Política
Botelho reafirma entendimento entre Poderes em benefício da população
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado Eduardo Botelho (PSB), abriu os trabalhos em plenário, da 18ª Legislatura, e reafirmou a importância de entendimento entre os Poderes em benefício da população, com ações que ajudem Mato Grosso a superar a crise financeira e voltar a crescer.
Bastante prestigiada, a sessão especial contou com as presenças dos deputados estaduais, do governador José Pedro Taques (PSDB), do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), desembargador Rui Ramos Ribeiro, secretários de Estado, lideranças políticas e familiares, que receberam as bênçãos do pastor André da Silva.
Botelho destacou a concentração de esforços para que a Assembleia Legislativa atinja o objetivo de mantê-la à altura das melhores expectativas dos mato-grossenses, mediando as discussões importantes, debatendo e aprovando projetos de interesse da população.
“Assim, como no ano passado, esperamos que neste ano nosso trabalho seja marcado pelo entendimento. Apesar da diversidade de pontos de vista, aqui representados pelas mais diversas correntes políticas e ideológicas, em 2017 conseguimos caminhar para um denominador comum: o entendimento. Um breve olhar para o passado confirma o que aqui lembramos neste momento. No campo administrativo, elevamos os níveis de eficiência interna, cumprimos com o nosso dever de pessoas públicas ao colocar o interesse da população mato-grossense sempre acima dos interesses pessoais de grupos ou partidos. Continuando a trilhar este caminho, certamente abrilhantaremos ainda mais o ano legislativo“, afirmou o presidente.
O governador Pedro Taques lembrou o momento difícil nas contas do estado e pediu empenho de todos para ajudar, inclusive, vai propor a criação de um “Fundo de Estabilização Fiscal” (FEF), para superar a crise financeira.
Também mencionou a necessidade de aumentar em 3 pontos percentuais a alíquota cobrada na folha salarial dos servidores estaduais para o pagamento da previdência, o que passaria dos atuais 11% para 14%.
“Precisamos desse fundo de estabilização fiscal, recursos em que todos contribuirão para que possamos sair deste momento. Chamo os poderes, chamo os servidores, os empresários novamente, aliás estamos fazendo isso desde o início da nossa administração, para que possamos superar 2018“, conclamou o governador, ao acrescentar que há preocupação com as futuras gerações.
Aos jornalistas, o presidente Botelho disse que o governador mostrou a questão real do estado. Contudo, Botelho alertou que os poderes têm ajudado de forma significativa o governo e que, ainda, estão contingenciados através da PEC do Teto de Gastos Públicos. Disse que vai aguardar para conhecer os detalhes da proposta do FEF e continuará a discussão do repasse do duodécimo.
“Vamos voltar a discutir o duodécimo porque realmente é uma medida muito dura, por exemplo, em janeiro não recebemos nada. Temos que realmente discutir com mais profundidade, mas os poderes não têm muito mais o que contribuir“, afirmou o parlamentar, ao garantir prioridade às ações legislativas para o bom andamento dos trabalhos.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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