Política
Exatos 1 ano na pasta da SEMA, André Baby é preso acusado de envolvimento em fraudes
A “Operação Polygonum” foi criada a partir de uma investigação que apura esquema no sistema de regularização e monitoramento de propriedades rurais e instrumentalizados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que conta com apoio do Ministério Publico Estadual (MPE), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Diversas formas de fraudes foram apuradas nas investigações, sendo uma delas por deslocamento de polígonos. Essa modalidade, o engenheiro contratado pelo proprietário, apresenta informações falsas para o órgão ambiental, deslocando a localização do imóvel rural desmatado para local onde há cobertura florestal, e todo esse procedimento é feito no sistema da Sema e a área se mostra com aparência de legalidade que depois é aprovado pelo órgão ambiental, cooptado, aprova o cadastro.
Estando tudo regular é possível expedir a Autorização Provisória de Funcionamento (APF), indicando total regularidade ambiental.
Nesta terça-feira (18) após ser notificado por policiais da Delegacia de Meio Ambiente (Dema), foi preso pela Polícia Civil, em Cuiabá, O secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, André Luiz Torres Baby, dentro da sua sala na Secretaria de Meio Ambiente (Sema) de Mato Grosso.
André Luiz Baby é servidor de carreira e engenheiro florestal, e completou nesta quarta-feira (19) um ano no cargo, Baby foi nomeado pelo governador José Pedro Taques (PSDB) para ocupar o lugar do então vice-governador Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSDB).
Carlos Henrique Baqueta Fávaro assumiu interinamente o comando da Sema em março de 2016, quando a promotora de Justiça Ana Luíza Ávila Peterlini deixou a pasta por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu membros do Ministério Público de ocupar cargos no Poder Executivo.
André Luiz Torres Baby teve sua prisão decretada pelo desembargador Orlando de Almeida Perri do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) há uma semana, desde a deflagração da quarta fase da “Operação Polygonum”. Outras 20 pessoas foram presas durante as três fases da operação, e nesta quarta, André Luiz Torres Baby seria encaminhado para exames de corpo delito.
As investigações da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) apontam que o secretario de Meio Ambiente, André Baby teria participação em fraudes no sistema de regularização e monitoramento de propriedades rurais e instrumentalizados no Cadastro Ambiental Rural.
Já foram presas por envolvimento no mesmo esquema:
– João Dias – ex-superintendente de Regularização e Monitoramento Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema)
– Alan Richard Falcão Dias – ex-assessores técnicos
– Guilherme Augusto – ex-analista da Secretaria de Meio Ambiente
– Hiago Silva de Queluz
– Bruno César Caldas.
Na manhã desta quarta-feira (19) André Luis Torres Baby seguiu para prestar depoimento na sede da Polinter.
O Cadastro Ambiental Rural é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente, das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito (pantanais e planícies pantaneiras) e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país.
O Cadastro Ambiental Rural é uma base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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