Política
Bancada Federal em Brasília tem renovação de 87%; Barbudo é a grande surpresa
Em Brasília, a bancada federal de Mato Grosso vai ter novos nomes para o Senado da Republica e também para os deputados federais com uma renovação que chega aos 87%.
No Senado, o candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso, o Senador da Republica, Wellington Antônio Fagundes, do Partido da Republica (PR), que concorreu pela Coligação “A Força da União” volta para terminar o seu mandato de 4 anos.
Já o Senador da Republica José Medeiros do Partido Podemos (PODE) e Blairo Maggi do Partido da Republica (PR), estarão dando suas vagas para os novos nomes como a de Selma Rosane Arruda, do Partido Social Liberal (PSL), e Jayme Veríssimo de Campos do Partido Democrata (DEM).
Outro que permanece em Brasília é o cacique do Movimento Democrático Trabalhista (MDB), Carlos Bezerra vai permanecer para os próximos 4 anos ao plenário Ulisses Guimarães. Os federais Valtenir Pereira (MDB), Ezequiel Fonseca (PP) e Victório Galli (PSL) acabaram ficando pelo caminho, não conseguiram suas reeleições.
Já os deputados federais Adilton Sachetti do PRB tentou uma vaga para o Senado da Republica, Fábio Garcia do DEM, colocou seu nome para suplente do candidato ao Senado da Republica de Jayme Campos também do DEM, Nilson Leitão do PSDB, colocou seu nome também para a disputa ao Senado da República, e Ságuas Moraes do PT disse que não quer mais seguir na vida publica.
Além do cacique do MDB Carlos Bezerra que estará assumindo em 1º de fevereiro, também foram eleitos Juarez Costa (MDB), Rosa Neide (PT), Dr. Leonardo (SD), Neri Geller (PP), Emanuel Pinheiro, o “Emanuelzinho” (PTB), José Medeiros (Podemos) e o mais votado de todos eles, Nelson Barbudo (PSL).
Pela primeira vez concorrendo a uma vaga para deputado federal, Nelson Barbudo, do Partido Social Liberal (PSL), companheiro da Juíza aposentada Selma Arruda, foi uma das grandes surpresas nesta eleição de 7 de outubro em Mato Grosso, Barbudo foi deputado federal mais votado com 126.249 votos.
Veja quem são os deputados federais eleitos:
• NELSON BARBUDO (PSL) – 126220 – 8.53%
• JOSE MEDEIROS (PODE) – 82499 – 5.57%
• NERI GELLER (PP) – 73054 – 4.93%
• EMANUELZINHO (PTB) – 76689 – 5.18%
• CARLOS BEZERRA (MDB) – 59140 – 3.99%
• DR LEONARDO (SD) – 52324 – 3.53%
• PROFESSORA ROSA NEIDE (PT) – 51001 – 3.44%
• JUAREZ COSTA (MDB) – 49912 – 3.37%
Política
Flávia Moretti desafia crise no PL, mantém filiação e consolida apoio a Pivetta
A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta quinta-feira (24) que não pretende deixar voluntariamente o Partido Liberal (PL), apesar do conflito com a direção estadual da legenda provocado por seu apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição em Mato Grosso. Durante um ato político da campanha do republicano, a Prefeita da Cidade Industrial declarou que permanecerá filiada ao PL e que somente deixará a sigla caso seja expulsa. A manifestação ocorreu em meio ao avanço de sua aproximação pública com Pivetta.
A posição de Flávia Moretti ocorre após ela contrariar a orientação política de seu próprio partido e declarar apoio a Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso. O PL lançou o Senador Wellington Fagundes como candidato ao Palácio Paiaguás, o que colocou a prefeita várzea-grandense em uma situação de divergência com a direção estadual da legenda. O episódio ampliou o debate sobre a permanência de lideranças municipais do partido que decidiram apoiar uma candidatura adversária.
Apesar do desgaste partidário, Flávia voltou a demonstrar publicamente sua proximidade com Pivetta durante o evento realizado em Cuiabá. A prefeita participou da mobilização eleitoral e foi registrada dançando ao som do jingle “Bora Pivetar”, gesto que reforçou visualmente seu alinhamento com a campanha do governador. A participação ocorreu mesmo com sua permanência formal no PL e com Wellington Fagundes concorrendo ao Governo pelo mesmo partido.
Questionado sobre a situação partidária da prefeita, Pivetta evitou tratar de um eventual convite para que ela se filie ao Republicanos. O governador destacou a relação administrativa entre o Estado e o Município de Várzea Grande e afirmou, segundo relatos publicados sobre o episódio, que Flávia não precisaria discutir uma eventual mudança partidária neste momento. A declaração deslocou o foco da disputa interna do PL para a parceria entre as duas administrações.
A aproximação entre Flávia e Pivetta também está relacionada a demandas consideradas prioritárias para Várzea Grande. Entre elas está o abastecimento de água, tema que passou a integrar uma atuação conjunta entre o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura Municipal. A própria prefeita já havia associado seu apoio político ao governador ao auxílio recebido pelo município para enfrentar problemas estruturais, especialmente aqueles relacionados ao fornecimento de água.
A crise entre Flávia e o PL Estadual não começou com o ato desta quinta-feira. Nos dias anteriores, a prefeita havia admitido que recebeu convites de diferentes partidos, inclusive do Republicanos, mas também afirmou que sua eventual saída da legenda ainda estava em avaliação. A mudança de postura apresentada agora indica que, ao menos neste momento, sua intenção é permanecer formalmente no PL, mesmo mantendo o apoio eleitoral a Pivetta.
O conflito ganhou dimensão maior depois que a Direção Estadual do PL anunciou procedimentos internos para analisar a situação de prefeitos que declararam apoio a Pivetta. Flávia está entre os gestores que passaram a integrar o grupo de prefeitos ligados ao PL que apoiam o governador, ao lado de outros administradores municipais que também se afastaram da orientação eleitoral da legenda. A possibilidade de medidas disciplinares passou, desde então, a fazer parte da discussão política.

A situação também evidencia uma divergência entre a orientação partidária e as prioridades defendidas por algumas administrações municipais. Enquanto a direção do PL sustenta a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo, prefeitos filiados à legenda têm manifestado apoio a Pivetta, justificando suas escolhas, em diferentes momentos, por questões relacionadas às necessidades de seus municípios. Wellington, por sua vez, afirmou anteriormente não defender a expulsão de prefeitos que optaram por apoiar o adversário.
No caso específico de Várzea Grande, a questão do abastecimento de água ganhou peso na aproximação entre a Prefeitura e o Governo do Estado. A cooperação administrativa passou a ser apresentada como um dos elementos que explicam a posição política de Flávia. Em paralelo, a disputa eleitoral transformou a relação institucional entre Estado e Município em um dos pontos de destaque do embate político que envolve Pivetta, Wellington e diferentes lideranças do PL em Mato Grosso.
Com a declaração desta quinta-feira, Flávia Moretti mantém, portanto, uma posição política definida em favor de Otaviano Pivetta, mas continua oficialmente filiada ao PL. A prefeita não anunciou desfiliação e afirmou que não pretende deixar a legenda por iniciativa própria. O cenário mantém aberta a possibilidade de novos desdobramentos entre a gestora, a direção estadual do partido e o grupo político do governador, enquanto a campanha eleitoral avança em Mato Grosso.
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