OTIMISMO PARA 2022
“As chapas nossas do ano que vem estão muito melhores do que as últimas”
Sintoma da fragilidade do sistema político brasileiro, o troca-troca de partidos ganha força a partir da abertura de uma janela de 30 dias para transferências de políticos descontentes com sua sigla partidária.
A janela partidária que se abre deve envolver principalmente políticos do chamado baixo clero. O maior motivo para ausência de nomes de projeção é que muitos deles já trocaram de partido varias vezes. A maioria dos estrategistas evita comentar as conversas em andamento, mas algumas agremiações apostam na janela para retomar o fôlego perdido nos últimos anos.
O troca-troca fragiliza o sistema partidário brasileiro?
Com certeza. Nós deveríamos estar marchando no sentido de fortalecer os partidos enquanto instâncias coletivas de atuação, mas prevalece no Brasil uma cultura absurda e atrasada de privilégio das carreiras individuais. Os partidos, em regra, são escolhidos não pelos programas e bandeiras que defendem mas por aspectos pragmáticos, como o quociente eleitoral. Muitos trocam de partido só por causa disso. Tudo isso mostra como é casuística e infeliz essa opção.

No Estado de Mato Grosso, o presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), deputado federal Carlos Gomes Bezerra, está otimista quanto as Eleições de 2022. O cacique diz que novas filiações estão “indo de vento em polpa” e acredita num cenário bastante otimista com a conquista de 5 vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e 3 na Câmara dos Deputados.
“As chapas nossas do ano que vem estão muito melhores do que as últimas”.
Na capital federal, Brasília, atualmente, o partido detém dois mandatos: o do próprio Carlos Bezerra e o do deputado federal Juarez Costa, do MDB de Sinop. Já no Legislativo Estadual, estão os deputados Janaína Greyce Riva, Thiago Alexandre Rodrigues da Silva e João José de Matos, o Dr. João.
O “cacique” emedebista não confirmou nomes, mas garantiu que 3 deputados com mandato (estadual e federal) estariam vindo para o MDB, o que pode, em tese, ampliar as chances do partido na disputa eleitoral.
“E está bem encaminhado esse projeto. Com uma chapa muito mais fraca fizemos dois federais e quatro estaduais”, afirmou, somando em sua conta o suplente Romoaldo Junior, que rotineiramente assume uma cadeira na Casa de Leis.
Sobre a disputa para o Governo do Estado, o cacique do MDB disse que ainda não há definição sobre a continuidade de apoio ao atual governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), caso este se decida pela disputa à reeleição, ou se a siga terá candidatura própria.
“Vamos discutir o que vamos fazer no ano que vem. Essa questão depende do debate com o governador Mauro Mendes, de alguns compromissos públicos que queremos que sejam amarrados”.
Já para o Senado da Republica, a aposta será na candidatura do deputado federal Neri Geller do Partido Progressista (PP). – (Com Esportes e Noticia)
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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