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OPOSIÇÃO SEM NOME PARA DISPUTA

Mauro dá a largada na corrida eleitoral de 2022; “oposição” está perdida

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O governador Mauro Mendes Ferreira do Partido União Brasil (UB), deixou a descrição de lado e surgiu nesta terça-feira, como um forte candidato a reeleição. A aproximação com o presidenciável Jair Messias Bolsonaro do Partido Liberal (PL), reflete a necessidade de a “oposição”, se é que temos “oposição”, encontrar um nome que tenha credibilidade para a disputa. Mauro ainda ilustrou a sua facilidade para montar palanque.

A leitura é do meu amigo de Vadjú que percebeu: a busca intensificada dos partidos nas últimas semanas nos principais municípios de Mato Grosso.

O quadro retrata o diagnóstico feito pela turma do boteco da Alameda.

A disputa pelo Senado da República, Câmara Federal e para uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) não repetirá nem de longe o cenário de 2018, quando alguns largaram na corrida como um “lobo solitário”, atraindo por gravidade os apoios populares na carona de Jair Bolsonaro que crescia como antagonista do Partido dos Trabalhadores (PT).

Agora muitos vão ter de ser uma coisa mais profissional, até porque precisa ter de prestar contas do mandato.

Aos navegantes, o meu amigo de Vadjú alerta: a migração para o Bolsonaro não é avaliada como ideal.

Prova disso são as reuniões que os líderes políticos estão realizando para delinear os candidatos mais fortes de cada grupo e começam a alinhar apoios.

O esforço em busca de nomes para o Palácio Paiaguas por parte da “oposição” está difícil, bom…, se é que temos “oposição”, estes são sinais que as portas estão se fechando, o grupo “nenelzitos” não encontraram até o momento um nome competitivo.

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O Homem de Ferro, do Partido União Brasil (UB), Mauro Mendes, está em ar de brigadeiro e, já está montando os palanques no interior do Estado e cuja movimentação dá a largada na corrida de 2022. A ordem agora é acelerar, sem derrapar. E colocar o máximo possível de gente na aeronave.

“Oposição” muda ou fica estagnada

A “oposição”, se é que temos “oposição”, precisa mudar a agenda que pauta a discussão política. Em comunicação política, não se muda massivamente a forma COMO as pessoas pensam e falam, mas sim SOBRE o que elas pensam e falam.

Na democracia, o papel da “oposição” é claro: fiscalizar a administração e os atos dos governantes, atuar como agente capaz de aperfeiçoar proposições de governo, ser catalisadora das demandas e insatisfações populares e, de certa forma, ajudar o governo a errar menos e administrar melhor, criticando, apontando equívocos e incongruências, destacando as consequências de desacertos e denunciando erros e omissões.

“Oposição” competente contribui para se alcançar o objetivo da ação política. Além disso, deve ser propositiva e apresentar caminhos diferentes dos atuais para garantir maior eficiência do setor público e possibilitar o constante crescimento nacional. A “oposição” no Brasil não segue esses parâmetros. É sempre contra e faz “oposição por oposição”, sem linha definida e sem nenhuma coerência.

Seguindo…, O candidatíssimo a reeleição Mauro Mendes se tornou referência para alguns líderes empresariais, líderes políticos e para a população, porque conseguiu, em meio ao caos da política mato-grossense, emplacar uma agenda conservadora moral. Essa agenda favorece ao centro direita, pois a maioria dos eleitores de Mato Grosso são conservadores nos costumes.

Apesar de divergências com os servidores públicos, a simpatia pelo Homem de Ferro, Mauro Mendes que faz o eleitor se identificar com a sua administração, e não o contrário. E as suas opiniões influenciam como pensam seus eleitores. Ou seja: não é porque o eleitor se diz do centro direita que ele vota em um candidato do centro, mas sim porque, se gosta de um candidato que se diz do centro direita, ele assume para si essa referência política.

Esse fenômeno é coordenado pelos líderes políticos, o que leva a esse quadro de polarização. E o principal pivô de tudo isso é o fato de Mauro Mendes fazer parte do centro direita e, enquanto liderança carismática, conseguiu cativar seus eleitores a assumir também essa posição (centro direita com flerte no liberalismo clássico).

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O Estudo Eleitoral Brasileiro mais recente mostrou que 43% dos eleitores se declaravam de direita em 2018. Em 2014, eram apenas 27%.

A “oposição”, mais uma vez eu digo, se é que temos “oposição”, caiu na armadilha do Homem de Ferro, Mauro Mendes ao tentar enfrenta-lo nesse campo, pois é uma batalha perdida. O governador também ganhou relevância por seu discurso anticorrupção. Campo em que a “oposição” tem dificuldade de discurso, por conta dos desdobramentos das “Operações” do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), Núcleo de Ações de Competência Originárias (Naco), Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Civil (PC), Polícia Federal (PF).

Cá entre nós: uma via moderada tem poucas chances em um cenário como esse.

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Política

Crise eleitoral retira Fábio Garcia da chapa de Otaviano Pivetta

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O Quê: A Desistência de Fábio Garcia

O deputado federal Fábio Paulino Garcia (UB) selou oficialmente a sua desistência de disputar o cargo de vice-governador na chapa majoritária chefiada pelo atual governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Olavo Pivetta (Republicanos).

O recuo estratégico levou o parlamentar a retrincheirar a sua atuação política na busca pela manutenção de seu mandato na Câmara dos Deputados. Como desdobramento imediato da repactuação, foi formalizada a exoneração de Mauro Carvalho do comando da Casa Civil estadual.

Quem: Os Protagonistas da Crise Political

A reviravolta envolve diretamente o governador Otaviano Pivetta e o ex-governador Mauro Mendes (UB), liderança de forte projeção no estado. O anúncio atinge também figuras proeminentes cotadas para recompor a vice-governança, como a deputada federal Gisela Simona (UB), a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Podemos), também conhecida nos bastidores como Alessandra Croco, além do ex-secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, e do presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), Max Joel Russi do Podemos.

Quando: A Cronologia dos Acontecimentos

O desfecho da crise culminou nesta terça-feira (11), após um ápice de tensão registrado no início da semana. A articulação final decorreu de uma reunião de emergência realizada na segunda-feira (10), momento em que o impasse atingiu seu ponto mais crítico no Palácio Paiaguás. O agravamento dos fatos provocou o cancelamento de uma coletiva de imprensa oficial e acelerou a redefinição das candidaturas majoritárias a poucas semanas das convenções e registros definitivos.

Onde: O Epicentro das Articulações

A crise institucional e eleitoral teve como palco central o Palácio Paiaguás, sede do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso. O epicentro da controvérsia estendeu-se até Brasília, onde a deflagração de medidas cautelares pelo Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu a cúpula do governo mato-grossense, ecoando forte influência também no município de Rondonópolis, considerado o segundo maior colégio eleitoral do estado e peça-chave no xadrez político regional.

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Como: O Mecanismo da Ruptura

O racha na aliança histórica consumou-se mediante uma reunião a portas fechadas na qual se pactuou que Otaviano Pivetta terá “mãos livres” para indicar o novo vice, sem a ingerência direta de Mauro Mendes. A decisão seguiu-se à forte pressão exercida por Pivetta, que alegava desgaste reputacional irreversível decorrente de desdobramentos judiciais. A escalada de tensão quase resultou na desistência da própria candidatura do governador, após ameaças de retirada de apoio formal por parte da Federação União Progressista.

Por Quê: A Operação Heritage

O estopim para a ruína da aliança foi a deflagração da Operação Heritage pela Polícia Federal, que apura um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões em um acordo judicial e administrativo firmado entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi. As suspeitas que recaíram sobre alvos centrais do grupo governista minaram a estabilidade do acordo eleitoral original, inviabilizando a manutenção da composição que havia sido desenhada, em primeiro momento, a contragosto de Pivetta.

Qual a Medida Restritiva: O Cerco do STF

O fator determinante para a paralisia da coordenação política foi a imposição de severas medidas cautelares assinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as determinações jurídicas, estabeleceu-se a proibição expressa de qualquer comunicação entre Fábio Garcia, Mauro Mendes e Mauro Carvalho. A impossibilidade legal de contato direto interpelou a continuidade do planejamento de campanha, tornando insustentável a permanência de Garcia na vaga executiva e forçando o seu recuo imediato.

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As Alternativas: O Novo Desenho do Podemos

Diante da vaga em aberto, a opção por Alessandra Ferreira devolve força ao Podemos na chapa majoritária. Casada com o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), Alessandra contaria com o respaldo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Russi. A escolha dela adicionaria densidade eleitoral ao palanque de Pivetta na região Sul de Mato Grosso, reduto político do senador Wellington Fagundes (PL), que desponta como adversário direto na corrida ao Palácio Paiaguás.

O Ponderável: A Cartada do União Brasil

Como alternativa direta a Alessandra, desponta o nome da deputada federal Gisela Simona. Caso a escolha recaia sobre Gisela, o União Brasil preservará o espaço de prestígio na composição majoritária ao lado de Pivetta. Se a opção for por Alessandra Ferreira, o Podemos expandirá consideravelmente a sua participação institucional no grupo governista, mantendo o equilíbrio de forças dentro do arco de alianças da base aliada.

As Consequências: O Futuro da Coligação

A definição final da chapa permanece dependente dos diálogos de última hora travados entre Pivetta e os partidos aliados. O rearranjo traz implicações profundas ao cenário eleitoral mato-grossense: ao mesmo tempo em que tenta estancar o desgaste provocado pelas investigações federais, a base aliada enfrenta o desafio de pacificar feridas expostas e reorganizar suas forças regionais para garantir a competitividade na disputa pelo governo do Estado.

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