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Política

Blairo e Eder vão depor na Justiça Federal em ação penal por superfaturamento

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O ex-governador e atual senador de Mato Grosso Blairo Maggi (PR) e o ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso Eder Moraes foram intimados a prestar depoimento à Justiça Federal sobre o superfaturamento de R$ 44 milhões na compra de maquinários para o programa "MT 100% integrado". O suposto esquema aconteceu durante o segundo mandato de Maggi, porém só foi denunciado em 2010.

blairoederA meta do programa era destinar caminhões e outras máquinas pesadas para municípios do interior trabalhar na recuperação de estradas e obras dentro da cidade, porém o Ministério Público Federal (MPF) descobriu superfaturamento na compra dos veículos. Além de Eder e Maggi, outros 11 réus estão na lista da ação penal que tramita na 7ª Vara Criminal de Cuiabá
 
As audiências devem acontecer em cinco dias (de 23 a 27 de março). O primeiro a prestar depoimento presencial é Eder Moraes. Blairo Maggi, por estar em trabalho constante em Brasília, tem a prerrogativa de depor à distância. Uma série de testemunhas também devem ser ouvidas no caso, inclusive prefeitos de municípios do interior. 

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Em uma ação civil pública, Blairo e Éder chegaram a figurar como réus,  já que, à época, eles ocupavam cargo de governador e de secretário de Fazenda, respectivamente, mas foram absolvidos pela Justiça Federal em março do ano passado. O ex-juiz Julier Sebastião proferiu a decisão favorável a ambos.

Entre os 13 réus dessa ação penal, estão os ex-secretários de Administração e de Infraestrutura do Estado, Geraldo De Vitto e Vilceu Marchetti, que foi assassinado no ano passado, em uma fazenda na região do Pantanal. Eles e as empresas já foram condenados pela Justiça Federal em Mato Grosso.

Na decisão do ano passado, o então juiz Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal, determinou que De Vitto e Marchetti pagassem R$ 10 mil e suspendeu os direitos políticos pelo período de cinco anos. Já as empresas que participaram da licitação para a venda dos veículos foram condenadas a devolver o dinheiro desviado dos cofres públicos, mas recorreram da decisão.

A ação penal começou a tramitar em 2013, após a denúncia do MPE ser aceita pela Justiça para que os acusados de envolvimento pudessem ser responsabilizados criminalmente pelo caso que ficou conhecido como 'Escândalo dos Maquinários'.

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Por determinação da Justiça Federal, uma perícia foi realizada por engenheiros do Departamento de Agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a qual apontou o sobre preço nos 705 conjuntos de caminhões e máquinas agrícolas adquiridos pelo governo em 2008 e que só foram entregues aos consórcios rodoviários em 2010. Os veículos foram adquiridos por R$ 241 milhões. – (Max Aguiar)

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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