RECONSTRUÇÃO E MODERNIZAÇÃO
ALMT aprova financiamento de R$ 15 milhões para reconstrução do Shopping Popular de Cuiabá
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), aprovou em sessão ordinária e com dispensa de pauta, o Projeto de Lei 481/2026, que autoriza o financiamento de até R$ 15 milhões para a Associação dos Camelôs do Shopping Popular (ACSP), em Cuiabá.
A proposta, encaminhada pelo Poder Executivo por meio da Mensagem 73/2026, segue agora para sanção do Governo Estadual, etapa final para que os recursos possam ser efetivamente liberados à entidade representativa dos comerciantes.
O financiamento será viabilizado pela Desenvolve MT, com recursos oriundos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (Fundes), tendo como finalidade a reconstrução e modernização do Shopping Popular, atingido por um incêndio de grandes proporções em julho de 2024.
De acordo com o projeto, os valores serão destinados à melhoria da infraestrutura, à aquisição de equipamentos e à reestruturação completa do espaço comercial, considerado estratégico para a economia local e para a geração de emprego e renda.
As condições de pagamento previstas incluem juros baseados no IPCA acrescido de 2% ao ano, prazo de até dois anos de carência e período total de até cinco anos para quitação, com garantia por meio da cessão de receitas da própria associação.

Durante a votação, comerciantes acompanharam a sessão diretamente da galeria do Plenário, evidenciando o impacto social da medida. Na ocasião, o presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular (ACSP), Misael Galvão, utilizou a tribuna para destacar a mobilização da categoria em busca da reconstrução.
Em sua manifestação, Galvão ressaltou que o incêndio atingiu centenas de famílias e comprometeu a principal fonte de renda de inúmeros trabalhadores, enfatizando que o apoio institucional foi decisivo para a retomada do projeto.
Na justificativa enviada ao Legislativo, o governador Otaviano Pivetta destacou que o financiamento representa uma ação estratégica para fortalecer a economia local, além de promover inclusão social e garantir a continuidade das atividades comerciais.
O presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense, Max Russi, afirmou que a aprovação do projeto resulta de um esforço conjunto entre os parlamentares, voltado à recuperação das atividades econômicas e à garantia de condições dignas de trabalho aos comerciantes.
Parlamentares como Eduardo Botelho, Alex Sandro, Sebastião Rezende e Wilson Santos também ressaltaram a importância da iniciativa, destacando a união do Legislativo e o caráter histórico do Shopping Popular, cuja reconstrução deverá ocorrer com transparência, controle na aplicação dos recursos e possibilidade de ampliação por meio de emendas parlamentares.
ECONOMIA
Recuperação das bacias hidrográficas encerra ciclo de sobretaxa na energia elétrica no Brasil
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou, na última sexta-feira, 25, o acionamento da bandeira verde para o mês de outubro em todo o território nacional. A decisão do órgão regulador assegura que a tarifa de energia elétrica cobrada dos consumidores brasileiros não terá nenhum acréscimo financeiro no próximo período de faturamento, marcando uma virada expressiva na gestão dos recursos energéticos do país.
Esta mudança tarifária beneficia diretamente os milhões de consumidores residenciais, comerciais e industriais conectados ao Sistema Interligado Nacional. O encerramento das cobranças adicionais atinge toda a população atendida pela rede elétrica integrada, aliviando o orçamento das famílias e reduzindo os custos operacionais do setor produtivo brasileiro após sucessivos meses de tarifas elevadas.
A medida passa a vigorar oficialmente a partir do dia primeiro de outubro, abrangendo todo o ciclo de faturamento mensal do mês vindouro. As faturas emitidas pelas distribuidoras locais ao longo desse período já refletirão a ausência do custo extra, consolidando a transição do regime tarifário que vigorou durante os meses mais secos do ano.
O encerramento da sobretaxa ocorreu devido ao início do período de transição entre as estações seca e úmida nas principais bacias hidrográficas do país. O aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste estabilizou os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, permitindo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico reduzir o uso das usinas termelétricas, cujo custo de geração é consideravelmente mais alto.

O alívio financeiro se concretizou com o término da bandeira amarela, que vigorou ininterruptamente entre os meses de maio e setembro deste ano. Durante esse intervalo de cinco meses, a sobretaxa imposta aos consumidores gerava um custo adicional de R$ 1,885 para cada cem quilowatts-hora consumidos, onerando o orçamento doméstico em um momento de atenção aos gastos essenciais.
Para uma família brasileira com consumo médio mensal de duzentos quilowatts-hora, a alteração anunciada representa uma economia direta de cerca de R$ 3,77 na fatura, valor calculado antes da incidência dos impostos estaduais e federais. Embora pareça modesta individualmente, essa redução gera um impacto positivo significativo quando somada em escala nacional, estimulando o consumo e reduzindo a pressão inflacionária sobre o custo de vida.
O processo de definição das bandeiras tarifárias é gerenciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com base no monitoramento contínuo das condições de geração de energia no país. O Operador Nacional do Sistema Elétrico avalia semanalmente a capacidade dos reservatórios e os custos de produção, fornecendo os dados técnicos que fundamentam a decisão do órgão regulador sobre a necessidade ou não de acionar fontes de energia complementares.
O histórico regulatório de 2026 demonstra a oscilação direta das tarifas em relação às condições climáticas observadas no país. A bandeira verde vigorou inicialmente de janeiro a abril, período em que o regime de chuvas mantinha os reservatórios em níveis confortáveis, garantindo a geração limpa e barata sem a necessidade de cobranças adicionais na conta dos cidadãos.

A deterioração das condições hídricas a partir do outono exigiu o acionamento da bandeira amarela no mês de maio, quando o início do período seco começou a afetar criticamente os estoques de água. A manutenção dessa taxa suplementar até setembro refletiu a sustentada necessidade de operar usinas térmicas para garantir o suprimento elétrico contínuo e evitar riscos de desabastecimento no território nacional.
A reabertura do ciclo de bandeira verde em outubro sinaliza uma perspectiva otimista para o encerramento do ano no setor elétrico nacional. A recuperação do volume dos reservatórios e a previsão de continuidade das precipitações pluviométricas nas áreas de captação oferecem estabilidade ao sistema energético, garantindo modicidade tarifária para a sociedade e maior previsibilidade para os agentes econômicos do país.
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