianças regionais, priorizando nomes de sua própria legenda em detrimento de figuras históricas do Executivo Estadual.

O local transformou-se em um epicentro de articulações onde o simbolismo da produção de grãos e carne se fundiu à retórica de oposição ideológica ao Partido dos Trabalhadores (PT), reforçando a polarização que deve nortear o debate sucessório.

A principal motivação para a visita reside na necessidade de fidelizar o apoio das lideranças do setor que se mostram insatisfeitas com as políticas de incentivo e a suposta ausência de diálogo do governo Lula. O Agronegócio, responsável por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, exige propostas concretas sobre temas sensíveis, como a moratória da soja e a demarcação de terras indígenas.

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Ao abordar esses tópicos durante coletivas de imprensa, Flávio Bolsonaro tenta demonstrar domínio técnico sobre as agruras do produtor, transformando demandas setoriais em combustível para sua campanha de âmbito nacional.

O método empregado pelo presidenciável para demonstrar sua força política incluiu a realização de uma carreata restrita e declarações públicas de apoio a correligionários específicos. Flávio Bolsonaro sacramentou os nomes do senador Wellington Fagundes para o governo estadual e do deputado federal José Medeiros para o Senado Federal, ambos do PL.

Esta tática de prestigiar “oficiais” do partido, em detrimento de aliados de longa data como o governador Otaviano Pivetta e o ex-governador Mauro Mendes, estabeleceu uma hierarquia clara de prioridades eleitorais, focada na coesão partidária interna antes da expansão de alianças externas.

As personalidades centrais envolvidas nesse evento compõem um mosaico expressivo da direita mato-grossense, incluindo o Prefeito de Sinop, Roberto Dorner, e o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. A recepção ao senador contou ainda com a presença de Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e Ananias Filho, presidente do PL Estadual.

Embora preteridos na escolha direta para os cargos majoritários estaduais, Otaviano Pivetta e Mauro Mendes estiveram presentes, evidenciando a complexidade das negociações onde o apoio ao nome de Flávio para o Planalto parece ser o ponto de convergência entre as diferentes facções conservadoras locais.

O cenário de desprestígio sentido pelas cúpulas do Executivo Estadual, decorrente da exclusão de Pivetta e Mendes de atos mais restritos da agenda, revela as tensões inerentes à formação de chapas proporcionais e majoritárias.

Flávio Bolsonaro, contudo, minimizou eventuais atritos ao declarar que estápronto para receber todos que querem sair das mãos sujas do PT, sinalizando que, embora o PL tenha seus candidatos prioritários, o arco de alianças para a Presidência deve ser o mais amplo possível. Essa postura pragmática visa evitar defecções que possam fragmentar o voto conservador em um estado onde a direita historicamente detém hegemonia.

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A dinâmica dos fatos apresentados durante a Norte Show demonstra que a construção de uma candidatura presidencial exige uma presença constante em nichos geográficos estratégicos. A vinda aoNortão” de Mato Grosso, ocorrida cerca de um mês após um cancelamento prévio, serviu para aplacar críticas sobre um possível distanciamento e para reafirmar compromissos com a classe produtora. O uso intensivo de redes sociais pelas lideranças presentes amplificou o alcance do evento, transformando uma visita técnica a uma feira agrícola em um comício digital de grande escala, atingindo eleitores muito além das fronteiras estaduais.

No que tange aos aspectos programáticos, o senador focou seu discurso em temas que afetam diretamente a rentabilidade e a expansão do agronegócio, posicionando-se de forma antagônica às pautas ambientais e sociais do atual governo. O fim da moratória da soja e a crítica rigorosa aos processos de demarcação de terras indígenas foram os pontos altos de sua fala, encontrando eco imediato em uma plateia formada por grandes proprietários e empresários do setor. Ao fazer essa defesa, Flávio Bolsonaro não apenas busca o voto, mas também o suporte financeiro e logístico que o setor rural tradicionalmente oferece às campanhas alinhadas aos seus interesses.

Conclui-se que o evento em Sinop representou um marco divisório na pré-campanha de 2026, estabelecendo as bases de um projeto que une o nacionalismo conservador à pujança econômica do campo. A consolidação dessa aliança entre os Bolsonaro e o Agronegócio mato-grossense sinaliza que a corrida pelo Palácio do Planalto passará, obrigatoriamente, pelas estradas e lavouras do Centro-Oeste.

Resta saber como as lideranças preteridas no nível estadual reagirão a longo prazo e se a unidade da direita se manterá sólida o suficiente para enfrentar os desafios de um processo eleitoral que promete ser um dos mais acirrados da história recente.

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Política

Wellton vai de “Lulinha” ou de “Flavinho”? Quem ganha o embate no diretório unista?

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E aí Wellton vai de “Lulinha”‘ ou “Flavinho”? Responda aí!

A marcha do progresso começou”.

Serão centenas de candidatos, as eleições estaduais, federais, senadores e presidente da República, correto?

Bom…, O Boteco da Alameda, vai servir hoje, “porções de melancia” e “os votos da delegação do União Brasil” aos frequentadores indecisos.

Atualmente o cenário político do nosso “QUERIDO”, “LINDO”, “MARAVILHOSO”, e “AMADO”, Estado de todos os mato-grossenses, é um verdadeiro imbróglio, até porque o céu de brigadeiro está ficando escuro.

As máscaras estão caindo pouco a pouco. “Morô na Jangada”, então pega a visão.

Até alguns anos atrás, o senador Wellton Fagundes morria de “amores” pelo Partido dos Trabalhadores (PT), do hoje presidente da Republica “Lula.

O ano de 2018 foi desesperador, Wellton buscava resposta, mas a “paixão” falava mais alto. Não esperou a dor passar e com o Fernando Haddad no segundo turno passou a caminhar.

E aí? Nada, nada demais! Somente deixou Jair Bolsonaro, “que você diz que é seu amigo”, a ver a canoa sozinho descendo o Rio Cuiabá.

PS: em 2018 foi candidato ao Palácio Paiaguás pelo PR, atualmente PL. Na coligação “A Força da União” apoiando Fernando Haddad (PT). Na ocasião sua candidatura recebeu apoio de partidos como PTB, PT, PCdoB, PV, PRB, entre outros, garantindo palanque de Lula/Haddad no Estado de Mato Grosso.

Eitaaa lasqueiraaa!

E depois, conte o que aconteceu? De lá pra cá, devido a baixa adesão do eleitorado ao movimento, o senador liberal mato-grossense mudou a estratégia, pulando para o barco da direita, acreditam ou não, esse foi o caminho que ele encontrou para “sobreviver” no cenário político.

Mas, com a intenção de disputar a cadeira cobiçada da “Casa Grande” será que ele vai se manter firme na direita, ou vai se aliar a esquerda? NOVAMENTE.

Bom…, Até agora ninguém sabe, pois a melancia, sempre será melancia, verde por fora e vermelha por dentro.

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Segue o fluxo!

Eitaaa lasqueiraaa! Sextouuu…

E o Boteco da Alameda abriu as portas e, se deparou com uma inusitada, com aquele ditado “quando o inimigo” senta a mesa, boa coisa não é. Assim nos deparamos com uma cena raríssima, mas de grande valia quando mostra o Homem de Ferro, o nosso “AMIGO”, Mauro Mendes Ferreira, o “NOVO/VELHO” braço forte no Governo do Estado, Mauro Carvalho, o governador Otaviano Olavo Pivetta, e ele, o Capitão Jaymão, sentado a mesma mesa durante almoço.

Difícil de engolir né Pivetta?

Embora não sabemos, mas desconfiamos com quase 100% de certeza, que o papo que revela ali era sobre o alinhamento de quem vai ser o candidato do grupo pelo União Brasil (UB) em Mato Grosso.

“Papo de cachorro grande”…

Entretanto, contudo, todavia, por toda via, as negociações estão indo de vento em poupa, para alguns, a outros nem tanto, pois tem gente colocando o pé no freio, porque longo é o caminho para percorrer e, demanda muita “gasolina azul”, termo usado, referindo a quem tem condições para manter uma campanha dessa magnitude.

Agora convenhamos, devido a atenção recebida dos integrantes que estavam a mesa, o Capitão Jaymão deve tá com tanque cheio… Mas, ali tem três que podem ter essa mesma possibilidade, e ainda mas se o “Rei do Agro”, entrar na parada.

Saí daí, guri refestelado da Guarita“.

Ele tá doido para saber como estão os votos da delegação do União Brasil (UB) na Terra de Rondon, para eleger quem vai ser o “cabeça de chapa” para majoritária, e fica “bispando na janela alheia”. Esse não tem jeito. Vai ter que mandar ele para o Corsário.

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Pelo que tudo indica, segundo informações repassadas aos cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, é de que, quem está ganhando a queda de braço é o “Capitão Jaymão“. Vai, vai, vai sentindo o clima!

Como ficou os unistas?

O União Brasil (UB) em Mato Grosso, tem quatro caras novas em seu Diretório Regional composto por trinta nomes, isso por conta da debandada de alguns deputados. E com as mudanças os suplentes Edelo Ferreira (Brasnorte), Hector Bezerra (Mirassol D’Oeste), Leandro Félix (Nova Mutum) e Moisés Santos (Juscimeira) se tornaram titulares.

Analistas políticos avaliam que a metade do Diretório Regional ainda não definiu o voto.

Saíram da sigla unista: o deputado federal Coronel Assis, para o PL; o deputado estadual Edu Botelho para o MDB; o suplente de deputado estadual Gilberto Figueiredo para o Repúblicanos e a ex-prefeita de São Félix do Araguaia, Janailza Taveira, para o Podemos.

Da suplência do Diretório Regional saiu o ex-prefeito de Querência, Fernando Gorgen, para o Podemos.

Como estão os votos?

As mudanças não desequilibram os grupos do Homem de Ferro e doCapitão Jaymão, que se preparam para um embate na Convenção Partidária, com o primeiro defendendo a coligação com o Repúblicanos para apoiar o governador Otaviano Pivetta a reeleição, e o “Capitão Jaymão” tentando ser o candidato do partido União Brasil (UB) ao Palácio Paiaguás.

Pega a visão: Coronel Assis e Edu Botelho são considerados jaymistas. Figueiredo e Taveira são considerados mauristas. Gorgen, uma vez titular seria voto a conquistar.

Entre os novos membros, somente Leandro Félix é considerado voto definido. Leandro é amigo da família Pivetta e foi vice de Adriano Xavier Pivetta, em Nova Mutum.

Adriano é irmão do governador mato-grossense Otaviano Pivetta e seu voto para o governista é considerado certeiro.

Segue o fluxo!

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