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Política

Valtenir ignora crítica e avisa que como presidente Regional do PSB vai conversar com todos

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Enquanto praticamente toda a bancada federal e estadual do PSB não consegue se conformar com a decisão da executiva nacional que colocou na presidência do partido em Mato Grosso, o deputado federal Valtenir Pereira que para se filiar na sigla deixou o PMDB, Valtenir se mostra tranquilo com a situação, evita polêmicas e afirma que vai conversar isoladamente com cada um. O novo dirigente ainda afirma que quer buscar uma conciliação, evitar o confronto. Ele aposta nas conversas individuais.

Vou conversar com todos eles. Individualmente. Conversando com um, conversando com outro”, disse Valtenir, que pretende iniciar o diálogo com o ex-presidente da sigla, deputado federal Fabio Garcia, passando depois com o ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), o deputado federal Adilton Sachetti (PSB), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), do secretário de Estado de Assistência Social, Max Russi, e dos deputados estaduais Oscar Bezerra, Mauro Savi e Adriano Silva.

Estou voltando para minha casa, mas para uma casa nova. Por isso o diálogo dentro do partido vai ser a nossa tônica. Conversar com todos. Dialogar, ver quais são os interesses que cada liderança tem, ver como a gente pode ajudar na convergência desses interesses. Minha luta, minha vida partidária no PSB, por onde eu passei, foi sempre construir. Um exemplo o nosso prefeito de Cuiabá. Fiz o prefeito em 2012, fiz o prefeito em 2016, tudo processo de construção”, ponderou.

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Valtenir Pereira deixou o PMDB, filiou-se ao PSB e assumiu o comando do partido no dia 15 de junho, a convite do presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, após a dissolução do diretório estadual, que era comandado por Fabio e seu grupo. Essa, não será a primeira vez que Pereira enfrentará essa resistência.

Valtenir Pereira, no entanto, não esconde que seu objetivo no retorno ao partido é levar a sigla mais para o lado social, que é sua origem, ficando mais perto da população e não descarta que nesta volta a possibilidade de colocar o PSB na oposição a Pedro Taques é, sim, grande.

Voltei para fazer um reposicionamento na política local e nacional. Dar uma reposicionada inclusive da minha atuação parlamentar. No PSB a gente vai ter a possibilidade de estar mais próximo do que a gente defende. Eu que sou defensor público, forjado nas bases. Fui professor acadêmico. Muito próximo dessa linha fica o PSB”, disse, sem explicar o reposicionamento, no entanto.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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