Política
Eleição de 2016 é sim antecipação para 2018
Com a Eleição Municipal para preferito de Cuiabá que chegou ao fim, alguns planos para 2018 começam a surgir na esteira do resultado das urnas. Nos bastidores, alguns membros do PSB, por exemplo, apontam a posição que o atual prefeito cuiabano Mauro Mendes (PSB) alcançou na corrida Eleitoral de 2016 como semente de uma possível candidatura ao Governo do Estado, em 2018.
Já alguns acreditam que ele estaria de olho na vaga de Senado Federal, juntamente com nomes de peso em 2018. Há um grande clamor dos chamados “socialistas históricos” nesse sentido. O projeto, na visão de alguns, fortaleceria os “os históricos”, nomes da legenda que não estariam satisfeitos com o que definem como o “Novo PSB”.
Segundo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), este ano de 2016 nas Eleições Municipais em Cuiabá, é uma antecipação da disputa Eleitoral de 2018, para o Governo do Estado.
Para o deputado estadual do PSDB, os olhos agora estão todos eles voltados para os dois candidatos que fizeram presentes na final da Eleição de 2016, o deputado Emanuel Pinheiro (PMDB) da Coligação “Um Novo Prefeito para Uma Nova Cuiabá” e o tucano Wilson Santos (PSDB) da COLIGAÇÃO “DANTE DE OLIVEIRA”, e tudo esta indicando que os dois poderão se encontrar em 2018. Avaliou o parlamentar tucano deputado estadual Guilherme Maluf.
“Estamos fazendo quase uma antecipação da disputa para 2018. Estamos todos empenhados em fazer a eleição do Wilson, com chances reais agora. As pesquisas demonstram isso. Existe um grupo de oposição ao Pedro Taques e esse grupo está se formando em volta do Emanuel Pinheiro como candidato. Ou seja, tomar Cuiabá para depois tomar o estado”.
Para o tucano Maluf, eles acreditam que o governador Pedro Taques seja um dos nomes que talvez pudesse vir a sair na disputa eleitoral na reeleição, mas a quem diga que ele não estaria com pretensões de colocar seu nome para aprovação popular novamente em 2018, porém, há fatores que podem tornar o caminho mais difícil para o PSDB.
“É natural que ele tente a reeleição, mas ele sabe que existem alguns fatores que dificultam a reeleição dele. Teve um desgaste aí com o servidor público, a crise que está muito forte no país e em Mato Grosso. Tudo isso acaba afetando a sua administração. Então temos muita coisa a fazer ainda”.
Sobre as Eleições de 2016 em Cuiabá, o parlamentar afirmou que todos no grupo estão muito satisfeito com o grande desempenho que o deputado Wilson Santos teve nesta Eleição de 2016, e acabou sendo melhor que o esperado, “o nosso partido não estava preparado para uma disputa eleitoral, e Wilson assumiu uma candidatura a prefeito às pressas, foi convocado após o prefeito Mauro Mendes (PSDB) por problemas particulares e familiares desistiu de concorrer à reeleição, um dia antes do fim do prazo”. Disse.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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