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ELEIÇÃO MUNICIPAL DE 2024

Cuiabá é campo de pouso de “Paraquedistas da Política”

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Antigas práticas se repetem a partir de caras e repertório novo. Estou falando dos “Paraquedistas da Política”, candidatos que não tem qualquer vínculo com a Capital de todos os mato-grossenses, porém almejam uma parcela de votos destas cercanias.

O prejuízo maior é que ao invés da população eleger representantes legítimos que irão lutar para o desenvolvimento regional acabam ajudando quem não tem nada ver com as nossas demandadas, que são urgentes e estratégicas, proporcionando ao “Paraquedista Políticos” espaços de “poder”.

A culpa não é destes “garimpeiros do voto”, mas sim de lideranças locais que fecham acordos que lhe beneficiarão sazonalmente e individualmente. A ocasião, como diz o ditado, faz o ladrão.

Nosso povo precisa estar atento e informado. A busca pelo “poder” gera uma onda de políticos que não estabelecem sua base em um local específico. Fato não exclusivo de nosso querido e quente Estado de Mato Grosso, casos assim, onde quer que aconteçam geralmente são prejudiciais.

A grande política é uma maratona, não uma corridinha de 100 metros rasos. Nossa região possui um leque de bons nomes que podem fazer a diferença na Câmara Federal, Estadual e Municipal. Precisamos fazer o exercício de analisar biografias de nossos representantes políticos, saber ponderar em quem e de onde estamos votando.

Aos que militam no curto prazo, sem se referenciar na história da sua região e sem querer construir o futuro, restará o constrangimento do oportunismo desnudo. Todos saberemos quem são.

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A falta de conhecimento faz com que muitos políticos acabem “caindo de paraquedas”, provocando assim que as políticas públicas não avancem, em muitos casos ocorra até um retrocesso.

Mas como escolher um político? Deve-se ver como profissão? Aqui devemos lembrar que a democracia é a alternância do “poder”. Então caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, política não deve ser vista como profissão, mas sim como pessoas que trabalham em prol do povo e da cidade.

Diversos profissionais têm vivências que ajudam em muito na eficácia das políticas públicas. E os partidos devem parar de lançar pessoas apenas para compor números, mas puxarem para si a obrigação de escolher pessoas que realmente podem ajudar na construção de uma sociedade mais justa.

Como exemplo, podemos dizer que um advogado que decide ingressar na política pode trazer consigo uma série de benefícios, tanto para sua carreira política quanto para a sociedade como um todo. Em primeiro lugar, o conhecimento jurídico adquirido ao longo dos anos de atuação na advocacia pode ser um grande diferencial na elaboração de Leis e Projetos de políticas públicas.

Além disso, a atuação política de um advogado pode contribuir para a promoção de mudanças significativas na sociedade, especialmente na defesa dos direitos fundamentais e no fortalecimento das instituições democráticas. A habilidade de argumentação e persuasão, tão valorizada na advocacia, pode ser muito útil no âmbito político, na defesa de suas ideias e propostas.

Por fim, é importante destacar que a presença de profissionais que tenham visão global na política pode contribuir para o aumento da transparência e da ética no exercício do “poder”.

Está na hora de se procurar candidatos que tenham conhecimento das necessidades sociais, olhar para o passado da pessoa e ver se é cidadão realmente preparado para colocar as necessidades da sociedade acima das suas próprias.

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E cabe aos partidos políticos iniciarem esse processo.

Do Blog do Valdemir

O eleitorado cuiabano precisa avaliar bem quem são verdadeiramente os parlamentares que trabalharam pelos seus municípios, distinguindo os aventureiros, os famosos candidatos “Copa do Mundo” que só aparecem de quatro em quatro anos apenas para aliciar os eleitores com “tapinhas nas costas”, conversa bonita e muitas promessas.

Alguns possuem mandatos e nunca fizeram nada por nossas cidades, mas nada mesmo! É preciso ficar em alerta para esses “políticos paraquedistas” que sugam a força da cidade. Em contrapartida, é preciso destacar aqueles que realmente vêm contribuindo para o desenvolvimento de diversas cidades com recursos e equipamentos. Quem tem contribuído com os municípios com obras importantes e programas sociais que geram emprego e renda. O eleitorado tem que avaliar bem e não trocar o voto por promessas de políticos que visitam a região somente em época de eleição. Olho vivo!

Terminando

Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.” (Magalhães Pinto)

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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