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ELEIÇÕES DE 2022

“Marcia irá trabalhar para construir casas populares reduzindo o déficit habitacional em MT”

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O coordenador-geral de campanha da candidata Marcia Aparecida Kuhn Pinheiro, do Partido Verde (PV), candidata ao Governo do Estado, do grupo de “oposição”, na Coligação “Para Cuidar das Pessoas” da “Federação Brasil da Esperança“ composta de PT, PCdoB e PV, o prefeito cuiabano licenciado, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que ao contrário do atual governador do Estado, Mauro Mendes Ferreira (UB), Marcia irá trabalhar para construir casas populares para Mato Grosso, reduzindo o déficit habitacional que aflige mais de 40 mil famílias.

Emanuel diz que o governador tem falado que entregou mais de duas mil casas populares aos moradores de Várzea Grande, o que não é verdade, e que ele tem usado a falsa informação para se beneficiar durante campanha eleitoral.

“O atual governo não faz política, ele faz negócios, eu já denunciei alguns, já denunciei a respeito do BRT, o porquê quer mudar, e denunciei alguns pedágios também. Isso eu fiz para mostrar pra população que esse Governo não pensa na população, só pensa nele, na sociedade deles, no que eles vão fazer para se dar bem com tal investimento, e ficam mentindo para as pessoas.O Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), é para a manutenção de vias pavimentadas e não pavimentadas, bem como para a habitação, e é por isso que tem ‘Hab’ no final. Só que não foi feita nenhuma casa popular, com os bilhões do Fethab. E agora diz que fez 2 mil casas?”, indagou.

Conforme o coordenador-geral de campanha, Emanuel Pinheiro, Marcia irá trabalhar na direção oposta, o que significa construir novas casas populares em Mato Grosso, bem como ampliar os investimentos do Fethab também para setor da Agricultura Familiar.

“Com relação a habitação, Marcia já falou que o que não foi feito durante esses quatro anos, ela vai fazer em sua gestão. Vai utilizar o recurso do Fethab para o que realmente foi feito para ser usado. Já é uma demanda que ela me falou ter ouvido durante as visitas ao interior do Estado, que as pessoas ouviram promessas de casas, que iam conseguir sair do aluguel, mas que isso não aconteceu. Como que um Governo pode dizer que está no azul, com bilhões em conta e deixa as pessoas passando por esse tipo de situação? Sem contar a fome que vem assolando parte da população, enquanto Mauro trabalha para agradar os ricos”, criticou.

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Política

Flávia Moretti desafia crise no PL, mantém filiação e consolida apoio a Pivetta

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A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta quinta-feira (24) que não pretende deixar voluntariamente o Partido Liberal (PL), apesar do conflito com a direção estadual da legenda provocado por seu apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição em Mato Grosso. Durante um ato político da campanha do republicano, a Prefeita da Cidade Industrial declarou que permanecerá filiada ao PL e que somente deixará a sigla caso seja expulsa. A manifestação ocorreu em meio ao avanço de sua aproximação pública com Pivetta.

A posição de Flávia Moretti ocorre após ela contrariar a orientação política de seu próprio partido e declarar apoio a Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso. O PL lançou o Senador Wellington Fagundes como candidato ao Palácio Paiaguás, o que colocou a prefeita várzea-grandense em uma situação de divergência com a direção estadual da legenda. O episódio ampliou o debate sobre a permanência de lideranças municipais do partido que decidiram apoiar uma candidatura adversária.

Apesar do desgaste partidário, Flávia voltou a demonstrar publicamente sua proximidade com Pivetta durante o evento realizado em Cuiabá. A prefeita participou da mobilização eleitoral e foi registrada dançando ao som do jingle “Bora Pivetar”, gesto que reforçou visualmente seu alinhamento com a campanha do governador. A participação ocorreu mesmo com sua permanência formal no PL e com Wellington Fagundes concorrendo ao Governo pelo mesmo partido.

Questionado sobre a situação partidária da prefeita, Pivetta evitou tratar de um eventual convite para que ela se filie ao Republicanos. O governador destacou a relação administrativa entre o Estado e o Município de Várzea Grande e afirmou, segundo relatos publicados sobre o episódio, que Flávia não precisaria discutir uma eventual mudança partidária neste momento. A declaração deslocou o foco da disputa interna do PL para a parceria entre as duas administrações.

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A aproximação entre Flávia e Pivetta também está relacionada a demandas consideradas prioritárias para Várzea Grande. Entre elas está o abastecimento de água, tema que passou a integrar uma atuação conjunta entre o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura Municipal. A própria prefeita já havia associado seu apoio político ao governador ao auxílio recebido pelo município para enfrentar problemas estruturais, especialmente aqueles relacionados ao fornecimento de água.

A crise entre Flávia e o PL Estadual não começou com o ato desta quinta-feira. Nos dias anteriores, a prefeita havia admitido que recebeu convites de diferentes partidos, inclusive do Republicanos, mas também afirmou que sua eventual saída da legenda ainda estava em avaliação. A mudança de postura apresentada agora indica que, ao menos neste momento, sua intenção é permanecer formalmente no PL, mesmo mantendo o apoio eleitoral a Pivetta.

O conflito ganhou dimensão maior depois que a Direção Estadual do PL anunciou procedimentos internos para analisar a situação de prefeitos que declararam apoio a Pivetta. Flávia está entre os gestores que passaram a integrar o grupo de prefeitos ligados ao PL que apoiam o governador, ao lado de outros administradores municipais que também se afastaram da orientação eleitoral da legenda. A possibilidade de medidas disciplinares passou, desde então, a fazer parte da discussão política.

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A situação também evidencia uma divergência entre a orientação partidária e as prioridades defendidas por algumas administrações municipais. Enquanto a direção do PL sustenta a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo, prefeitos filiados à legenda têm manifestado apoio a Pivetta, justificando suas escolhas, em diferentes momentos, por questões relacionadas às necessidades de seus municípios. Wellington, por sua vez, afirmou anteriormente não defender a expulsão de prefeitos que optaram por apoiar o adversário.

No caso específico de Várzea Grande, a questão do abastecimento de água ganhou peso na aproximação entre a Prefeitura e o Governo do Estado. A cooperação administrativa passou a ser apresentada como um dos elementos que explicam a posição política de Flávia. Em paralelo, a disputa eleitoral transformou a relação institucional entre Estado e Município em um dos pontos de destaque do embate político que envolve Pivetta, Wellington e diferentes lideranças do PL em Mato Grosso.

Com a declaração desta quinta-feira, Flávia Moretti mantém, portanto, uma posição política definida em favor de Otaviano Pivetta, mas continua oficialmente filiada ao PL. A prefeita não anunciou desfiliação e afirmou que não pretende deixar a legenda por iniciativa própria. O cenário mantém aberta a possibilidade de novos desdobramentos entre a gestora, a direção estadual do partido e o grupo político do governador, enquanto a campanha eleitoral avança em Mato Grosso.

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