Política
Cuiabá e Várzea Grande aderem ao Consorcio Público Intermunicipal de Saúde como solução para medicamentos e equipamentos mais baratos
CONSÓRCIO PÚBLICO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE PODE SOLUCIONAR UM DOS MAIORES GARGALOS DO SETOR NO QUE TANGE A AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS E MEDICAMENTOS PARA ATENDER A DEMAMNDA.
Considerado como um dos mais crônicos e graves problemas da saúde pública em todo o Brasil, a aquisição de remédios e equipamentos pode estar com seus dias contados.
Isto por causa da formalização do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde entre as cidades de Mato Grosso com a participação do Governo do Estado, Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT) sob o comando do Ministério Público de Mato Grosso.
A proposta do procurador geral de Justiça, Mauro Curvo que se baseia em experiências concretas como a do Estado do Paraná, poderá representar uma redução entre 30% até 50% no custo dos medicamentos adquiridos pelo Consórcio Público Intermunicipal de Saúde além da redução dos valores dos equipamentos destinados a saúde pública, sendo que nestes casos a variação é conforme o aparelho ou equipamento a ser adquirido.
Dos 141 municípios, 76 já aderiram ao Consórcio Público Intermunicipal de Saúde sendo agora a vez de Cuiabá e Várzea Grande, os dois maiores municípios de Mato Grosso e que movimentam uma média R$ 65 milhões ano apenas em medicamentos.
Participaram da Assinatura do Termo de Adesão ao Consórcio Público Intermunicipal de Saúde, além do procurador chefe do Ministério Público, Mauro Curvo, os prefeitos Emanuel Pinheiro (PMDB) de Cuiabá, Lucimar Sacre de Campos (DEM) de Várzea Grande, os presidentes da Assembleia Legislativa, deputado estadual, José Eduardo Botelho (PSB), do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Antônio Joaquim e da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, e os secretários de Assuntos Estratégicos e de Saúde de Várzea Grande, Jayme Campos e Diógenes Marcondes, além do representante da Secretaria de Saúde de Mato Grosso, Wagner Simplício.
O procurador geral de Justiça, Mauro Curvo sinalizou que é possível promover a aquisição de remédios e equipamentos a preços mais acessíveis e em conjunto, sem contar que o fato das aquisições se darem diretamente junto aos laboratórios será feito inclusive prevendo a questão da logística, pois existem cidades com mais de 1 mil quilômetros da capital o que acaba por onerar o preço final dos medicamentos a serem entregues.
"Estamos prevendo inclusive uma relação mais profícua entre as cidades para que remédios utilizados em menor escala em uma cidade seja trocado por outros com mais uso em outro município", disse o chefe do Ministério Público de Mato Grosso, Mauro Curvo se utilizando de uma experiência aplicada em Várzea Grande nos últimos dois anos que é a troca de remédios com outras cidades para evitar perda de validade dos mesmos.
Os prefeitos Emanuel Pinheiro e Lucimar Sacre de Campos lembraram da dificuldade, da burocracia e da pressão que se tornou a situação da saúde pública como um todo, pois saúde mexe diretamente com a vida das pessoas.
"As vezes você fica na dúvida por causa do alto valor consumido na área de saúde que em Cuiabá chega a 30% das Receitas Correntes, o mesmo percentual atingido pela administração em Várzea Grande e mesmo assim ter uma demanda reprimida que exigem cada vez mais recursos públicos", explicou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro para quem a união de todos os entes públicos e poderes em Mato Grosso pode construir a solução para este problema grave.
Para a prefeita Lucimar Sacre de Campos, apesar de ser uma ação embrionária, a proposta do chefe do Ministério Público de Mato Grosso tem ampla chance de nortear a questão da aquisição de medicamentos e de equipamentos para os investimentos em área de saúde pública.
"Este é um passo fundamental para que possamos ver a saúde praticada em Mato Grosso como um todo, pois as deficiências acabam gerando atropelos para as grandes cidades que se tornam o primeiro pedido de socorro para moradores de outros municípios e até mesmo de outros Estados", disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos que já apontou que a economia a ser obtida com este novo modelo que é a aquisição para atender a todos os 141 municípios e o Governo do Estado será mantida na própria saúde.
"Gastamos uma média de R$ 20 milhões/ano com medicamentos. Se economizarmos entre R$ 6 até R$ 8 milhões ou mesmo mais, estes recursos serão mantidos para comprarmos mais remédios, mais equipamentos que atendam a demanda que sempre tem se demonstrado reprimida", disse Lucimar Sacre de Campos.
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Antônio Joaquim, ressaltou que pela primeira vez se vislumbra uma união de esforços para encontrar solução para tão grave crise como a vivenciada pela saúde pública.
"A prefeita Lucimar Campos resumiu muito bem quando disse que a questão é encontrar soluções que permitam ao Poder Público atender algo essencial que são os meios e maneiras de promover a vida das pessoas, tratar suas doenças da melhor forma possível", disse o presidente do TCE/MT que sinalizou ser a instituição voltada para consolidar toda essa movimentação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso.
Já para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Eduardo Botelho que anunciou a apresentação de emenda de R$ 1 milhão para o Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande, a busca de soluções para setores essenciais como a saúde pública tem que ser feita de forma permanente.
"Nós conhecemos a proposta apresentada pelo chefe do MPE, Mauro Curvo quando estivemos no Paraná e a mesma se demonstrou eficiente e resolutiva, portanto, vai contar com o apoio da Assembleia e de todos os 24 deputados estaduais, pois a solução será para todas as cidades, o que representa um passo fundamental para qualquer gestor público", disse o presidente da Assembleia Legislativa.
O representante do Governo do Estado e da Secretaria de Saúde de Mato Grosso, Wagner Simplício lembrou de todas as dificuldades que o Estado enfrenta para promover atendimentos na área de saúde em todas as 141 cidades.
"É preciso uma logística muito afinada, pois a tendência é que haja aumento no custo dos remédios quando se fala em colocar o mesmo nas unidades de saúde em municípios distantes muitas vezes mais de 1 mil quilômetros da capital Cuiabá e mais de 3 mil quilômetros dos grandes centros onde estão instalados os maiores laboratórios fabricantes desses remédios", assegurou.
Para os secretários de Várzea Grande, Assuntos Estratégicos, Jayme Campos e de Saúde, Diógenes Marcondes, a busca efetiva de soluções com transparência e eficiência serão as grandes armas para o poder público como um todo em qualquer esfera conseguir solucionar a questão dos remédios e equipamentos médicos.
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga sinalizou como ex-prefeito que uma das áreas que mais afetam as gestões públicas é a saúde, pois as demandas são sempre maiores que a capacidade de atendimento.
Para ele, é fundamental que todas as cidades de Mato Grosso estejam dentro deste Consórcio Público Intermunicipal de Saúde e que todos procurem as soluções entre si para fazer o melhor pela saúde e pela população.
MINUTA PROJETO DE LEI
Durante a assinatura do Termo de Adesão dos municípios de Cuiabá e Várzea Grande ao Consórcio Público Intermunicipal de Saúde, o procurador geral de Justiça, apresentou uma minuta de Projeto de Lei que cada prefeito terá que encaminhar à apreciação dos vereadores para que seja autorizada aos municípios a participação no consórcio que será uma entidade de direito público que efetuará as compras e será responsável pela prestação de contas dos investimentos realizados na aquisição de equipamentos e medicamentos.
"Tenho convicção de que estamos dando um passo definitivo para solucionar um dos maiores gargalos dos Poderes Públicos na relação com a população, pois o sentido maior de todo nosso esforço foi resumido com precisão pela prefeita Lucimar Sacre de Campos, a vida das pessoas e um tratamento médico de qualidade e eficiente".
Tanto Emanuel Pinheiro quanto Lucimar Sacre de Campos aproveitaram a solenidade para anunciar novas inaugurações e investimentos em saúde pública.
Em Várzea Grande no próximo dia 13 de setembro serão inauguradas as obras de 20 Leitos de Unidade de Tratamento Intensivos (UTIs), adultas e infantis, um Centro Cirúrgico com três salas de operação e outras três salas para a Rede Cegonha que devolverá a Várzea Grande o direito das mães de verem seus filhos nascerem na cidade.
Também está previsto para 2018, a inauguração do Centro de Odontologia e da UPA do Cristo Rei, além da reforma total de 100% do Hospital e Pronto Socorro Municipal, bem como da Policlínica do Jardim Glória, a única unidade entre cinco policlínicas que ainda não foi reformada e melhor equipada.
Já o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, anunciou para 08 de abril de 2018, data em que Cuiabá completa 299 Anos de Fundação e se dá o início das festividades para os 300 Anos da Capital de Mato Grosso, a inauguração do Novo Pronto Socorro Municipal que já tem assegurados R$ 82 milhões em emendas parlamentares federais para equipamentos.
Política
Fator imprevisível pode mudar o destino da sucessão estadual
Já estamos em uma quarta-feira de frio leve, em breve que apareça o sol, e caminhando para mais um final de semana. Caros amigos e frequentadores do Boteco da Alameda, neste ambiente turbulento nos bastidores da política na Terra de Rondon… eis que surge o “Guri refestelado da Guarita”, perguntando, os motivos de nenhum jogador do Cuiabá Esporte Clube foram convocados para a Copa do Mundo? Esse guri não tem jeito.
Depois os frequentadores do Boteco da Alameda vão te explicar meu “pequeno gafanhoto”. Sabe porquê? Estamos a caminho da última das últimas do cenário político do nosso “QUERIDO”, “LINDO”, E “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso e a chapa que esquentou na disputa ao Palácio Paiaguás, fortalecendo assim um novo cenário.
Quer saber? Venha com o Boteco da Alameda e siga o fluxo!
O clima é de guerra…
Silenciosa entre os maiores grupos políticos do Estado: Partido Liberal (PL), União Brasil (UB), e o Podemos, surgem hoje como os três pilares capazes de construir o próximo Governador de Mato Grosso.
São partidos que concentram prefeitos, deputados, senadores, lideranças regionais, estrutura política e influência direta nos maiores colégios eleitorais do Estado.
Entretanto, contudo, todavia, o que era para ser demonstração de força, começa a revelar divisões internas, disputas de vaidade e articulações que podem mudar completamente o cenário da sucessão estadual.

PARTIDO LIBERAL
A sigla conquistou as principais prefeituras do Estado, elegendo gestores em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, fortalecendo o projeto da direita em Mato Grosso.
Apesar de liderar as pesquisas na Terra de Rondon, a sigla ainda está longe de demonstrar “UNIÃO” interna para uma disputa majoritária.
Se liga: nos corredores palacianos (Paiaguás e Dante de Oliveira), a aposta é que Wellton Fagundes poderá recuar da disputa. As peças começaram a serem mexidas no tabuleiro político eleitoral mato-grossense.
O que se vê nas últimas movimentações vai pegar muitas pessoas e políticos de surpresa. Wellton quer sobreviver?
Então intensifique as visitas polos, reorganiza o seu time e começa a mostrar que independe do apoio do pré-candidato presidencial.
PS: a presença do jornalista e publicitário João Maria de Medeiros, marqueteiro responsável pelas campanhas vitoriosas de Blairo Maggi em 2002 e na reeleição de 2006 no núcleo político de Wellton Fagundes, será um sinal claro de fortalecimento e profissionalização da sua pré-campanha?
Enquanto Wellton Fagundes cresce por fora, o Partido Liberal (PL) enfrenta turbulências internas.
Bom…, deixa pra lá e vamos caminhar, deixando os sinais: o que deveria ser um movimento de fortalecimento do partido acabou gerando desconforto entre lideranças da própria sigla; o partido tem hoje um nome competitivo ao Palácio Paiaguás, porém… ainda não conseguiu alinhar totalmente seus interesses internos.
Vamos saber do nosso analista político Alex Rabelo, do atual cenário vivenciado pelos bolsonarista na Terra de Rondon.
“Se mesmo dividido Wellton lidera as pesquisas, imagine se o grupo estivesse totalmente alinhado“.
Eitaaa lasqueiraaa.
União Brasil…
Vive dias de tensão. O que era para ser estabilidade virou confronto interno: O “Capitão Jaymão” e o “Homem de Ferro“.
O Capitão Jaymão trabalha fortemente e acredita que seu nome passara pela Convenção Partidária no dia 4 de agosto, para representar o União Brasil (UB) na cadeira número 1 do Palácio Paiaguás.
Enquanto isso, em qualquer parte da capital de todos os mato-grossenses, o “Homem de Ferro” deixa claro que seu apoio para o Governo do Estado é a do nome do Republicanos, Otaviano Pivetta.
Esse movimento vem girando desconforto dentro do próprio núcleo duro do União Brasil (UB). Hoje, os números de bastidores começam a preocupar líderes dos partidos.
As lideranças, enxergam esse momento como dos mais frágeis da história recente da sigla na Terra de Rondon.
E a conta dessa divisão pode ser pesado: Alguns deputados estaduais atualmente no mandato podem acabar ficando fora da próxima legislatura.
Entre os nomes citados nos corredores do Palácio Dante de Oliveira estão: Dilmar Dal Bosco e o pastor Sebastião Rezende.
No caso de Sebastião Rezende, outro fator passou a preocupar aliados: o distanciamento de pauta da base ligada as Igrejas Madureira, que historicamente caminhava ao lado do deputado. Agora lideranças religiosas começam a construir o projeto do pastor Bira da Econômica, de Primavera do Leste, nome que pode tirar uma fatia importante do eleitorado conservador e evangélico.

Enquanto isso, em qualquer parte da City, o “Homem de Ferro“ coloca aliados estratégicos e lideranças alinhadas ao projeto de Otaviano Pivetta.
Me diz aí Alex Rabelo, qual será o resultado do embate entre os unistas em Mato Grosso?
“Uma divisão entre Jayme Campos e Otaviano Pivetta pode enfraquecer e, abrir espaço para crescimento de adversários“.
Danou se tudo então?
Calma “pequeno gafanhoto”. Neste ambiente turbulento, eis que surge o crescimento silencioso de outra sigla: O Podemos.
Enquanto o Partido Liberal (PL) e União Brasil (UB) vivem conflitos internos, o partido comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Russi, o Podemos, cresce de forma organizada, estruturada e sem grandes desgastes públicos.
Hoje, muitos já enxergam o presidente daquela Casa de Leis, como um nome de equilíbrio para uma eleição marcada por guerras políticas antecipadas.
Mesmo afirmando publicamente que seu foco é a reeleição a uma das cadeiras na Assembleia Legislativa Mato-grossense, nos bastidores o discurso é outro.
E como a política muda rapidamente, igual nuvem passageira, ninguém mais descarta essa possibilidade.
Principalmente diante das dificuldades enfrentadas pelo Republicanos, Otaviano Pivetta, para crescer no interior e consolidar sua candidatura.

O Boteco vai falar
Muitos deputados mato-grossenses enxergam em uma eventual ida de Max Russi ao Palácio Paiaguás a oportunidade de abrir espaço para renovação interna e nova composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Mesmo sem assumir oficialmente uma pré-candidatura ao Governo do Estado, Max Russi começa a ser pressionado por lideranças políticas para entrar definitivamente no jogo majoritário.
Nota de rodapé: talvez seja justamente o fator mais imprevisível da eleição de 2026: os grupos começaram a guerra cedo demais…e isso… pode mudar completamente o destino da sucessão estadual.
Uma coisa é certa: isso tudo é apenas o começo.
O final…, bom…, o final vai ser muito interessante. Aguardem.
Segue o fluxo!
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