OPERAÇÃO HERITAGE EM MT
TCE/MT nega “Chancelamento de Acordo” de R$ 308 Milhões e aponta origem de vazamento sigiloso
O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) negou categoricamente ter concedido qualquer tipo de aval ou “Chancelamento ao Acordo Financeiro” firmado entre o Governo do Estado de Mato Grosso e a operadora de telecomunicações Oi. A transação, cujo montante alcança a marca de R$ 308 milhões, tornou-se o centro das atenções das autoridades fiscalizadoras e do Judiciário após indícios de irregularidades na condução do processo administrativo.
A manifestação oficial do órgão de controle externo surge no contexto da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, e envolve diretamente figuras expressivas do cenário político estadual. Entre os citados nos desdobramentos das investigações estão o candidato à reeleição Mauro Mendes (UB), os conselheiros da corte de contas Guilherme Maluf e Antonio Joaquim, além dos parlamentares estaduais Janaina Riva (MDB), Valdir Barranco (PT) e o candidato ao Senado Pedro Taques (PSB).
A controvérsia ganhou dimensão pública após a deflagração da ação policial, desdobrando-se a partir de representações formuladas nos anos de 2025 e 2026. Os fatos culminaram na circulação recente de peças processuais restritas, situação que acabou por expor divergências institucionais profundas entre a corte de contas e os órgãos de persecução penal encarregados das apurações.
Os acontecimentos e as disputas jurídicas concentram-se no Estado de Mato Grosso, desdobrando-se no âmbito do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e do Ministério Público Estadual (MPE). O caso também possui ramificações diretas nas instâncias federais de investigação sediadas em Brasília, especificamente perante a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por autorizar a intervenção policial.

O imbróglio intensificou-se com a difusão de um documento sigiloso assinado pelo conselheiro Guilherme Maluf, o qual estaria sendo distribuído pela equipe de assessoria do candidato Mauro Mendes sob a justificativa de atestar a regularidade da transação. Contudo, a corte de contas esclareceu que o texto constitui apenas um parecer informativo elaborado com base em elementos apurados em investigação sigilosa do próprio MPE, não configurando aprovação de mérito.
A divergência quanto à interpretação do documento ganhou força devido ao vazamento da peça restrita. Fontes ligadas à alta cúpula do Tribunal de Contas atribuem ao Ministério Público Estadual (MPE) a responsabilidade pela divulgação indevida do parecer, fato que gerou um choque de versões sobre a postura fiscalizadora do tribunal em relação às negociações efetuadas com a concessionária de telefonia.
A apuração rigorosa conduzida pelos órgãos de controle gira em torno da expressiva quantia de R$ 308 milhões, pactuada no termo de negociação entre o Poder Executivo Estadual e a empresa Oi. Este montante passa por auditoria detalhada para verificar a economicidade e a juridicidade dos termos acertados entre as partes envolvidas.

As representações protocoladas e a operação policial visam apurar a absoluta legalidade da destinação dos recursos públicos, assegurar a transparência dos atos da administração e verificar se ocorreram favorecimentos pessoais ou desvio de finalidade na celebração do referido acordo comercial com a iniciativa privada.
O caso provocou forte impacto na corrida eleitoral mato-grossense e relembra o arquivamento, sem exame de mérito, de uma representação inicial protocolada em 2025 pela deputada emedebista Janaina Riva sob a relatoria do conselheiro Antonio Joaquim. Na ocasião, contudo, o tribunal determinou o encaminhamento integral de cópias dos autos tanto ao Ministério Público Estadual (MPE) quanto ao Ministério Público Federal (MPF).
Como desdobramento futuro, tramitam atualmente no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) duas novas representações formalizadas em 2026, de autoria do deputado estadual Valdir Barranco (PT) e do candidato a senador Pedro Taques (PSB). As ações, que subsidiaram a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGE), encontram-se sob a relatoria do conselheiro Guilherme Maluf e aguardam análise técnica minuciosa para posterior julgamento de mérito pelo plenário do órgão.
Destaques
Corrida contra o “Sarampo” mobiliza cidades brasileiras em busca de proteção máxima pela vacinação
Cidades brasileiras intensificam a mobilização para ampliar a vacinação contra o “Sarampo” e interromper rapidamente a circulação de um dos vírus mais contagiosos conhecidos. A estratégia envolve a convocação da população para atualizar a caderneta de vacinação e, nos casos indicados pelas autoridades de saúde, receber a dose de reforço, considerada fundamental para ampliar a proteção individual e coletiva.
A campanha ocorre diante da necessidade de manter elevadas as coberturas vacinais e impedir que o vírus volte a encontrar grandes grupos de pessoas suscetíveis à infecção. O “Sarampo” é transmitido com facilidade pelas vias respiratórias, principalmente quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, o que torna a prevenção por meio da vacinação uma das principais ferramentas para conter a disseminação.
O alerta é direcionado a crianças, adolescentes, adultos e demais pessoas que estejam com o esquema vacinal incompleto, além dos grupos para os quais uma dose adicional seja recomendada pelas autoridades sanitárias. A orientação é conferir a situação vacinal e procurar uma unidade de saúde para receber a proteção necessária, de acordo com a idade e o histórico registrado na caderneta.
A mobilização envolve municípios de diferentes regiões do país, que buscam identificar pessoas não vacinadas ou com doses pendentes e ampliar o alcance das ações de imunização. Além da vacinação de rotina, as estratégias podem incluir campanhas, busca ativa, atendimento em unidades de saúde e ações de orientação à população, especialmente em locais com maior risco de transmissão.
A urgência da iniciativa está relacionada à elevada capacidade de transmissão do “Sarampo“. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para outras pessoas antes mesmo de o diagnóstico ser confirmado, favorecendo a formação de cadeias de contágio. Por isso, a identificação de casos e a vacinação de pessoas suscetíveis precisam ocorrer rapidamente para reduzir a possibilidade de novos registros.

A vacinação também representa uma medida de proteção para toda a comunidade. Quando a cobertura vacinal permanece elevada, diminui a quantidade de pessoas suscetíveis e, consequentemente, as oportunidades de o vírus circular. Esse efeito é particularmente importante para proteger indivíduos que não podem ser vacinados em determinadas situações e dependem, em parte, da proteção coletiva.
As autoridades de saúde reforçam que a população deve evitar adiar a atualização da vacinação. Quem não sabe se recebeu todas as doses previstas deve procurar um serviço de saúde para verificar o histórico vacinal e receber orientação profissional. A conferência da caderneta permite identificar eventuais pendências e definir a conduta adequada para cada pessoa.
A convocação ganha importância porque o sarampo não é uma doença restrita a determinados grupos ou regiões. Com a circulação de pessoas entre cidades, estados e países, casos importados podem provocar novos focos de transmissão quando encontram comunidades com baixa cobertura vacinal. A manutenção da vigilância e da imunização, portanto, é essencial para impedir que pequenos focos se transformem em surtos.

A corrida contra o vírus depende, sobretudo, da participação da população. Cada pessoa que completa o esquema recomendado contribui para reduzir a circulação do “Sarampo“ e dificulta a propagação da doença. A recomendação das autoridades é que os brasileiros não esperem o surgimento de novos casos para verificar a situação vacinal, mas procurem antecipadamente os serviços de saúde.
Com a convocação para a vacinação e, quando indicada, para a dose de reforço, municípios brasileiros buscam acelerar a formação de uma barreira contra o “Sarampo“. A estratégia combina prevenção, vigilância e resposta rápida, com um objetivo central: interromper a transmissão do vírus antes que novos casos ampliem a cadeia de contágio e coloquem em risco pessoas ainda desprotegidas.
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