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Política

“É desumano, não temos folga, e a sobrecarga de trabalho é grande”

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O “excesso de trabalho” se tornou a marca registrada de muitas pessoas. Assumimos que trabalhar é algo louvável, o que é verdade, mas não quando se permite que o ambiente de trabalho invada toda a vida. Se isso acontece, a existência vai se empobrecendo gradualmente.

As pessoas caem no “excesso de trabalho” por diferentes razões. Talvez a renda de um único emprego possa não ser suficiente e seja necessário buscar outros trabalhos. Outras vezes o que há é uma paixão desmedida pelo trabalho, ou pelo sucesso que se pode alcançar.

O “excesso de trabalho” foi a tônica dos delegados da Polícia Judiciaria Civil de Mato Grosso, segundo eles, a jornada dupla ou até tripla, escassez de pessoal e de material, entre outras questões, compõem o rol de dificuldades que vem sendo enfrentadas por eles. E a solução conforme os delegados seria o aumento no quadro de pessoal para que se reverta a situação.

A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepo), Maria Alice Barros Amorim, defende o aumento no efetivo. E ela vai apresentar ao governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) e ao secretário de Segurança Publica do Estado de Mato Grosso, Alexandre Bustamante, como primeira reivindicação, a convocação de pelo menos 40 profissionais do quadro de reserva do último concurso, realizado em 2017.

É crucial isso a convocação do cadastro de reserva, pois os delegados reportaram as dificuldades que estão enfrentando no interior e na Região Metropolitana de Cuiabá”.

Maria Alice Amorim revela que os problemas são graves tanto no interior quando nos maiores centros urbanos, como a grande Cuiabá.

Os delegados enfrentam muitas dificuldades, como a sobrecarga de trabalho. Sem folgas noturnas ou nos finais de semana. Geralmente, se acumula várias unidades policiais. Não tem condições físicas de estar presente em todos os procedimentos investigativos”.

Bastante critica, Maria Alice diz que a sobrecarga é considerada mais grave, porque provoca o desgaste físico e mental do delegado, já que sua atividade é marcada por tensão.

Realmente a situação grave é a sobrecarga de jornada, para atender à demanda absurda do dia-a-dia. Quase não tem folga! Sem contar que mais de 70% sempre trabalham nas madrugadas, o que é desumano”.

Na ativa da Policia Judiciaria Civil, existem hoje 55 em Cuiabá. Outros 160 delgados estão distribuídos nos municípios de Mato Grosso. Para amenizar o problema, seriam necessários no mínimo 60 ou 70 novos profissionais, mas o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil entende que a convocação de 40 já seria uma demonstração de boa vontade do governo Mauro Mendes.

E vamos cobrar nomeação ao menos de parte dos delegados que estão no cadastro de reserva do último concurso, pois a concessão de folgas depende disso. Ou indenização! Porque o delegado está trabalhando com dupla ou tripla jornada. Impossível suportar isso por mais tempo”.

O delegado Mário Demerval de Resende, diretor geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, considerou justas as cobranças da sindicalista. Ele observou, porém, que não existem recursos, no momento, mas cobrou um comportamento inteligente da direção do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil.

Estamos em busca de recursos alternativos. Tem dado certo. Temos procurado gerenciar a parte operacional. O governo está fazendo alguns ajustes. E o sindicato tem razão em estar vigilante para que os filiados não sejam preteridos nem prejudicados. Sindicado deve ter comportamento adulto e inteligente”.

Todos nós dependemos da Polícia Civil. Sustentamos nossas famílias daqui. No momento de crise deve-se analisar o que é possível fazer. E a delegada Maria Alice Amorim sabe muito bem o que é possível na esfera administrativa”.

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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