FESTA DE FILIAÇÃO

“Liberação de filiados para apoiarem Bolsonaro será discutido no partido”

Publicados

em

O Podemos planeja para novembro a filiação do ex-ministro da Justiça Sergio Moro e o lançamento oficial de sua candidatura a presidente da República. A ideia do partido é “prender o rabo” de Sergio Moro, considerado um dos heróis da Lava Jato, antes que outro partido o alicie. O ex-juiz reside no exterior, mas, como seu nome aparece bem em pesquisas sobre presidenciáveis, ele resolveu pensar seriamente no assunto.

Por enquanto, somente há consenso em relação ao mês de novembro, mas há divergências quanto à definição do dia da festa de filiação. A opção de Moro pelo Podemos atenderá a convite do conterrâneo e Senador Alvaro Dias (PR). Há entre eles admiração recíproca.

O Podemos tem hoje 10 deputados federais, 9 Senadores e 99 prefeitos. Vai precisar formar alianças para aumentar o tempo de TV. A grande dificuldade do Podemos é que Sergio Moro é mal-visto pelos políticos, que em geral o detestam pelas noites indormidas durante a Lava Jato.

Alguns políticos foram pegos de surpresa com a noticia considerada “bombástica” com a informação do Jornal de Brasília, de que o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça já está filiado ao Podemos, cujo anúncio deverá ser feito no próximo dia 20. O objetivo da legenda é viabilizar o nome de Sergio Moro como terceira via para a disputa pela presidência da República. O deputado federal José Antonio Medeiros (Podemos) admitiu nesta quarta-feira (13) que foi pego de surpresa.

Álvaro Dias vinha tentando essa filiação, mas confesso que fui pego de surpresa com essa noticia. Vou esperar para ver, estamos bem antes da eleição e vamos tentar entender em qual candidatura que Moro vai sair, Se será para presidente ou a Senado pelo Paraná. Ainda não conversei com o partido, então não dá pra fazer uma avaliação”, disse à Rádio Capital.

José Medeiros que é vice líder de Jair Bolsonaro na Câmara Federal, disse irá esperar a definição do partido sobre a liberação ou não de seus filiados para apoiarem o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na disputa pela reeleição em 2022.

Na reunião que tivemos, a maioria dos membros do partido que ira disputar a eleição disse que gostaria de ficar livre para apoiar Bolsonaro. Agora, como tem uma candidatura a presidente pra valer, acredito que não vai liberar seus filiados para seguirem Bolsonaro”.

Questionado se deixará de apoiar Jair Bolsonaro devido a filiação de Sergio Moro ao seu partido, José Medeiros foi enfático.

Não, eu inclusive, avisei quando começou a discussão sobre a filiação do Moro, que eu continuaria a apoiar o presidente Bolsonaro, independente de qualquer coisa”.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Divergências entre "possíveis" aliados impede o anúncio da candidatura de Mauro Mendes
Propaganda

Política

Projeto que proíbe governo de propor o passaporte da vacina é aprovada na ALMT

Publicados

em

Com o avanço da corrida para a vacinação anti-Covid-19 em diversos países do mundo, de forma a tentar controlar as continuidade dos numerosos casos de infecções pelo Coronavírus SARS-CoV-2 e suas consequências, têm surgido nova polêmica, “o passaporte vacinal“.

Países do mundo todo estão apostando nas vacinas para sair desta pandemia, porém os governos agora enfrentam outra questão: será o momento de retomar certa parte da economia como viagens, teatros, shows e até mesmo o trabalho para todos? Ou somente para quem já foi vacinado?

As vacinas têm se mostrado eficazes no combate à Pandemia, incluindo na redução dos casos graves e hospitalizações. Isso significa que se as empresas, locais de trabalho e fronteiras forem reabrir, uma maneira de reduzir o risco de um novo surto seria exigir algum tipo de prova de vacinação na entrada, que poderia ser um passe de saúde ou um passaporte de vacina.

O assunto gera debates, já que na maioria dos países a vacina não será obrigatória, e o ritmo da vacinação significa que muitos de nós ainda teremos de esperar por muito tempo. Além disso, há quem não possa tomar por questões médicas, enquanto outros podem alegar crenças religiosas incompatíveis com a vacinação. Com isso, permitir certas liberdades e privilégios para aqueles que tomaram as doses provavelmente seria visto como discriminatório por muitas pessoas.

O Projeto de Lei n° 417/21 visa criar o Passaporte Digital de Imunização, quanto à vacinação da Covid-19. O objetivo é aumentar o controle sanitário sobre locais com aglomeração de pessoas. O texto, de autoria do deputado estadual Paulo Roberto Araújo (Progressistas) tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).

Segundo a proposição, o Passaporte Digital de Imunização poderia ser exigido para autorizar a entrada em eventos e locais públicos, utilização de meios de transporte coletivos, sejam: terrestres ou aéreos, bem como em qualquer local em que a aglomeração de pessoas exija controle sanitário com o intuito de aumentar a segurança da população.

E por 13 votos os deputados estaduais derrubaram o parecer contrário da Comissão de Saúde e aprovaram em primeira votação, na manhã desta quarta-feira (20), o Projeto de Lei 780/2021 de autoria da deputada estadual Janaína Greyce Riva (MDB) que proíbe a implantação por parte do poder público de um passaporte sanitário ou da vacina como popularmente vem sendo chamado, em Mato Grosso.

Numa sessão que contou com discussões acaloradas na Tribuna da Casa de Leis, e que contou com a galeria repleta de apoiadores ao Projeto, Janaína Riva defendeu que o passaporte fere o artigo 5° da Constituição Federal que trata do direito de ir e vir do cidadão.

Eu sou a favor da vacina, tomei as duas doses e tomaria uma terceira se eu tivesse direito inclusive, mas também sou a favor da liberdade. A nossa discussão não é sobre a vacina, mas sobre o cerceamento do direito das pessoas de ir e vir, bem como a segregação e o controle social por trás desse passaporte. Já pensou as pessoas serem proibidas de entrar numa igreja? Ninguém tem o direito de fazer isso. Eu citei igreja, mas falo também do comércio. De serem impedidas de ir ao mercado por que não se vacinaram”, disse.

A parlamentar do MDB, Janaína Riva explica que o projeto dela trata apenas das igrejas, comércios e congêneres, não se estendendo ao ambiente público. A parlamentar trouxe à tona na tribuna o caso de uma mãe que perdeu a guarda do filho por não querer se vacinar.

Se vacina quem quer e alguns não podem vacinar por limitações religiosas. É direito individual de cada um à integridade física e sobre o próprio corpo. Estar vacinado não significa estar isento de cuidados como uso de máscara e higienização das mãos e ambientes, até porque nenhuma vacina tem 100% de eficácia. Precisamos retomar o rumo do desse país, o comércio já foi prejudicado demais. Não podemos deixar que o radicalismo impere”, finalizou.

Agora, a proposta vai à segunda votação e segue para sanção do governador Mauro Mendes (DEM). Deputados como Faissal Jorge Calil Filho (PV), Ederson Dal Molin, o Xuxu Dalmolin (PSC), Gilberto Moacir Catani (PSL), dentre outros, fizerem a defesa do Projeto da parlamentar Janaína Riva.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  De vice a presidente, Temer assume por até 180 dias
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA