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ELEIÇÃO 2020 EM CUIABÁ

Fabrício Carvalho será oficializado candidato à Prefeitura de Cuiabá

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A menos de horas das próximas eleições municipais, os partidos mais recentes e de menos expressão têm começado a se estruturar para concorrer ao Legislativo e ao Executivo neste ano de 2020.

Vários partidos estão se preparando para as suas convenções e o lançamento oficial de seus candidatos as prefeituras das 141 cidades do Estado de Mato grosso.

Com o fim do sistema de coligações para as eleições para esta eleição, os partidos políticos precisarão trabalhar na captação de um maior número de filiados, para garantir força eleitoral e poder lançar bons candidatos para os cargos de vereador e prefeito. Alguns deles já se encontram bem estruturados e começam a estudar os nomes favoritos à candidatura à prefeitura.

No próximo sábado (12), Diretório Municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Cuiabá realizará convenção das 9h12 às 12h12, no bairro Santa Rosa, para anunciar as coligações e definir os candidatos à eleição majoritária a prefeito e vice-prefeito e nas proporcionais para vereador. O presidente do Diretório Municipal, Fabrício Carvalho, será oficializado como candidato a Prefeito de Cuiabá pelo PDT.

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Quanto às coligações, a tendência é de que o PDT siga o arco de alianças nacional para o pleito municipal. Já existem conversas bem adiantadas com a REDE para indicação do vice-prefeito e o nome mais cotado é do policial rodoviário federal Arthur Nogueira, mas de acordo com o presidente municipal do partido, Maestro Fabrício Carvalho, a confirmação só se dará na convenção municipal.

Os convencionais pedetistas deliberarão sobre as eleições majoritárias, coligações, candidatos a prefeito(a) e vice-prefeito(a) pelo PDT, sobre candidaturas proporcionais a Câmara Municipal de Vereadores e definição dos números que concorrerão os candidatos. O Diretório Municipal prevê a ampliação do número de cadeiras na Câmara, com o aumento da chapa de candidatos e candidatas a vereador por Cuiabá.

A convenção será realizada presencialmente com participação exclusiva para convencionais, pré-candidatos do partido e imprensa, respeitando todas as normas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), como a utilização de máscaras e distanciamento. A convenção será transmitida ao vivo por link a ser enviado para os habilitados que não estarão presencialmente.

Maestro Fabrício tem recebido apoio de lideranças nacionais do partido, como do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que divulgou em vídeo o lançamento da pré-candidatura. Para Lupi, o maestro será a “novidade” na eleição que promete ser a mais concorrida da história da cidade. Ciro Gomes também confirmou participação na campanha.

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Política

Patrimônio de deputados de Mato Grosso revela forte alta em quatro anos e amplia debate sobre transparência eleitoral

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A evolução patrimonial de políticos durante o exercício de mandatos voltou a ocupar espaço no debate público em Mato Grosso com a divulgação das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Embora os vencimentos de parlamentares e integrantes do Executivo sejam superiores à renda média da população, especialistas costumam observar que a remuneração oficial, isoladamente, não explica necessariamente a formação de grandes patrimônios. Nesse contexto, aumentos expressivos de bens despertam questionamentos quando não são acompanhados de explicações claras sobre sua origem.

A declaração patrimonial é uma exigência prevista na legislação eleitoral e constitui um dos mecanismos destinados a ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos. Com o início do processo eleitoral, os concorrentes são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os bens que possuem, permitindo que o eleitor compare a evolução patrimonial entre diferentes pleitos. A medida, contudo, também expõe variações significativas que podem alimentar discussões sobre as razões econômicas que levam determinadas pessoas a ingressar ou permanecer na vida pública.

O crescimento do patrimônio, por si só, não representa irregularidade. Bens podem ser incorporados por meio de atividades profissionais, investimentos, negócios particulares, heranças ou doações legalmente realizadas. Da mesma forma, uma eventual redução ou estabilidade patrimonial não constitui, isoladamente, prova de ausência de ganhos. A análise responsável exige a consideração de documentos, fontes de renda, movimentações financeiras e demais elementos capazes de explicar as alterações registradas oficialmente.

Segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso declararam aumento patrimonial em relação à eleição de 2022. O maior crescimento percentual entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) foi registrado por Lúdio Cabral (PT), cujo patrimônio declarado passou de R$ 244,7 mil para aproximadamente R$ 1,6 milhão. A variação representa crescimento de cerca de 560% no período, segundo os valores informados à Justiça Eleitoral.

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A declaração de Lúdio Cabral inclui apartamento, depósitos bancários, aplicações financeiras e investimentos. Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações representa uma ampliação superior a R$ 1,3 milhão. O dado coloca o deputado na liderança do ranking de crescimento percentual entre os parlamentares estaduais, mas não significa que ele seja o detentor do maior patrimônio da Assembleia Legislativa Mato-grossense.

A evolução patrimonial, nesse caso, precisa ser analisada separadamente do volume total de bens acumulados.

Na sequência dos maiores aumentos percentuais aparecem Paulo Araújo (Republicanos), que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4 milhões, representando crescimento de 279% desde 2022, e Diego Guimarães (Republicanos), com acréscimo de 206%. Entre os bens declarados estão terrenos e outros ativos. As informações apresentadas pelos candidatos permitem ao eleitor identificar as variações registradas oficialmente, mas não determinam, por si mesmas, a existência de qualquer irregularidade.

Na direção oposta, Ondanir Bortoline, o Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD) foram os únicos deputados estaduais mencionados nos dados com redução patrimonial em relação à declaração anterior. Wilson Santos apresentou queda de aproximadamente 42%, passando de R$ 450,6 mil em 2022 para R$ 262,1 mil. Nininho, apesar de permanecer entre os parlamentares milionários, registrou redução de cerca de 13%, equivalente a quase R$ 1 milhão em relação ao patrimônio anteriormente declarado.

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A liderança em patrimônio total, entretanto, pertence a Carlos Avallone (PSDB), que declarou aproximadamente R$ 33 milhões em bens. O conjunto informado inclui imóveis, terras, embarcação, animais e aplicações financeiras. Na sequência aparecem Júlio Campos (UB), com cerca de R$ 31,5 milhões, e Dilmar Dal Bosco (UB), com aproximadamente R$ 26 milhões.

Os números demonstram que crescimento percentual e riqueza acumulada são indicadores distintos e não devem ser confundidos na avaliação das declarações.

Na bancada federal de Mato Grosso, também foram registradas oscilações relevantes. Coronel Fernanda (PL), que havia declarado aproximadamente R$ 1,7 milhão em 2022, informou agora patrimônio de cerca de R$ 384 mil, redução de 78%. Nelson Barbudo (PL) apresentou queda de 55%, enquanto Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho Pinheiro (PSD) também registraram diminuição. José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e não concorre à reeleição para a Câmara Federal, apresentou crescimento patrimonial de 40%, alcançando aproximadamente R$ 356 mil.

Entre os deputados federais, Fábio Garcia (UB) aparece como o mais rico, com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 4,1 milhões, mantendo nível semelhante ao registrado anteriormente. Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos) também figuram entre os parlamentares milionários, com cerca de R$ 1,7 milhão e R$ 1,9 milhão, respectivamente.

As declarações patrimoniais, portanto, oferecem ao eleitor uma fotografia financeira dos candidatos, mas a interpretação dos dados exige cautela: aumentos ou reduções de bens não comprovam, isoladamente, irregularidades e devem ser confrontados com as respectivas fontes de renda e documentos disponíveis.

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