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Política

Maggi diz que Brasil recuperou a imagem após episódio da Carne Fraca

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Durante evento do agronegócio no interior de São Paulo, o senador por Mato Grosso e ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, afirmou que o Brasil já superou o “desastroso” escândalo da Carne Fraca, desencadeado pela Polícia Militar, junto as autoridades do mundo todo.

Maggi, considera que o país conseguiu recuperar sua imagem de bom produtor em relação a representantes de outros países. Ele defende a seriedade do segmento comandado por frigoríficos, apesar do reforço da fiscalização por parte de outras nações ao produto brasileiro e de dúvidas sobre o comportamento de distribuidores e consumidores em geral.

Vencemos uma etapa importante que é a etapa da relação governamental, quer dizer, de os países reconhecerem aquilo que nós fizemos como uma coisa correta, uma coisa séria e aceitável no mercado. Isso é um ponto que para mim já está resolvido”, disse Maggi na abertura da 24ª Agrishow, feira de agronegócio que começou nesta segunda-feira (1) em Ribeirão Preto (SP).

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Deflagrada em 17 de março, a Operação Carne Fraca levantou suspeitas sobre corrupção de fiscais agropecuários e venda de carne estragada de frigoríficos. A divulgação gerou restrições à importação da carne brasileira por parte de alguns países, mas, segundo relatório do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as exportações do produto nacional subiram 9% em março.

Maggi destaca que, desde que a operação foi realizada, o governo federal rastreou e fiscalizou os 21 frigoríficos, além de ampliar o acompanhamento de outras empresas não citadas nas investigações.

Encontramos alguns problemas, alguns foram interditados, outros já foram reabilitados. Estamos permanentemente com ações nessas áreas, não só nos frigoríficos que foram ali citados, mas nos demais”, diz.

Ele cita a responsabilidade das pessoas em geral na fiscalização da qualidade do produto brasileiro, sobretudo depois que este deixa os frigoríficos e vai para as prateleiras dos supermercados.

Eu não quero transferir responsabilidade para ele, mas eles também têm uma grande responsabilidade de nos ajudar. Uma coisa é criar o animal, trazê-lo para o abate, abater com toda técnica, com todo conhecimento, com todo respeito à legislação, com toda sanidade, embalar isso, congelar e mandar pro consumidor. Quando sai do frigorífico, sai da responsabilidade, dos olhos dos fiscais do ministério da Agricultura, começam a entra outros agentes fiscais, de saúde, Anvisa, e aí vem o consumidor”, afirma.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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