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O VAR FOI CHAMADO: SEGUE O JOGO

Reajuste de servidores do TJMT terá impacto de R$ 42 milhões

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), recebeu do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MNT), a mensagem do projeto que propõe reajuste de 6,8% na tabela de remuneração dos servidores de carreira da instituição, onde sendo aprovada, cerca de 3.500 servidores concursados seriam beneficiados com o reajuste, outros 2.500 servidores comissionados que não serão beneficiados, trazendo um impacto de R$ 42 milhões ainda neste ano aos cofres do Estado de Mato Grosso.

O projeto que concede 6,8% de aumento aos servidores do Poder Judiciário foi à primeira votação na Assembleia Legislativa Mato-grossense no dia 22 de outubro, sob protestos da base governista.

A proposta foi debatida e aprovada após a votação pelos deputados estaduais dos projetos de vetos do governador Mauro Mendes (UB).

Efeito cascata

O governador Mauro Mendes (UB) chegou de tentar impedir a votação do Projeto de Lei que concede reajuste de 6,8% aos servidores do Poder Judiciário, alegando o temor de que ocorre um “efeito cascata”, com a possibilidade de extensão do benefício para os servidores do Executivo, Legislativo, Tribunal de Contas (TCE/MT), Ministério Público (MPMT) e Defensoria Pública, ainda mais em véspera de eleições de 2026.

O deputado estadual Alberto Machado, o Beto Dois a Um (PSB), vice-líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa Mato-grossense, já sinalizava que haveria problemas na apreciação da matéria, e pediu vistas do Projeto de Lei.

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“Choro de perdedor”

Max Russi (PSB), deputado estadual pelo PSB, e presidente da Casa de Leis, classificou como “choro de perdedor” os parlamentares que contestaram a votação que aprovou, em primeira votação, o Projeto de Lei que propõe o reajuste de 6,8% para servidores do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT). 

Respeito a posição do deputado, mas isso é igual o choro de perdedor, igual em jogo. Você acha um motivo para criticar“.

Nesta quarta-feira (23), o Projeto de Lei foi votado, e gerou desentendimento entre os deputados estaduais, que eram contra a medida, e afirmaram que alguns votos não foram computados pela Mesa Diretora da Casa de Leis. Dilmar Dal’Bosco (UB), líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa, chegou a pedir que os votos fossem recontados. No entanto, Max Russi recusou e alegou que os deputados não se manifestaram no tempo hábil de votação.

Respeito a posição do deputado, mas isso é igual o choro de perdedor, igual em jogo. Você acha um motivo para criticar por causa disso, por causa daquilo. Mas tenho que respeitar”, disse.

O “VAR” confirmou: Segue o jogo

O presidente reiterou seu posicionamento e ainda brincou fazendo referência ao Vídeo Assistant Referee (VAR), que é o sistema de tecnologia usado no futebol para ajudar o árbitro principal a tomar decisões em lances cruciais, como gols, pênaltis, cartões vermelhos e impedimentos.

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O presidente da Casa de Leis, Max Russi afirmou que recorreu às filmagens do momento da votação para provar que os votos foram contados corretamente por ele.

A sessão foi filmada e a filmagem é muito clara, então estou tranquilo. Até pedi a filmagem porque com tanta dúvida ali… A gente não é dono da verdade, também erra. Mas aí eu chamei o VAR, vi as filmagens e a votação foi correta. O VAR confirmou”, afirmou.

É de cada deputado fazer o seu voto, votar da forma que achar correto, mas o projeto está aprovado e vai à segunda votação. Vamos ver o parecer da Comissão de Justiça e, após isso, fazer a votação nas próximas semanas”.

Reajuste terá impacto de R$ 42 milhões

A correção vai beneficiar cerca de 3.500 servidores concursados e terá impacto de R$ 42 milhões ainda neste ano. O reajuste contempla 9 cargos no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT). No caso do analista judiciário, as maiores classificações da carreira vão engordar o bolso dos servidores.

Para quem está na Classe A e no Nível XI, que é o último da carreira, passará a receber R$ 15.067,67. Enquanto a Classe D, com os maiores salários do Judiciário, e no Nível XI, também a última fase da carreira, receberá R$ 26.036,95. Já para quem está no início da carreira, os valores são menores.

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Política

Abilio Brunini enfrenta semana decisiva em meio à “Crise Institucional” na Câmara de Cuiabá

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O cenário político da capital mato-grossense centraliza as atenções institucionais com o início de uma semana considerada crucial para a governabilidade do Poder Executivo Municipal. O embate gira em torno da estrutura de poder da Câmara Municipal de Cuiabá, onde se articulam as forças de sustentação e de oposição à atual gestão. O desfecho dessa complexa correlação de forças ditará o ritmo da administração pública municipal nos próximos anos, tensionando a relação entre os poderes locais.

A crise institucional tem como protagonista o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), cuja atuação política direta nos bastidores do Legislativo converteu-se no estopim de uma severa instabilidade entre os parlamentares. O chefe do Executivo Municipal concentra seus esforços na viabilização política e jurídica da candidatura de sua principal aliada para o comando do parlamento. A estratégia do prefeito visa consolidar uma base parlamentar amplamente dócil às demandas da prefeitura, assegurando tranquilidade para a aprovação de projetos de seu interesse.

O epicentro do confronto político localiza-se estritamente na Câmara Municipal de Cuiabá, a Casa de Leis que abriga as deliberações oficiais da Capital do Estado de Mato Grosso. O parlamento municipal transformou-se em uma verdadeira arena de disputa jurídica e partidária, onde cada bloco de vereadores tenta salvaguardar suas prerrogativas institucionais. O ambiente legislativo reflete a polarização e a fragmentação das forças partidárias que historicamente caracterizam a política da região Centro-Oeste do país.

As movimentações políticas e os debates jurídicos intensificaram-se de forma decisiva ao longo das últimas horas, com votações estratégicas formalmente agendadas para esta terça-feira. Este momento específico do calendário legislativo coincide com a necessidade de definição antecipada das regras que governarão a Mesa Diretora nos anos subsequentes da atual legislatura.

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A celeridade do processo legislativo gerou um clima de urgência entre os parlamentares, que se veem obrigados a tomar posições públicas definitivas sobre o tema.

Os motivos subjacentes à crise residem na tentativa de aprovação de um polêmico projeto de resolução que visa permitir a reeleição da Mesa Diretora para o Biênio posterior. A iniciativa atende diretamente aos interesses da atual presidente da Casa de Leis, a vereadora Paula Calil (PL), cuja permanência no cargo depende dessa alteração regimental. A oposição e setores independentes da Câmara de Cuiabá enxergam a manobra como um casuísmo político desenhado exclusivamente para perpetuar o grupo governista no controle do orçamento e da pauta do parlamento.

A dinâmica dos fatos envolveu o uso de mecanismos judiciais extraordinários por parte do grupo governista, que acionou o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), para atingir seus objetivos políticos. O prefeito cuiabano Brunini atua ativamente na defesa de uma tese jurídica que solicita a redução do quórum de aprovação do projeto para maioria simples, contornando a exigência atual.

A estratégia jurídica foi adotada após a constatação de que a vereadora governista não dispõe, no momento, dos dezoito votos mínimos necessários para a alteração regimental por vias estritamente políticas.

Os procedimentos legislativos ganharam contornos de dramaticidade após a aprovação preliminar da matéria pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), órgão técnico responsável por avaliar a legalidade da proposta. A aprovação na comissão garantiu o envio imediato do texto para o plenário, deflagrando discussões acaloradas e trocas de acusações mútuas entre os vereadores de diferentes blocos. A pacificação interna do parlamento restou severamente comprometida após episódios de retaliação digital, que culminaram na exclusão de parlamentares desalinhados de canais formais de comunicação com o prefeito.

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O objetivo estratégico do prefeito Abilio Brunini ao intervir diretamente no processo sucessório é assegurar a eleição de uma Mesa Diretora integralmente alinhada à sua agenda administrativa. A garantia de uma presidência simpática ao Palácio Alencastro evita a abertura de comissões investigativas e acelera a tramitação de pedidos de empréstimos e reformas administrativas complexas.

Para o Executivo Municipal, o controle do comando do Legislativo cuiabano representa a blindagem política necessária para a execução do plano de governo sem sobressaltos institucionais.

As consequências imediatas da interferência do Executivo manifestam-se no enfraquecimento da harmonia entre os poderes e no isolamento político de antigos aliados do Prefeito de Cuiabá. A postura centralizadora de Brunini foi publicamente rechaçada por lideranças de nível estadual, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Russi (Podemos). A crise provocou fissuras profundas na base aliada, visto que até mesmo parlamentares simpáticos à gestão manifestaram desconforto com a quebra da promessa inicial de não intervenção no parlamento.

Os desdobramentos futuros deste embate redefinirão de maneira permanente o equilíbrio de forças na política cuiabana e o grau de independência do Poder Legislativo Municipal. A decisão soberana do plenário da Câmara Municipal sinalizará se o parlamento manterá sua autonomia fiscalizatória ou se curvará aos desígnios do poder central da capital. Independentemente do resultado numérico das votações, o episódio deixa como legado uma relação tensionada que exigirá intensa habilidade diplomática para a reconstrução pontes institucionais.

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