Política
Mauro diz que novo líder do governo na Câmara só em 2016
Leonardo Oliveira (PTB) sobrinho do falecido governador Dante de Oliveira (PSDB) não mais o líder do governo Mauro Mendes (PSB) na Câmara Municipal de Cuiabá. Segundo informações repassadas para o Blog do Valdemir, a função teria sido repassada para o vereador Onofre Júnior (PSB). O que acabou não sendo confirmado pelo próprio prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) no lançamento do pacote de obras do governo do estado do programa Pró-Estradas/Vale do Rio Cuiabá na manhã desta sexta feira.
As informações da saída do Vereador Leonardo seria que ele teria decidido sair da função de líder do prefeito para ficar mais próximo de sua base eleitoral e, desta forma, garantir a reeleição, com um aumento no número de votos, na eleição do ano que vem.
"Estou deixando a liderança do prefeito na Câmara de Cuiabá para cuidar da minha base eleitoral, só estou deixando a base, mas eu estarei dando apoio ao prefeito Mauro Mendes aprovando projetos em favor da população. Eu agradeço ao prefeito pela confiança dedicada a minha pessoa e principalmente da oposição que sempre esteve junto com o município, criticando, mas, ajudando", disse Oliveira.
Outro que também acabou repassando o bastão de vice-líder foi o vereador Mario Nadaf (PV), que também entregou o cargo para o seu companheiro de parlamento Adilson Levante, do PSB, que também não foi confirmado pelo prefeito da capital.
“Não sei de onde surgiram estas informações, eu não sei o que ouve e nem o motivo da saída do vereador Leonardo Oliveira, mas ate o momento não tem nada definido, foram especulações feitas por alguém da imprensa”. Disse Mauro Mendes.
Mauro disse que o líder será escolhido somente no inicio dos trabalhos em 2016, e os trabalhos de votação do orçamento na Câmara de Cuiabá terá um interlocutor na Câmara de Cuiabá podendo ser o Secretario de Governo Kleber Lima ou o próprio Secretario João Batista. Mas que no momento a Casa ficará sem um lider.
Política
Rachas expõem dificuldades de articulação nos principais palanques de Mato Grosso
Passados os cinco primeiros dias da campanha eleitoral, o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, o Senador, Wellington Fagundes (PL), enfrenta dificuldades para consolidar uma estrutura política unificada em torno de sua candidatura. A movimentação revela divergências dentro da própria legenda e coloca em evidência os obstáculos para estabelecer uma composição harmoniosa entre os diferentes grupos que integram seu palanque.
A expectativa de que a definição do candidato a vice-governador contribuísse para organizar a campanha não se confirmou, segundo o cenário descrito. A composição, que envolve o empresário é o apelido do empresário e político brasileiro Reinaldo Gomes de Morais, conhecido como Rei do Porco, não teria sido suficiente para eliminar as divergências existentes entre setores aliados. Ao contrário, os conflitos permanecem expostos justamente no início de uma fase decisiva da disputa eleitoral.
Um dos principais sinais de divisão está na relação entre Wellington Fagundes e José Medeiros (PL), candidato ao Senado pela mesma sigla. Medeiros já declarou que não pretende pedir votos para o correligionário, evidenciando a distância política entre os dois projetos. O episódio demonstra que a presença de candidatos do mesmo partido em uma composição eleitoral não necessariamente representa unidade de discurso ou de estratégia.
A aliança firmada com o MDB comandado pela deputada estadual Janayna Riva, também se tornou um dos pontos de tensão dentro do grupo liderado por Wellington Fagundes. A composição teria sido estabelecida após a Convenção Partidária e enfrentado resistência de setores identificados com o bolsonarismo mais alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A divergência acrescenta mais um elemento de instabilidade a uma candidatura que busca ampliar sua base política durante o período de campanha.

No palanque governista, as dificuldades de articulação também aparecem em diferentes frentes. O deputado federal Fábio Garcia (UB), que deixou a composição inicialmente articulada com o governador Otaviano Pivetta, passou a desenvolver sua própria campanha sem destacar, em seus materiais eleitorais, a presença do antigo aliado. O episódio reforça a percepção de que a formação das alianças não eliminou as disputas internas entre os grupos políticos.
A situação evidencia uma característica recorrente das campanhas eleitorais: alianças formais nem sempre resultam em atuação conjunta no cotidiano político. Quando candidatos pertencentes ao mesmo campo deixam de compartilhar agendas, discursos e materiais de divulgação, as diferenças entre os grupos tornam-se perceptíveis ao eleitorado e podem dificultar a construção de uma identidade eleitoral comum.
Na centro-esquerda, a composição para o Senado formada por Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB) também apresenta sinais de distanciamento político. Embora a divergência seja descrita de maneira menos explícita, pessoas próximas aos dois grupos apontam dificuldades de sintonia entre as candidaturas. A percepção predominante é de que os projetos seguem trajetórias próprias, com pouca integração entre as respectivas agendas.

A ausência de uma atuação coordenada entre candidatos que integram a mesma chapa pode produzir efeitos sobre a estratégia eleitoral. Em uma campanha marcada pela necessidade de ampliar alianças, organizar agendas e estabelecer mensagens convergentes, a falta de sintonia tende a tornar mais complexa a comunicação com o eleitorado e a mobilização das estruturas partidárias.
O quadro observado nos diferentes palanques demonstra que o início da campanha em Mato Grosso é marcado não apenas pela disputa entre projetos eleitorais, mas também por negociações internas e divergências entre grupos que, formalmente, compartilham alianças. Wellington Fagundes, Otaviano Pivetta, Fábio Garcia, José Medeiros, Janaina Riva, Carlos Fávaro e Pedro Taques aparecem inseridos em composições nas quais a unidade política ainda passa por diferentes níveis de consolidação.
Com a campanha em fase inicial, os próximos movimentos deverão mostrar se as atuais divergências serão administradas pelas lideranças ou se permanecerão como marcas das respectivas alianças. A disputa eleitoral, portanto, começa em um ambiente no qual a formação dos palanques ainda não representa, necessariamente, convergência entre seus integrantes, deixando evidente que a consolidação das estratégias políticas será um dos principais desafios das candidaturas ao longo do processo.
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