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Política

Dr. Arilson Arruda possui documentos que podem comprovar a legitimidade da sua posse

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O vice-prefeito informou está tudo dentro da legalidade e que não passa de um mal entendido.

Dr.ArilsonApós denúncia de supostas irregularidades envolvendo o nome do vice-prefeito de Várzea Grande, Dr. Arilson Arruda (sem partido) que não teria se desligado das suas empresas para assumir o cargo no executivo municipal, que gerou muita polêmica na Câmara Municipal de Várzea Grande, criando até uma Comissão de Investigação, o vice-prefeito já informou que possui toda documentação provando a legitimidade da sua posse.
 
A sessão semanal da Câmara Municipal de Várzea Grande, que há muito tempo estava sendo realizada sem grandes combates foi bem agitada. Quando a possibilidade de afastamento do vice-prefeito Dr. Arilson foi cogitada na cidade, e os ânimos se alteraram no município.
 
Dr. Arilson Arruda afirmou que está tudo dentro da normalidade e apresentou documentos que já foram entregues ao líder da prefeita na Câmara, vereador
Claido Celestino Batista (PROS)
(Ferrinho), para que detalhes sejam esclarecidos, entre os documentos está a Escritura Pública de Declaração, informando que o vice-prefeito estaria tomando todas as providências cabíveis para se desligar da administração das empresas que possuía sociedade.
 
"Eu era sócio de três empresas, entre elas tem uma que possui vários membros, desta forma eu procurei protocolar o meu desligamento de todas as empresas dentro do período estipulado por lei, assim fico tranquilo e vejo que tudo não vai passar de um mal entendido", explicou o vice-prefeito.
 
Por outro lado, os vereadores que nitidamente estão sendo liderando pelo parlamentar Pedro Paulo Tolares, (PSD) o Pedrinho, aprovaram a criação de uma Comissão Processante de Investigação, com 10 votos favoráveis, oito contra e duas abstenções, acatando a denúncia realizada contra o vice-prefeito.
 
A Comissão vai ser presidida pelo vereador Maninho de Barros (PSD), como relator ficou o vereador Dr. Waldir Bento (PMDB) e a vereadora Miriam Pinheiro (PHS) como membro.
 
Segundo informações da Câmara Municipal de Várzea Grande, a denúncia foi realizada por Cícero Souza Dantas, e a suposta irregularidade estaria infringindo o artigo 71 da Lei Orgânica do Município, pedindo a extinção do cargo de vice-prefeito do município. Desta forma, o vice-prefeito deverá ser notificado nos próximos dias para comparecer e prestar esclarecimentos na Câmara Municipal.

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Dr.arilson-documentos

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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