Política
Até terça-feira; Este é o prazo que os vereadores deram para que Emanuel Pinheiro tome uma decisão quanto à intervenção da Santa Casa
O Hospital Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá completa 40 dias de portas fechadas, e segue sem definição quanto a possibilidade de intervenção por parte da Prefeitura de Cuiabá.
O Juiz Bruno D’Oliveira Marques chegou de fazer uma notificação dando ao Município de Cuiabá para que se manifestasse dentro de 72 horas sobre o episódio. A Secretaria Municipal de Saúde chegou de afirmar também através de uma nota que ainda não tinha sido notificada da decisão.
Segundo a Prefeitura de Cuiabá, vem alegando não ter condições de realizar sozinha a intervenção na Santa Casa, uma vez que já possui várias Unidades de Saúde sob administração direta do Município, que também têm diversas necessidades urgentes. Para que a intervenção ocorra, a Prefeitura manifestou a necessidade de apoio do Governo Federal, Estadual e dos demais órgãos de controle, para a efetivação da medida.
A administração da Santa Casa entregou o levantamento ao Ministério Público na expectativa de que fosse elaborado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura de Cuiabá, Assembleia Legislativa e Governo Federal para reativar o hospital.
Daniel Pereira, que ficou responsável para administrar a Santa Casa, disse que foi feita uma varredura nos documentos do hospital e montado um plano de estratégias que começou por demissões.
As metas agora são repactuar dívidas, principalmente os empréstimos que somam uma parcela mensal de quase R$ 1 milhão, e assinar o Termo de Ajustamento de Conduta pra viabilizar o pagamento dos funcionários. Para isso, precisaria dos repasses de R$ 3,5 milhões da Assembleia Legislativa e o mesmo valor da Prefeitura de Cuiabá, que juntos somariam R$ 7 milhões.
Entre folhas de pagamento, dívidas com fornecedores, ações de cobrança e trabalhistas e dois empréstimos, a dívida da Santa Casa de Cuiabá passa de R$ 118 milhões.
Nesta ultima quinta-feira (18), os vereadores municipais se reuniram para tratarem sobre a situação da Santa Casa de Misericórdia, que está com os atendimentos suspensos. A reunião aconteceu logo após o encontro do presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Oliveira Galvão (PSB) com o prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB).
Os 25 vereadores solicitam que o prefeito cuiabano tome uma decisão quanto à intervenção da unidade filantrópica. Conforme o presidente da Casa de Leis do Município, Misael Oliveira Galvão, o prazo para o posicionamento do Prefeito de Cuiabá termina nesta terça-feira (23).
Misael Galvão explicou que os vereadores se uniram, sem levantar bandeira partidária, para conseguir uma solução para a instituição Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.
No mês passado, o Parlamento Municipal encaminhou ao prefeito Emanuel Pinheiro, um requerimento sugerindo a intervenção na Santa Casa. O documento foi assinado por 18 vereadores e visa garantir a reabertura da Unidade de Saúde, tendo em vista os inúmeros pacientes que são atendidos no local.
A indicação foi aprovada em plenário e ratificada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou os contratos firmados pela Prefeitura de Cuiabá com os Hospitais Filantrópicos da Capital.
“O prefeito precisa tomar uma decisão. A situação está insustentável. Muitas pessoas precisam daquela unidade de saúde para dar continuidade aos seus tratamentos. Estamos falando de saúde, de vidas. Não vejo outra saída a não ser a intervenção. Então, aguardamos um posicionamento do prefeito”, disse o presidente da Casa de Leis, Misael Galvão.
O clima é tão pesado dentro e fora da instituição Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que o vereador Toninho de Souza (PSD) acusou o médico Luiz Saboia, que assumiu a direção da Santa Casa, de destratar e ser agressivo com os funcionários e os seus colegas parlamentares Luís Claudio (Progressistas) e Justino Malheiros (PV), além dele próprio.
A confusão acabou sendo publicado pelo próprio vereador Toninho de Souza em vídeo nas redes sociais que aconteceu na manhã desta ultima terça-feira (16).
Na postagem do Facebook o vereador Toninho de Souza escreveu:
“Foi agressivo e deselegante. Me deixou mais convicto da necessidade da intervenção neste hospital que está fechado e deve 7 meses de salários aos servidores“.
Luiz Saboia assumiu a direção da Santa Casa na última sexta-feira (12). Isso se deu após a antiga diretoria ser afastada por mantenedores e associados. O afastamento foi uma orientação do Ministério Público para que recebesse valores de R$ 7 milhões de um Termo de Ajustamento de Conduta.
Política
Realinhamento partidário em Várzea Grande reflete “Tensões Institucionais” e “Impasses no PL”
A Prefeita do Município de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, estuda de maneira conclusiva a sua desfiliação do Partido Liberal (PL) para ingressar em uma nova agremiação situada no mesmo espectro ideológico da direita. O movimento estratégico de migração partidária fundamenta-se na necessidade de reorganizar sua base de apoio governamental diante do atual cenário de instabilidade, buscando uma legenda que ofereça respaldo político proporcional aos desafios administrativos enfrentados pela Executiva Municipal no Estado de Mato Grosso.
Esta reconfiguração partidária ocorre em meio à severa crise política e institucional enfrentada pela administração municipal de Várzea Grande neste momento. O conturbado panorama local tem exigido da chefe do Poder Executivo Municipal um posicionamento firme para assegurar a governabilidade, além da busca constante por alianças mais sólidas que consigam garantir a estabilidade necessária para a condução das políticas públicas e para a gestão do município.
A motivação central que impulsiona a mandatária a planejar sua saída do Partido Liberal (PL) reside no profundo sentimento de disparo político enfrentado perante a alta cúpula da sigla. A gestora municipal avalia que a legenda não tem oferecido a sustentação política indispensável para o enfrentamento das adversidades locais, situação que compromete diretamente a articulação de projetos cruciais para a cidade e fragiliza sua posição de liderança institucional.
A mudança de sigla está sendo articulada para se concretizar nas próximas semanas, período considerado decisivo pelas lideranças envolvidas na negociação. A definição do cronograma de transição atende a critérios estratégicos de conveniência política, com o objetivo de minimizar os impactos administrativos na prefeitura e permitir uma transição partidária harmoniosa que proteja a estabilidade da gestão do município.

O plano de migração vem sendo executado na cidade de Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral do estado de Mato Grosso e centro de expressiva relevância política regional. Por sua localização estratégica e importância econômica, os desdobramentos das decisões tomadas na cidade reverberam de maneira significativa sobre todo o cenário político estadual, atraindo a atenção de analistas e dirigentes partidários de diversas regiões.
O processo de transição ocorre mediante intensas negociações de bastidores conduzidas pela prefeita e por seus articuladores mais próximos junto a presidentes regionais e nacionais de siglas de direita. O método adota uma abordagem estritamente diplomática, pautada no diálogo reservado e na avaliação criteriosa do alinhamento programático, visando a obtenção de garantias formais de apoio governamental e de autonomia política para a gestora.
Entre as razões determinantes para essa ruptura sobressai o desconforto gerado pelo fato de o ex-vice-prefeito Tião da Zaeli, considerado seu principal desafeto político, continuar exercendo forte influência no comando do Partido Liberal local. A coexistência de forças antagônicas no mesmo diretório inviabilizou a convivência pacífica, transformando o ambiente partidário interno em um obstáculo permanente para a consolidação da autoridade política da prefeita.
O anúncio público da nova filiação partidária dependerá da consolidação dos acordos formais de liderança que vêm sendo firmados com os novos aliados estratégicos. A confirmação oficial será feita assim que estiverem asseguradas as garantias de espaço e representatividade no novo partido, elemento considerado indispensável para o fortalecimento do grupo político que sustenta a atual administração municipal.
As projeções e apostas feitas por analistas do meio político local dão como praticamente certa a efetivação dessa transferência partidária nas instâncias competentes. A convergência de opiniões entre os especialistas reforça a percepção de que o isolamento interno no Partido Liberal tornou a permanência da prefeita insustentável, convertendo a mudança de legenda em uma etapa inevitável para a sobrevivência política do seu mandato.
Por fim, a iminente filiação de Flávia Moretti a outra legenda da direita visa redefinir o equilíbrio de forças na política várzea-grandense e consolidar sua autonomia de gestão. Com essa manobra, a gestora busca afastar as interferências de opositores internos, assegurar a governabilidade até o término do seu mandato e estruturar uma base partidária coesa para os futuros pleitos eleitorais do município.
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