ENGENHARIA FINANCEIRA SOB SUSPEITA
Assembleia de Mato Grosso convoca ex-governador por elos com gestora liquidada
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) formalizou a convocação do ex-governador Mauro Mendes (UB) para prestar esclarecimentos cruciais sobre a alocação de R$ 448,5 milhões em um fundo da MT Participações e Projetos S/A (MTPar). O cerne do questionamento legislativo reside no fato de que o montante foi administrado pela Reag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., instituição que sofreu intervenção direta do Banco Central. A medida busca salvaguardar o patrimônio público diante de um cenário de instabilidade institucional na gestão desses ativos estaduais.
O cenário de crise intensificou-se após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da Reag em 15 de janeiro de 2026, fundamentada em graves violações das normas que regem o sistema financeiro nacional. A distribuidora, que mantinha sede em São Paulo, tornou-se o epicentro de uma investigação por suspeitas de irregularidades sistêmicas, operando em conexão com o escândalo do Banco Master. Tais eventos lançaram dúvidas imediatas sobre a integridade dos recursos mato-grossenses custodiados pela entidade, exigindo uma resposta célere das autoridades constituídas.
Mauro Mendes, atual pré-candidato ao Senado Federal, dispõe agora de um prazo exíguo, que se encerra na próxima sexta-feira, dia 24, para protocolar a data de seu comparecimento ao Parlamento estadual. O rito processual estabelece que, após o envio do requerimento pela Assembleia Legislativa à Casa Civil ocorrido em 25 do mês transcorrido, o ex-gestor detém um interstício de 30 dias para a remessa de documentação técnica ou para o pleito de prorrogação.
A oposição parlamentar vigia o cumprimento desses prazos com rigor, visando à transparência total do processo.
A iniciativa da convocação partiu do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), cuja proposição obteve aprovação unânime no plenário no dia 13 de março. O parlamentar fundamentou seu pedido na necessidade premente de rastrear o fluxo financeiro do Estado, especialmente após a deflagração da Operação Carbono Oculto. A referida operação investiga o suposto envolvimento da Reag com estruturas do crime organizado, apontando para movimentações atípicas de vultosas somas em benefício de empresas ligadas a facções criminosas de âmbito nacional.
Os questionamentos técnicos do Legislativo recaem sobre o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizado (FIDC NP), estrutura criada pela MTPar em 2023 para viabilizar a assunção da concessão das rodovias BR-163 e BR-364. Embora a transferência da rodovia para o Estado tenha sido celebrada como um avanço na infraestrutura logística, a escolha da Reag como administradora via Contratos Nº 040/2022 e nº 037/2023 é agora reavaliada sob a ótica do risco operacional e da conformidade jurídica, dada a falência da operadora.
No âmbito da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal detalhou que a Reag teria operado de forma fraudulenta, criando fundos destinados a inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master para mascarar riscos de insolvência. O deputado Lúdio Cabral destacou, em tribuna, dados alarmantes de que um dos fundos da empresa teria recebido cerca de R$ 1 bilhão de fontes ligadas à lavagem de dinheiro.
A conexão de ex-diretores da empresa com doações eleitorais expressivas em 2022 também compõe o mosaico de preocupações sobre a isenção da gestão financeira.
O objetivo precípuo do aporte de R$ 448,5 milhões, realizado ainda em abril de 2023, era a liquidação de passivos da antiga concessionária Rota do Oeste com instituições bancárias e credores diversos. Entretanto, três anos após o depósito, o Parlamento indaga qual foi a efetiva destinação desses recursos e quais salvaguardas o Estado adotou no momento da liquidação da custodiante. A dúvida central é se o Erário Mato-grossense permanece exposto ou se houve a segregação patrimonial necessária para proteger os ativos públicos de uma eventual dilapidação.
Diante da complexidade do caso, a Assembleia Legislativa exige que o Governo de Mato Grosso e a MTPar apresentem um relatório pormenorizado sobre a existência de quaisquer outros instrumentos jurídicos ativos com empresas do mesmo grupo econômico da Reag. O Legislativo busca confirmar se houve a transferência da administração do fundo para uma nova instituição financeira e, em caso positivo, qual foi o critério de seleção adotado. A transparência na sucessão da gestão é vista como o único caminho para assegurar que a duplicação das rodovias não sofra solução de continuidade.

Além do ex-governador, o diretor-presidente da MTPar, Wener Kesley dos Santos, também foi convocado para detalhar os direitos creditórios adquiridos pelo fundo, incluindo natureza jurídica, garantias reais e vencimentos atualizados. A documentação exigida deve conter cópias integrais dos instrumentos financeiros e extratos de movimentação que comprovem a legalidade das contrapartes envolvidas.
O rigor técnico das respostas determinará se as irregularidades da Reag contaminaram a execução orçamentária do projeto rodoviário estadual.
O desdobramento imediato deste embate político-jurídico definirá a estabilidade das Parcerias Público-Privadas (PPP) em Mato Grosso para o próximo biênio. Enquanto o governo estadual defende a celeridade das obras na BR-163, o Parlamento assume seu papel fiscalizador para garantir que o desenvolvimento da infraestrutura não transite por caminhos de opacidade financeira. A sociedade mato-grossense aguarda, para os próximos dias, o cronograma de depoimentos que poderá reconfigurar o tabuleiro político e administrativo do estado em 2026.
Política
Um “alfaiate político” requer habilidade; AL/MT o chão vai tremer
Segundouuu caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, e o que vem pela frente? Uma segunda-feira abençoada por Deus e, na política podemos reportar que: quando tudo está silencioso, aparentando que não está acontecendo nada, fica atento. Nos bastidores as coisas estão pegando fogo.
A articulação, aquela que fabrica os fatos reais, para além dos balões de ensaios tradicionais, só ocorre nos bastidores.
Então, para entender o que está acontecendo é crucial vasculhar. É preciso juntar os cacos dos fatos, conecta-los e, aí, usar a experiência analítica para explica-los.
Tá querendo saber muito ou pouco do que está acontecendo nas sombras e porões da política?
Calma, calma, calma, muita calma nessa hora! Tudo está sendo bem traçado, preparado e designado para a surpresa no dia 5 de agosto.
Isso é Mato Grosso. Isso é a classe política. Interesses pessoais. Interesses políticos. Interesses de “união” para se manter no “PODER”.
Nota de rodapé: na política não basta ser forte, é preciso operar, de maneira antecipada, para enfraquecer o adversário.
Segue o fluxo!

E vamos prá cima porque o Boteco da Alameda, começa a semana servindo a “vós me cês”, o que nem o “Guri refestelado da Guarita” conseguiu imaginar que iria acontecer.
Bom…, acreditamos que todos sabem como um alfaiate trabalha né? Uma pergunta retórica que não precisa resposta, tão certo como um verdadeiro mestre, ou digamos, jogador de pôquer.
O “Guri Branquelo”, tem mostrado para os eleitores, deste “LINDO”, “QUERIDO” e “MARAVILHOSO” chão da Terra de Rondon, e do Agro, onde o Miguel Sútil, achou ouro em abundância e Pascoal Moreira Cabral, instalou o Arraial da Vila Real de Bom Jesus de Cuiabá, que tem habilidades de um verdadeiro alfaiate.
Trazendo para o cenário político de quem começou a sua história com vereador, em uma cidade considerada pequena: Jaciara.
Depois se tornou prefeito e logo assumiu uma das cadeiras mais cobiçada do Estado, de presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), mostra que para ser um “alfaiate político”, requer muita, mas muita habilidade.
Desenhou? Então, pega a visão!
O “branquelo”, que até então era presidente do Partido Social Brasileiro (PSB), seguiu, costurando, fio a fio, traçando cada centímetro de linha, onde deveria pescar, chegando a um denominador comum, o “apoio”, pelo menos é o que reza a lenda, sobre as negociações, no labirinto do “PODER”, levando companheiros de “peso”, ou seja, com números de votos expressivos, para compor a chapa, quem estava quieto… resolveu falar.
No núcleo duro do Boteco da Alameda… chegou a uma conclusão, e de forma unânime:
“A política na Terra de Rondon, tá mais embaraçado do que linha de pescador no espinhal (método de pesca, considerada predatória, mas muito utilizado por pescadores nas décadas passadas), enfim um emaranhado que só o “Salvador da Pátria” está mostrando que tem o dom para desenrolar”.
E por falar em pescador, o “Salvador da Pátria”, após receber uma visita ilustre, mudou o tom do discurso, ou seja, mais empoderado.
Como diz o ditado, “guri parado, não vende picolé”, e o “branquelo” está andando de vento em popa, enquanto quem era para estar nos quatro cantos da Terra de Rondon, se acomodou, parecendo “poita” do “Batelão do Sútil” uma espécie de canoa usada pelos bandeirantes que subiam para a capital, pelo Rio Cuiabá, quando estava subindo o Rio Coxipó.
Segue acompanhando… vem agora!

O Boteco vai falar
– O núcleo duro tá jogando pesado, enquanto os caciques políticos observando. As peças movem com frieza, desmontando aliados e adversários, com a mesma facilidade;
– A “Mulher Maravilha” já sente o chão tremer;
– José Medeiros colou e, pelo ritmo… o verdadeiro maestro desse conceito de poder costurou apoio nacional e fará barba, cabelo e bigode, deixando o MDB e os Campos nos braços de Wellton Fagundes;
– Pivetta por sua vez, avança como um trator: alinhando com deputados estaduais, federais e, de quebra, com o selo de aprovação da direita bolsonarista, prestem atenção nos movimentos essa semana com a presença de Flávio Bolsonaro na Terra de Rondon;
– Jayme Campos, tem uma peça que mudará o jogo. Entretanto, contudo, todavia, hoje, aposta na força policial, porém, não esqueceu do jogo político;
– Os gigantes do jogo: Federação UB/PP, Podemos, PL, Repúblicanos e MDB, são os donos da bola. Quem não entrar nesses, corre o risco de ficar batendo lateral sozinho;
– Para finalizar, responda quem for capaz: em 2022 a Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB), se afundou no Rio Cuiabá. Em 2026, qual será a estratégia para eleger que seja um para a Câmara dos Deputados?
Segue o fluxo!
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