SEM AFINIDADE POLITICA NO GRUPO
Vereadores do PV devem adotar uma posição neutra durante o processo eleitoral
Recentemente, o José Roberto Stopa (PV), vice-prefeito de Cuiabá, confirmou apoio à pré-candidatura do médico e deputado estadual Lúdio Cabral (PT), ao anunciar seu recuo da disputa eleitoral deste ano. Stopa reafirmou que a escolha pelo nome de Lúdio Cabral como consenso entre os partidos da Federação Brasil da Esperança que compõe o PT, PV e PCdoB, sem que ficasse qualquer tipo de mágoa.
Com o recuo e o apoio declarado à pré-candidatura de Lúdio, Stopa agora deveria se dedicar à coordenação política para formar as chapas de vereadores do PV e do PSD, com aval do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD), e descartou qualquer possibilidade de mágoa e que tenha recuado por pressão política.
No fim de maio, quando Lúdio Cabral foi anunciado como o cabeça de chapa do grupo, Roberto Stopa se pronunciou sobre o recuo e explicou que cedeu após uma reflexão com a executiva do PV. Porém, não declarou que iria pedir votos a Lúdio Cabral.

Oposição ao PV na Federação
Mas….dentro do grupo da Federação Brasil da Esperança, com o PT, PV e PCdoB, existe ainda uma resistência com relação a participação do Partido Verde (PV), em apoio ao candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), o deputado estadual Ludio Cabral.
Robinson Cireia, do Partido dos Trabalhadores (PT), já avisou ser contrário a participação do Partido Verde (PV) em fazer parte da Federação Brasil da Esperança ao lado do PT e o PCdoB. Um dos motivos seria a participação de José Roberto Stopa na administração Emanuel Pinheiro (MDB), na Prefeitura de Cuiabá como vice-prefeito e secretário municipal. Cireia disse que não quer conviver com essa contradição.
Logo após a oficialização do deputado estadual como pré-candidato da Federação Brasil da Esperança, Ludio Cabral disse que sua campanha será de “oposição” a administração Emanuel Pinheiro. E para Robinson Cireia, essa contradição do Partido Verde com Roberto Stopa vai ser mostrada durante a campanha quando Ludio Cabral começar a apresentar suas propostas e críticas a Emanuel Pinheiro.
“Se você não estiver do lado das críticas de Ludio Cabral durante a campanha, então de que lado ele vai estar?“.
O que vai acontecer? Difícil de prever. Mas o ideal seria deixarmos as paixões extremas de lado no futuro, pois o nosso destino parece ser o de lidar com as desavenças típicas de uma polarização em 2024.
Climão começa a ficar pesado
O presidente estadual do Partido Verde (PV) e vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa, apontou dificuldades, neste momento, do partido com relação ao apoio ao pré-candidato a prefeito, Lúdio Cabral (PT). E os vereadores da legenda manifestaram insatisfações dentro do grupo da Federação Brasil da Esperança.
“Estamos revisando nossa posição, pois, apesar de sermos parte da federação, precisamos encontrar uma forma de conviver pacificamente. E o Partido Verde não está contente com o tratamento recebido de algumas lideranças do PT”, disse Stopa.
José Roberto Stopa revelou que o Partido dos Trabalhadores (PT) demonstra resistência à presença do Partido Verde (PV) no palanque eleitoral.
“Alguns setores do PT consideram o PV um peso. Ainda é cedo para tomarmos uma decisão definitiva. Vamos buscar pacificar essa situação”, apontou.
Apesar da “Crise Verde“, os vereadores do PV devem adotar uma posição neutra durante o processo eleitoral. Contudo, diante da decisão optaram por não se envolver diretamente na disputa majoritária. Roberto Stopa afirmou que concentrará seus esforços em apoiar as candidaturas proporcionais da Federação Brasil da Esperança e do PSD.
Falta dialogo no grupo
O vereador pelo Partido Verde (PV), Marcos Brito, descartou a possibilidade em apoiar o candidato do PT, citando a falta de diálogo e interesse demonstrados por Lúdio Cabral em relação aos vereadores e pré-candidatos do PV.
“Não posso falar em nome do partido, pois o presidente municipal é o vereador Mário Nadaf. Falo por mim mesmo. Não há afinidade com o deputado. Ele não nos procurou nem demonstrou interesse em nossos projetos, o que torna difícil obter nosso apoio. Estou considerando outras opções”, revelou.
Lúdio Cabral, por sua vez, durante o lançamento de sua pré-candidatura, defendeu a liberdade de opinião e expressão, rejeitando qualquer imposição partidária:
“Jamais imporemos nossa vontade. Defendemos a liberdade de pensamento e expressão, somos contra qualquer forma de censura. A decisão de apoiar um projeto político deve ser livre e consciente. De forma alguma haverá imposição, nós defendemos a liberdade de opinião”.
Os vereadores do PV, antes da definição de Lúdio Cabral, já demonstravam uma maior aproximação com o pré-candidato do União Brasil (UB), deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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