DE PORTAS ABERTAS PARA STOPA
Mauro anuncia R$ 1 bilhão em obras para Cuiabá e confirma boa relação com Stopa
“Fazer parceria com alguma prefeitura e repassar a ela dinheiro, tem que ter confiança no gestor, tem que ter confiança na seriedade desse gestor para aplicar corretamente o dinheiro que lhe será entregue. Até hoje, de tudo que eu conheço, não tenho motivo para desconfiar”.
“Conversei com o Pivetta sobre isso quando me afastei e ele conduziu brilhantemente, como era de se esperar. Ele conversou com o Stopa e vamos continuar conversando com ele“.
Esta foi a afirmação do Democrata (DEM) Mauro Mendes Ferreira dizendo que pretende manter as portas abertas do Palácio Paiaguás para José Roberto Stopa (PV), que assumiu o Palácio Alencastro no dia 19 de outubro, após afastamento judicial de Emanuel Pinheiro (MDB), e hoje esta no comando da Prefeitura de Cuiabá. Stopa chegou a se reunir duas vezes com o vice-governador Otaviano Olavo Pivetta enquanto o governador Mauro Mendes esteve em agenda no exterior, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudança Climáticas, na COP-26, na Escócia.

Mauro Mendes ressaltou que sempre teve um bom diálogo com o atual Prefeito de Cuiaba, José Roberto Stopa e lembrou que o prefeito interino foi secretário de Serviços Urbanos de Cuiabá, durante a gestão de Mauro Mendes na Prefeitura da Capital.
“O Stopa foi meu secretário na Prefeitura, tenho um bom relacionamento com ele, e eu não tenho nenhum problema com Stopa”.
O chefe do Executivo Estadual disse ainda não tem uma agendado nenhuma reunião marcada com o prefeito interino da Capital, que agora está priorizando as agendas internas, mas afirmou que vai dar preferência para o chefe do Executivo Municipal José Roberto Stopa.
O governador Mauro Mendes garantiu que independente da aproximação com a Prefeitura de Cuiabá, o Governo do Estado já vinha fazendo grandes investimentos em Cuiabá, e que as obras do Estado executadas já somam mais de R$ 1 bilhão.
“O Governo está fazendo importantes investimentos em Cuiabá. Só agora, vai receber mais de R$ 1 bilhão de reais em obras que estão em andamento, eu cito aqui duas que passam de R$ 500 milhões. Rodoanel, R$ 205 milhões, no Hospital Central, R$ 100 milhões, no Júlio Müller, R$ 205 milhões. Em 3 obras aqui na Capital, são R$ 500 milhões de investimento. E daí, se nós somarmos a elas o VLT, que agora é o BRT, e deve estar saindo aí do forno a licitação”, comentou.
Sem citar nomes, o governador mandou um recado para os gestores sobre investimentos do Governo do Estado nas Prefeituras Municipais. Mendes, que tem como desafeto político o prefeito afastado, o emedebista Emanuel Pinheiro, afirmou que os repasses são feitos baseados na segurança que o chefe do Executivo Estadual tem nos gestores municipais, sobretudo quanto à seriedade destes últimos.
“Fazer parceria com alguma prefeitura e repassar para ela dinheiro tem que ter confiança no gestor. Tem que ter confiança na seriedade desse gestor para aplicar corretamente o dinheiro que lhe será entregue“.
Mauro Mendes também foi questionado se a permanência do prefeito interino José Roberto Stopa do Partido Verde (PV) facilita a melhor interlocução política com a Prefeitura de Cuiabá, o Democrata (DEM) preferiu não causar mais polêmica ainda.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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